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terça-feira, 5 de abril de 2011

A identidade e a praticidade na web conquista cada vez mais usuários

Interatividade: identidade forte na internet: via google.com/imagens


O aparecimento de um novo meio de comunicação, a Internet, introduziu na sociedade novas rotinas, conceitos e públicos. A identidade na web faz da interatividade e objetividade seus pontos mais fortes. Porém sua maior dificuldade é despertar o interesse do leitor e fazê-lo ler um texto integralmente, pois os usuários dispõem de pouco tempo e procuram sempre a praticidade. Professores, estudiosos e os próprios jornalistas discutem a identidade e a evolução do jornalismo na internet. O jornal “O Globo” publicou uma matéria no mês de agosto de 2010, onde mostra a mulher que reinventou o jornalismo on-line. Ariana Huffington (EUA) criou o maior sucesso do jornalismo na web, o conhecido “Huffington Post”. Essa ferramenta é utilizada como uma arena de debate on-line, com participação de blogueiros que postam gratuitamente, e com noticiário ágil e interativo, atraindo milhões de usuários.


Segundo o professor de jornalismo gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, RS, José Antonio Meira da Rocha em seu site discute sobre jornalismo on-line, onde em uma pesquisa informal entre os usuários da web, mostra que os participantes apontaram principalmente para a instantaneidade, interatividade e arquivamento de noticias como um dos pontos altos da mídia digital. Na visão de Jacob Weisberg, presidente do Slate Group, empresa que edita a revista digital Slate.com, os webjornalistas devem usar uma linguagem cada vez mais coloquial e intimista como as dos blogs. “Quando se escreve em um meio digital, há uma relação muito próxima com o leitor, é como escrever um e-mail para ele, o leitor comenta sua informação e ainda passa adiante através das redes como Twitter, facebook, por isso é preciso ter um tom mais intimista”. Atualmente essas redes desenvolvidas criam uma identidade, no qual permite o receptor a interagir com o jornal e funcionar posteriormente como fonte, proporcionando ao leitor vídeos, imagens, sons, tudo que complementa a informação e podendo ser visto por redes mundiais.


Os jornais on-line ao mesmo tempo em que proporcionam uma identidade muito positiva sobre o individuo, geram também algumas questões e problemas. Por exemplo, o hipertexto permite o leitor compreender a informação da forma que achar conveniente, deixando o jornalista sem controle da situação comunicacional, gerando significados não pretendidos. Já a interatividade gera pressões sobre os jornalistas podendo deixar o leitor frustrado, quando a informação causa uma reação insatisfatória, porém a interatividade permite o jornalista buscar a informação de várias maneiras e do mundo todo.


Portanto a identidade do jornalismo on-line tende a evoluir cada vez mais, com a proposta de sempre levar a informação de forma ágil e objetiva. Porém todo e qualquer meio de comunicação têm seus problemas que podem ser resolvidos com criações de novas ferramentas que vão sendo moldando de acordo com novos usuários.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Interatividade na Web


Touch é sinônimo de interatividade

Como se não bastasse à função de informar, hoje, para prender a atenção do público contamos com mais um formato do jornalismo. O Jornalismo Interativo.
São diversas as possibilidades de um leitor que deseja colaborar com a elaboração de seu jornal on-line, ou mesmo de um flagrante em vídeo ou fotografia.
Falando de jornalismo digital as possibilidades são ainda maiores, já que os sites de informação são atualizados com maior freqüência em relação á outros veículos midiáticos.
Segundo
Vittadini, “a interatividade é uma peculiaridade de alguns tipos de sistemas informáticos que permitem ações recíprocas de modo á dialogar com outros usuários em tempo real”.
Para
Lévy “a interatividade assinala muito mais um problema, a necessidade de um novo trabalho de observação, de concepção e de avaliação dos modos de comunicação do que uma característica simples e unívoca atribuível a um sistema específico”
Se analisarmos a opinião de Vittadini podemos notar a reciprocidade entre o emissor e o receptor, que no caso do jornalismo interativo, acontece quando o material do internauta é publicado no site.
Então, a interatividade no web jornalismo pode ser muito bem empregada, desde que, tenha à atenção e o cuidado que mereça, tendo suas fontes devidamente apuradas.

