terça-feira, 5 de abril de 2011
Tecnologia caminha a favor do Jornalismo
RFID – A Identificação que Simplificará a Vida das Pessoas
Chip de RFID que logo mais será implantado nos mais diversos produtos RFID é uma sigla de “Radio-Frequency Identification”, que significa Identificação por Rádio Frequência . É um método de identificação automática feita através de ondas radiofônicas que podem recuperar e armazenar dados além de rastrear o objeto. Esta etiqueta, feita de chips de silício e antenas, pode ser implantada em pessoas, animais, alimentos e nos mais diversos locais. No jornalismo ela pode ser apresentada de acordo com a frequência de rádio e logo mais textos poderão conter esta tecnologia, logo o seu uso poderá ser rastreado e bloqueado.
Atualmente esta tecnologia ainda está em crescimento, mas logo abrangerá o maior número de produtos. Em supermercados e lojas, por exemplo, ao invés de passar produto por produto através do código de barras, o “chip” registrará todos eles ainda no carrinho e debitará automaticamente na conta do cliente, facilitando e agilizando o atendimento. Segundo Sandra Regina Matias Santana, através do site Wireless Brasil, embora utilizada nas mais diversas áreas, ela fará uma mudança radical na indústria varejista, principalmente porque o volume de vendas aumentará.
As vantagens são poder utilizar o produto sem ao menos ter um contato para uma possível leitura; molhá-lo ou mesmo passar certos produtos que possam danificá-lo sem ter este medo ou mesmo reutilizá-lo; tempo de resposta muito rápido e preciso; armazenar, ler e enviar dados de uma etiqueta para a outra, desde que ativa; prevenção contra roubo e falsificação. Porém, como nem tudo é perfeito, o RFID também tem suas desvantagens, como alto custo, que afetará até o preço final dos produtos; seu uso em materiais metálicos e condutivos poderá comprometer o alcance da transmissão das antenas; invasão da privacidade dos consumidores, tendo em vista toda a monitoração feita nos produtos, porém uma nova técnica bloqueia seu funcionamento logo quando este sai do estabelecimento.
A tecnologia da rádio frequência ajudará – e muito – daqui para frente. Ela0 poderá até acabar com o contrabando e com a pirataria, o que nem a invenção do Blu-Ray conseguiu fazer, de uma forma simplificada, entretanto mais cara. Logo mais substituirá o código de barras e aumentará a velocidade de transmissão de dados. Mais uma vez a tecnologia está aumentando e melhorando a nosso favor.
http://pt.wikipedia.org/wiki/RFID
http://eletronicos.hsw.uol.com.br/etiqueta-rfid.htm
http://www.wirelessbrasil.org/wirelessbr/colaboradores/sandra_santana/rfid_13.html
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/meta.php?meta=RFID
http://gjol.blogspot.com/2006/09/chip-rfid-nova-arma-para-combater.html
Convergência entre impresso e web
Convergência vincula várias tecnologias. Via Quintal Virtual Copiar e ser copiado
O dilema de autoria na internet. Qual o objetivo so autor? O direito à informação é para toda e qualquer pessoa que tenha curiosidade em saber. Com o advento da internet, tal busca pelo conhecimento torna-se mais fácil, rápida e dinâmica. Adaptando-se às mudanças, o meio eletrônico possibilita que sejam dadas várias vertentes sobre um mesmo assunto, um turbilhão de informações por todos os lados. A questão é que, com a modernização do meio eletrônico, a prática do ”Ctrl C + Ctrl V” tornou possível que textos tenham a autoria plagiada por mais de uma pessoa. Logo, até que ponto o texto que lemos pertence realmente ao referido autor?
Paulo Cezar Santos Ventura e Denise Eler discutem a interação do sujeito com elementos científicos e tecnológicos da vida social, processo interdependente dos processos de alfabetização e de apropriação. Assim, a web influencia exponencialmente a utilização de obras na internet, uma vez que, colocada em domínio público, torna-se, em partes, propriedade de quem a acessa.
