segunda-feira, 24 de março de 2008

Matemática e o jornalismo.


A maioria dos alunos que ingressam em um curso de comunicação social leva “um certo choque” ao se deparar com algumas matérias como “marketing” e “estatística” até mesmo porque escolheram a área de humanas para fugir da “maldita” e tão famigerada matemática.

Mas a relevância da matemática para um comunicador é fundamental, não somente para a analise de gráficos e planilhas, mas sim para interpretar informações relevantes à política, economia e principalmente entender o mundo contemporâneo e globalizado em que vivemos.

A matemática também ajuda a gestão do cotidiano jornalístico, um bom jornalista é aquele que consegue se programar e consequentemente atingir um bom desempenho em suas atividades. Saber gerir o tempo, criatividade e dinamismo são atributos necessários tanto para um jornalista como para um administrador de empresas, lembrando que este último tem a formação totalmente voltada para a área de exatas.
No Brasil, um exemplo é o jornalista Joelmir Beting conhecido como “O homem que rima números”.
Familiaridade que Joelmir tem para falar de economia de um modo simples e conciso para os telespectadores, não é por acaso, Beting trabalha pelo menos 15 horas por dia, estuda previamente a matéria, achando seus pontos cruciais e palavras chave fazendo assim uma adaptação perfeita entre texto e linguagem econômica.

Uma outra vertente do jornalismo que tem a matemática como aliada é o “Precision Journalism” ou jornalismo de precisão, por sua vez, mediante o emprego de muitas das ferramentas dos cientistas sociais e frente às crendices populares ou do senso comum, pretende demonstrar com dados bem contrastados e estruturados os fatos e problemas sociais que muitas vezes passam despercebidos e que os poderes públicos tendem a ocultar.

Embora as verdades matemáticas sejam substituíveis, elas permanecem vivas e válidas, pois os princípios e a hipótese em que se amparam são expressões de estruturas e sistemas existentes na realidade.
E a rotina jornalística, é permeada pela a matemática seja do código binário de um computador, softwares de editoração até a simples combinação de números que formam o endereço telefônico de uma fonte.

Um comentário:

webjorsuperacao disse...

Sakaki, felizmente vejo um jornalista que não teme a matemática. E isso que mencionas deveria ser atentado por muitos. Além de mencionar o Jornalismo de Precisão, há que se observar o abismo que os pedagogos e educadores criaram em várias gerações quando da não aplicabilidade desta ciência no dia-a-dia. Diante disso, a fuga é iminente.
Vale lembrar também a tendência forçosamente criada nas gerações presentes, ou seja, a importância de o jornalista lidar com vários tipos de conhecimento, tal como dizem os intelectuais do site Edge. Mais que isso, a indiferença em relação ao mundo exato criou o fenômeno nerd, que já planejam sua "vingança", tal como diz o criador da VR (Realidade Virtual), Jaron Lanier, em entrevista concedida ao Daniel Buarque para o Caderno Mais de 20 de agoto de 2006. E vejam só o que Lanier ouviu dos nerds no Vale do Silício: "Em dez anos, o uso de algoritmos da internet, com toda a informação de serviços como o Orkut, o Google, poderemos criar automaticamente músicas muito melhores de que qualquer coisa que uma pessoa pudesse inventar. É errado ensinar música a crianças porque os computadores vão ser melhores nisso, então, será um ensino obsoleto".