quarta-feira, 4 de junho de 2008

JORNALISMO DE PRECISÃO

O olhar mais que investigativo traduz a reportegem de precisão


O jornalismo de precisão começou a ser caracterizado a partir da década de 80, quando os principais jornais americanos passaram a fundamentar suas notícias em pesquisas próprias. Tal fato ocorreu por não acreditarem em dados enviados por políticos. Assim, havia maior perícia no recolhimento de informações providas de fontes para que as informações não fossem descaracterizadas.

A forma aplicativa do jornalismo de precisão é baseada no método científico, o que diferencia do jornalismo tradicional encontrado nos dias de hoje. Para os estudantes e professores de jornalismo nos EUA o jornalismo de precisão demonstra “a aplicabilidade dos métodos científicos de investigação social aos problemas reais mais característicos da elaboração de notícias numa sociedade crescentemente complexa.”

Já no Brasil, esse tipo de jornalismo praticamente não existe. O processo realizado em território brasileiro traduz na produção em massa, deixando de lado a qualidade.

Segundo o Observatório da Imprensa há apenas dois exemplos de reportagens do gênero. A série de reportagens "Lavoura arcaica", da repórter especial da Folha de S. Paulo Elvira Lobato; e o livro Políticos do Brasil, do jornalista Fernando Rodrigues.

O que se encontra no país é um jornalismo investigativo que tenta se aproximar ao de precisão, mas falta embasamento científico. Muitos profissionais chegam perto quando se empenham na em apurar informações.

O americano Philip Mayer, criador do estilo, diz: “ao invés de testar a realidade diretamente com suas próprias observações, deduções e experimentos, eles (os jornalistas) normalmente se contentam em fazer a checagem cruzada consultando diferentes autoridades com diferentes pontos de vista e interesses diferentes.”

Um comentário:

Géssica Brandino disse...

O texto traz informações que ajudam no esclarecimento sobre o que é o jornalismo de precisão, tão falado, porém pouco utilizado pela imprensa nacional, o que em minha opinião, deveria ser diferente, pois esse jornalismo permite dar ao fato jornalístico o aprofundamento do qual ele necessita. Bom texto!