Quando algum conteúdo é postado na internet, ele está sujeito a cópias para outros endereços e, provavelmente, será copiado. A lei n◦ 9610, art. 45 discrimina as hipóteses de que quando se coloca algo em domínio público, pode originar obras derivadas, que não são necessariamente consideradas plágio ou cópia ilegal. Para que uma obra seja original, precisa ser nova e possuir marcas e patentes. Com o crescimento das mídias sociais, internautas apropriam-se de textos e fotos de outrem nas próprias páginas pessoais. O link direto ajuda que o autor original leve os créditos por sua obra.
O fato é para que a obra seja postada na internet pelo seu autor, ele, automaticamente, concorda com a cópia; isso não significa que fique satisfeito em não levar os créditos, mas sabe que está sujeiro a isso. O mundo globalizado depende da internet e das informações que ela proporciona. Muitos autores, como os de sites de notícias, escrevem com o intuito de divulgar a obra. "Autor e autoria" torna-se um conceito relativo no momento em que autores se aproveitam desse furto de informações para disseminação da própria opinião. E aquele que julga a prática ruim, deve entender a quantas anda a autoria na internet antes de apertar o "enter" e navegar no meio público.
A identidade e a praticidade na web conquista cada vez mais usuários
O aparecimento de um novo meio de comunicação, a Internet, introduziu na sociedade novas rotinas, conceitos e públicos. A identidade na web faz da interatividade e objetividade seus pontos mais fortes. Porém sua maior dificuldade é despertar o interesse do leitor e fazê-lo ler um texto integralmente, pois os usuários dispõem de pouco tempo e procuram sempre a praticidade. Professores, estudiosos e os próprios jornalistas discutem a identidade e a evolução do jornalismo na internet. O jornal “O Globo” publicou uma matéria no mês de agosto de 2010, onde mostra a mulher que reinventou o jornalismo on-line. Ariana Huffington (EUA) criou o maior sucesso do jornalismo na web, o conhecido “Huffington Post”. Essa ferramenta é utilizada como uma arena de debate on-line, com participação de blogueiros que postam gratuitamente, e com noticiário ágil e interativo, atraindo milhões de usuários.
Segundo o professor de jornalismo gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, RS, José Antonio Meira da Rocha em seu site discute sobre jornalismo on-line, onde em uma pesquisa informal entre os usuários da web, mostra que os participantes apontaram principalmente para a instantaneidade, interatividade e arquivamento de noticias como um dos pontos altos da mídia digital. Na visão de Jacob Weisberg, presidente do Slate Group, empresa que edita a revista digital Slate.com, os webjornalistas devem usar uma linguagem cada vez mais coloquial e intimista como as dos blogs. “Quando se escreve em um meio digital, há uma relação muito próxima com o leitor, é como escrever um e-mail para ele, o leitor comenta sua informação e ainda passa adiante através das redes como Twitter, facebook, por isso é preciso ter um tom mais intimista”. Atualmente essas redes desenvolvidas criam uma identidade, no qual permite o receptor a interagir com o jornal e funcionar posteriormente como fonte, proporcionando ao leitor vídeos, imagens, sons, tudo que complementa a informação e podendo ser visto por redes mundiais.
Os jornais on-line ao mesmo tempo em que proporcionam uma identidade muito positiva sobre o individuo, geram também algumas questões e problemas. Por exemplo, o hipertexto permite o leitor compreender a informação da forma que achar conveniente, deixando o jornalista sem controle da situação comunicacional, gerando significados não pretendidos. Já a interatividade gera pressões sobre os jornalistas podendo deixar o leitor frustrado, quando a informação causa uma reação insatisfatória, porém a interatividade permite o jornalista buscar a informação de várias maneiras e do mundo todo.
Portanto a identidade do jornalismo on-line tende a evoluir cada vez mais, com a proposta de sempre levar a informação de forma ágil e objetiva. Porém todo e qualquer meio de comunicação têm seus problemas que podem ser resolvidos com criações de novas ferramentas que vão sendo moldando de acordo com novos usuários.
Micronarrativas combinam com Jornalismo?
A narrativa literária costuma se apresentar em forma de prosa, mas pode ser também em versos (Epopéia, Romanceiros). Se tivermos de definir o texto narrativo de forma sucinta, citando Carlos Reis, por exemplo, diremos que o texto narrativo é um processo de exteriorização, uma atitude objetiva e baseada na sucessividade. Apesar de aparecer comumente em prosa, a narração pode existir em versos. São verdadeiras narrativas em versos, com ação, personagens, sucessão, integração e significação.
Com esta prática de fazer jornalismo com o menor número de palavras possível, percebemos que nos dias atuais a informação tem que ser filtrada por várias e várias vezes, para que, os leitores em geral tenham a informação rápida e objetiva. Claro que não é a mesma coisa de se pegar um jornal e ler a reportagem completa, porém, com o tempo cada vez mais curto entre uma notícia e outra, está é a forma adotada muitas vezes por jornais, revistas, e principalmente sites.
Analisando este termo, tenho a impressão de que este tipo de texto será cada vez mais utilizado pela imprensa em geral. O mundo globalizado faz com que todos saibam o que está acontecendo agora, já, em cada região do planeta. Principalmente na web onde as micronarrativas são usadas já a algum tempo, vejo que o fluxo de notícias fará com que seja imprescindível a arte de cortar palavras.
Fontes pesquisadas:
www.minguante.com/?faq=g2 http://pt.wikipedia.org/wiki/Modo_narrativo http://pt.wikipedia.org/wiki/Narratologia http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=1838&titulo=Micronarrativa_e_pornografia
terça-feira, 15 de junho de 2010
A caminhada do jornalista de internet
Mesmo com toda a grandeza da internet e os incalculáveis avanços da tecnologia, o ciberespaço ainda é um ambiente novo para o jornalismo. Sites jornalísticos, redes sociais, ferramentas, posicionamento, interatividade e outras tantas peculiaridades da web só começaram a ser amplamente estudadas há cerca de dez anos, o que é bastante recente para a análise de uma nova ciência.
Neste meio em que as mudanças e transformações acontecem em alta velocidade e, muitas vezes, de forma desordenada, o “Manual de Laboratório de Jornalismo na Internet” é uma aposta para tentar delinear a atuação dos jornalistas na web. Escrito por Marcos Palácios e Beatriz Ribas, ambos pesquisadores sobre o segmento, o manual é como uma cartilha que ensina os primeiros passos sobre um dever. Neste caso, o dever do jornalista de se adaptar e entender o jornalismo na internet.
Para tornar o aprendizado dinâmico e contextualizado o livro foi disponibilizado gratuitamente, na íntegra, pela internet. Todo o material apresentado é discutido junto à propostas de exercícios, que visam levar o jornalista a prática e a reflexão do conceito. O manual é dividido em três partes, de modo a formar um caminho para o jornalista trilhar na web.
Ferramentas
As ferramentas citadas pelos autores ajudam não somente o jornalista, mas todo cidadão que deseja usar a internet como espaço de discussões e informação. Em treze exercícios os autores identificam como diagnosticar materiais de seu interesse e criar e reproduzir peças jornalísticas (edição de vídeos, slideshow, gráficos, mapas, site,entre outros).
Nesta primeira parte a lição básica é saber como controlar as publicações cibernéticas a nossa dispor. Por isso, o livro propõe vários mecanismos para que o internauta possa realizar uma espécie de Raio-X das atividades que lhe são pertinentes. O sistema GOOGLE ainda lidera na disponibilidade dessas ferramentas. Muito mais do que o maior site de busca do mundo, através de uma conta no GOOGLE o usuário pode ter acesso a diversos serviços. Ao aderir ao GOOGLE READER, por exemplo, o internauta pode ter fácil acesso as atualizações de seus blogs favoritos. Como a blogosfera está em latente expansão é necessário objetividade ao selecionar a leitura, e através do suporte do GOOGLE READER o usuário consegue isso.
Já para quem possui um blog, uma ferramenta essencial é o GOOGLE ANALYTICS. O serviço é usado para medir o alcance do seu blog. Através desse sistema, o usuário consegue detectar a quantidade de visitas em seu blog, como outros internautas chegaram até o domínio e, até mesmo, quanto tempo as pessoas permanecem em seu blog. Estes recursos são muito utilizados por grandes sites e portais, e custa caro, mas com o GOOGLE ANALYTICS você consegue esses dados sem custos.
Para encerrar o capítulo, os autores ensinam formas de editar fotos e vídeos sem a necessidade de programas de edição, utilizando apenas sites como PICNIK.
Características
Se tem uma coisa clara na era da internet, são as suas características: hipertextualidade, multimidialidade, interatividade, personalização de conteúdo, memória e atualização contínua. Porém, essas ainda não estão totalmente dispostas no jornalismo de internet. É difícil um site conter todos os elementos peculiares da web. Até mesmo os autores do livro se confundem em algumas especificações. Iniciam o capítulo dizendo que a web, ao contrário de todos os outros meios não possui limite técnico, o único limite é a capacidade humana em gerar e produzir conteúdo.Já no capítulo que descrevem exclusivamente sobre memória, afirmam que a web possui um espaço praticamente ilimitado.
Contradições à parte, a verdade é que o novo caminho para o jornalismo na internet será marcado pela interatividade e pela hipertextualidade. Discursos fragmentados e interligados a diversas outras informações traduzem a dinâmica da web.
E nem só de jornalistas é feito o jornalismo na internet. O jornalismo cidadão, espaço que os internautas tem de mandar fotos e textos sobre algo que presenciaram cresce com força total. Os maiores portais do país já aderiram a técnica.
Prática na web
Ao chegar ao último capítulo do livro, se o jornalista realizou os exercícios propostos, já tem significativo domínio sobre o jornalismo de internet. Na abordagem final do livro, mesmo diante da apresentação de algumas técnicas, o conteúdo leva o leitor à reflexão. Assuntos como a criação de títulos jornalísticos, captura de fontes, encontro de pessoas são alguns dos assuntos já pertinentes ao universo do jornalista e que não deixaram de existir na internet, porém, de novas maneiras. Exemplo disso é o site DEAD OR ALIVE, fácil método de saber se uma pessoa está viva ou morta.
O que é importante frisar é que a tecnológica no jornalismo não é uma ruptura dos padrões jornalísticos utilizados até aqui. O jornalismo de internet é uma continuidade do processo jornalístico, uma vez que muitos das tradicionais técnicas continuam a serem utilizadas como apuração, escrita, grandes reportagens, ilustrações gráficas, etc. O entendimento geral é que o jornalista da atual geração precisa ser um profissional multimídia, interagir e dialogar com o público por meio de diferentes programas, softwares, mentalidades e disposições.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Youtube se torna ferramenta para o jornalismo
Uma das ferramentas mais usadas pelos internautas nos dias de hoje, o Youtube, começa a se tornar a ferramenta chave para jornalistas da web, tanto no que se refere à obtenção de pautas sobre o mundo virtual, e real, quanto para conteúdo de apoio em outras mídias.
Já não é incomum ver sites que colocam links de vídeos do youtube para complementar suas matérias jornalísticas, como entrevistas ou conteúdos exclusivos, até mesmo blocos em programas humorísticos na televisão começaram a utilizar deste meio. O siteJornalismo Digital publicou uma pequena nota falando da grande novidade no portal de vídeos online. O canal Citizen News, foi criado em fevereiro de 2008 e tem como foco o jornalismo participativo, mas vem ganhando espaço por jornalistas que desenvolvem suas matérias na web.
A utilização deste portal por jornalistas se tornou tão comum que ganhou no ano passado um projeto chamado Project: Report,um concurso que procura incentivar a criatividade de estudantes de jornalismo a fazerem uma reportagem, contar uma história, que a mídia convencional não tenha acesso.
Até mesmo outros eventos utilizam do youtube para divulgar seus vencedores, um exemplo foi o 14º Prêmio Cristina Tavares de Jornalismo que publicou o vencedor na categoria estudante as imagens tanto no site do Flickr como no youtube.
MUDANÇAS NA FORMAÇÃO DE JORNALISTAS E CURSO
O jornalismo atravessa um tempo de transformações. Uma grande transformação decorre do aproveitamento jornalístico da internet como meio de difusão desde o início do século passado. O processo de formação de jornalistas e cientistas para a divulgação da ciência tem sido objeto de vários papers. Problemas de precisão na informação, ausência de rigor na linguagem e dificuldades no relacionamento entre jornalistas e cientistas são alguns dos aspectos mais abordados. Não são poucos, porém, os estudos que apontam a necessidade de um trabalho em regime de parceria.
A reflexão que se pretende desenvolver no âmbito desta comunicação parte de um pressuposto e de uma inquietação: importa saber até que ponto os paradigmas de ensino e formação em jornalismo que temos tomado por referência têm capacidade de integrar as mudanças que têm ocorrido no campo jornalístico. Da nossa perspectiva, responder a esta questão implica, entre outras iniciativas, a realização de um debate alargado, centrado na discussão daquilo que deve ser ensinado aos estudantes de jornalismo e porquê.
Fernando Haddad, o ministro da educação criou uma comissão para discutir as diretrizes curriculares dos cursos de comunicação social, em especial o de jornalismo, da mesma forma que o MEC já fez com outros cursos de graduações. Entre os possíveis assuntos que foram debatidos pela comissão está a possibilidade de criar cursos de especialização em jornalismo para que formados em outras áreas também possam exercer a profissão em menos tempo possível para alunos que já são graduados em qualquer outro curso.
A reunião teve como público alvo membros da comunidade acadêmica, como professores e pesquisadores da área jornalística, que apresentaram sugestões à comissão criada pelo ministério para rever as diretrizes curriculares das graduações em jornalismo.
Para Sérgio Murillo Andrade presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), acha inoportuno o debate,sendo que o Supremo Tribunal Federal(STF) deve julgar ação que regulamenta a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Pois não adianta discutir essas possibilidades se a mesma só pode ser mudada pelo Congresso Nacional.
Esta só desvaloriza a profissão e é desrespeitosa por não ter ouvido a opinião das entidades representativas do setor. Isto é um olhar de quem desconhece a realidade do mercado, os salários, as condições de trabalho.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Realidade Virtual é mesmo real?
realidade virtual nova ferramentaA realidade virtual ou mesmo RV para os mais íntimos é uma importante realidade desde meados da década de 70, Myron Krueger já utilizava frases com o termo realidade artificial em seus estudos de combinação de computadores e sistemas de vídeo. Mas realidade virtual como conhecemos tevei início com Jaron Lanier para a indústria de simuladores multi-usuários em ambiente compartilhado na década de 1980.
Existem varias definições para a Realidade Virtual:
-Interface homem-computador que simula um ambiente real e permite aos participantes interagirem com o mesmo.
-Forma mais avançada de interface do usuário com o computador.
-Interface que simula um ambiente real e permite aos participantes interagir com o mesmo, permitindo as pessoas visualizar e manipular representações extremamente complexas.
-É o uso de computadores e interfaces com o usuário para criar o efeito de mundos tridimensionais que incluem objetos interativos com uma forte sensação de presença tridimensional.
-É uma técnica avançada de interface que permite ao usuário realizar imersão, navegação e interação em um ambiente sintético 3D gerado por computador, utilizando canais multi-sensorais.
Todas as definições caem em um mesmo assunto e com características semelhantes mas uma complementando a outra.
É possível e muito provável que em alguns anos estejamos utilizando todas as vantagens da Realidade Virtual em nossas vidas particulares e mesmo em nosso trabalho, podendo assim romper mais um limite e dessa vez o limite da realidade.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Jornalismo e mudanças midiáticas
Depois da batalha entre blogueiros e jornalistas em torno da relação blogues/jornalismo, briga que ainda ecoa na blogosfera, a mais nova discussão que assoma no horizonte virtual é a substituição do blog, que tem sua suposta morte decretada por alguns especialistas, pelo Twitter. E novamente o jornalismo está em pauta.
Se a discussão sobre “praticar jornalismo nos blogues é para blogueiros ou jornalistas” se arrasta na blogosfera, a disseminação do Twitter trouxe questão parecida, porém com menor intensidade, pois a plataforma não permite reportagens (assim como os blogues não permitiam), e sim, notícias curtas. A transmissão de notícias no Twitter é feita por qualquer um com total liberdade, mas a credibilidade do jornalista, neste caso, suplanta à de outros twitteiros, mesmo dos mais conhecidos, e faz com que seja mais seguido por quem busca informações.
Blogueiros, no entanto, parecem não se intimidar com o futuro sombrio previsto para os blogues. Linkaram o Twitter ao conteúdo do blogues transferindo a popularidade adquirida para a nova ferramenta. Defendem a queda dos posts como consequência da demanda de atualizações exigidas pelo Twitter, tratado-o como extensão dos blogues.
Já para o jornalismo, o risco do imediatismo das informações transmitidas via Twitter, por qualquer pessoa, pode ser prejudicial. Segundo a pesquisadora em novas mídias da PUC-SP e autora do blog Http://remixnarrativo.blogspot.com “Esse imediatismo não pressupõe abandonar a apuração como sempre foi. Já houve problemas disso no Twitter. Esse é o risco”. Para Ana Maria Brambilla, pesquisadora em jornalismo cidadão da PUC-RS, em entrevista ao site Link – Sua vida digital, “Não se pode esperar um nível de credibilidade grande, mas é um bom ponto de partida para jornalistas cobrirem acontecimentos”.
As novas mídias são realidade e estão incorporando o fazer jornalístico, mudando as formas de comunicação. Novas linguagens jornalística estão surgindo e o jornalista deve estar atento à elas, sem esquecer, porém, o principal, o conteúdo, como afirma o jornalista Ricardo Kotscho em artigo publicado em seu blog “Para mim não faz a menor diferença se escrevo um texto para a internet, uma revista ou um novo livro. Nós repórteres, somos contadores de histórias da vida real – o meio usado para isso, a tal da plataforma, pouco importa”.
domingo, 24 de maio de 2009
Perigo ou oportunidade?
As opiniões daqueles que se propõem a escrever sobre o polêmico tema divergem e muito. No blog Mera Doxa, o artigo intitulado de “O fim do jornalismo?” afirma que a profissão de jornalismo vem perdendo a sua importância devido o maior acesso que as pessoas têm à informação, e fala também da forte tendência do conteúdo que é gerado pelo próprio consumidor, citando como exemplo o caso da revista de turismo Everywhere, feita exclusivamente pelos leitores. Em contraponto, o artigo “Será o fim do Jornalismo?” postado no blog www.POSSE.pt defende que nada superará o jornalismo, nem mesmo a febre do “bloguismo”. Para isso, ele expõe a diferença entre blog e jornalismo e entre blogueiro e jornalista. Segundo ele, o blog pode servir como uma ferramenta que complementa o jornalismo, isso quando o blogueiro for o próprio jornalista.
Sem dúvida, o jornalismo hoje não é mais o que era ontem, da mesma forma como o modo de se obter informações nos dias atuais é diferente de antigamente. Antes, quando o cidadão queria saber as novidades, bastava passar uma tarde debruçado na janela “proseando” com quem aparecesse na rua, agora, basta conectar seu notebook e navegar por 15 minutos para ficar sabendo o que aconteceu em qualquer parte do mundo. Ou seja, é impossível ignorar as transformações provocadas pela tecnologia. E com o jornalismo não pode ser diferente. O crescimento do número de blogues e de conteúdo gerado por pessoas “comuns” são fatos que não podem ser subestimados. Contudo, é necessário perceber como isso pode ser utilizado de maneira positiva, ou seja, pensar em como essa nova realidade pode beneficiar o jornalismo e não se concentrar apenas nos prejuízos causados.
Neste momento de turbulência, em que pairam tantas dúvidas e incertezas, cabe aos próprios profissionais jornalistas defenderem o seu ofício. O jornalismo possui uma função social que não pode ser esquecida ou desvirtuada. A primazia do bom jornalista deve ser levar a população a maior qualidade da informação, não importando através de qual meio. Para refletir sobre isso o artigo do site www.POSSE.pt diz que “Não é jornalista quem quer, mas sim quem nasceu com vocação e faz, a cada dia, todos os esforços para obter uma melhor informação”. Assim, só depende de quem faz o jornalismo decretar o seu fim ou quem sabe um recomeço.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Interatividade na Web

São diversas as possibilidades de um leitor que deseja colaborar com a elaboração de seu jornal on-line, ou mesmo de um flagrante em vídeo ou fotografia.
Falando de jornalismo digital as possibilidades são ainda maiores, já que os sites de informação são atualizados com maior freqüência em relação á outros veículos midiáticos.
Segundo Vittadini, “a interatividade é uma peculiaridade de alguns tipos de sistemas informáticos que permitem ações recíprocas de modo á dialogar com outros usuários em tempo real”.
Para Lévy “a interatividade assinala muito mais um problema, a necessidade de um novo trabalho de observação, de concepção e de avaliação dos modos de comunicação do que uma característica simples e unívoca atribuível a um sistema específico”
Se analisarmos a opinião de Vittadini podemos notar a reciprocidade entre o emissor e o receptor, que no caso do jornalismo interativo, acontece quando o material do internauta é publicado no site.
Então, a interatividade no web jornalismo pode ser muito bem empregada, desde que, tenha à atenção e o cuidado que mereça, tendo suas fontes devidamente apuradas.
O blog na era da cibercultura

Pode-se dizer que boom dos blogs com conteúdo jornalístico ocorreu no dia 11 de setembro de 2001, logo após o atentado terrorista às torres do World Trade Center. De acordo com a Pew Internet Project, os ataques terroristas geraram o maior tráfico aos sites tradicionais de notícias da história da internet. Muitos desses sites não suportaram a demanda e acabaram ficando sem sistema, o que gerou uma busca desenfreada por informações em e-mails, blogs e fóruns. Ao mesmo tempo em que as pessoas tentavam acessar os sites da grande mídia indisponíveis, estes tentavam, ao menos nas primeiras horas, não comprometer o governo norte-americano, tarefa que ficaram ao encargo dos milhares de blogueiros e leitores que passaram a buscar fontes alternativas de informações.
Segundo o sociólogo e especialista em cibercultura André Lemos, “uma das mais importantes características dessa generalização da conexão é liberação do pólo da emissão.” Depois de séculos vendo os meios de expressão e comunicação sendo controlados por uns poucos, os indivíduos se entusiasmam com a possibilidade de eles mesmos poderem produzir e veicular informação. A socióloga Paula Jung Rocha afirma que “a publicação de blogs teria o caráter de mostrar o que não está sendo foco da grande mídia.”
Este novo tipo de se fazer notícia vem se mostrando um modelo favorável ao chamado jornalismo cívico. Segundo Paula Rocha, isso se deve ao fato de que, com os blogs, o jornalismo público está sendo feito pelo público, e não por grandes empresas com interesses comerciais.
O blog é a maneira mais democrática de expressão, já que não é feito um controle do conteúdo a ser enviado aos leitores. Mas é preciso refletir nos dois lados dessa moeda: o de que o jornalismo é feito por pessoas qualificadas, que realmente conhecem o assunto sobre o qual estão escrevendo e, assim, beneficiam a população de leitores como um todo; e o lado da moeda em que se encaixam aqueles que, de algum modo, prejudicam a atividade jornalística, tanto por não terem o conhecimento necessário para tal atividade, quanto pelos que tentam imprimir uma tomada de atitude da população em benefício próprio, e não em benefício geral.