sábado, 7 de junho de 2008

Arlindo Machado publica livro sobre Ciberespaço




Arlindo Machado atuou e continua a atuar de forma ativa na discussão sobre fotografia, televisão e vídeo. Pode aliás tomar posições sobre esses temas com muita autoridade. Doutor em Comunicações, professor do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP e do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Universidade de São Paulo, e é colaborador de outras universidades em paises como Cuba, Espanha e Argentina. Além de já ter publicado uma extensa bibliografia sobre esses assuntos, dirigiu vários curtas metragens e em 2005 produziu A TV Levada a Sério: A Narrativa Seriada - A Reinvenção do Videoclipe. Participou de mostras de vídeo no Brasil e exterior.

No entanto, Machado tem feito outras contribuições importantes no que se diz a respeito traçar os caminhos para o desenvolvimento de estudos sobre a criação de uma teoria geral de expressão e manifestação da cibercultura. Lançou recentemente O sujeito na tela - modos de enunciação no cinema e no ciberespaço, pela Paulus Editora. Outros lugares onde autor explora a interatividade dos indivíduos por meio virtual é o artigo feito para INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, em setembro de 2001, intitulado O sujeito no ciberespaço e o Regimes de Imersão e modos de agenciamento , publicado no ano seguinte.

O autor se baseia em todas essas publicações nos conceitos de imersão, isso é como o sujeito, ou usuário, se insere numa realidade virtual com imagens e sons; navegação, o sujeito se utilizando das diversas ferramentas da rede para percorrer a infinidade de recursos que ela oferece; narração automática, no qual dentro de um mundo especifico, por exemplo, um jogo como Sims, há simulações de seres, ambientes virtuais e possibilidades de atuação e o sujeito interage com esses elementos administrados por um programa ou computador; agenciamento é onde o usuário no ambiente virtual toma a decisão que quiser dentro de um acontecimento criado por determinada realidade; e o avatar que é a subjetividade, ou como o sujeito se vê, e vê o universo virtual em que está inserido.

Em uma entrevista ao site Globo Universidade, Machado afirma que o ciberespaço veio para ficar. Em uma outra publicada em 2005, concedida ao site IlhaBrasil.Net, Machado discute a interatividade antes e depois criação da linguagem virtual, e como ela vem para destruir os grandes oligopólios de informação, é claro que não de maneira rápida e nem catastrófica, mas sim devagar e gradual realizada pelos próprio internautas que a cada dia aumentam em número de usuários e acessos. Segundo ele próprio “A Internet vai se desenvolver, poderemos ter televisões caseiras, assim como temos as web rádios. As pessoas ficam mais tempo no vídeo game, na Internet do que na televisão. Os meios tradicionais estão perdendo terreno, perdendo tempo e perdendo público”. Ainda de acordo com Machado, os sujeitos cada vez mais vêm procurando interação com as diversas mídias e realidades, para principalmente se aproximarem, de forma mais rápida e fácil, de indivíduos distantes e de culturas diferentes. Para ele ainda que o mundo virtual, ou ciberespaço, esteja cada vez mais interferindo e absorvendo as pessoas para dentro de si, o “horizonte é o outro ser humano”.

Linha do Tempo: Arlindo Machado

terça-feira, 3 de junho de 2008

Jornalismo Robotizado


De acordo com alguns sites e alguns especialistas, sites robotizados são caracterizados como portais de notícias automatizados que capturam notícias mundo afora, onde o conteúdo é editado por programas inteligentes, sem que haja necessidade de interferência humana.
O maior exemplo deste tipo de site é o
Google News que publica notícias de todo o mundo, recolhidas de diversos, jornais, revistas, páginas da web, entre outros locais, classificando-as em diversas editorias, publicando-as e gerando a página na web automaticamente.
O site é programado para reprodução em 41 idiomas diferentes, como português, inglês, espanhol, e outros menos falados como o sueco e o grego e também possui páginas personalizadas para vários países e também é uma ferramenta bastante útil na busca de notícias.
Críticos questionam esta prática da não participação humana e devido ao grande número de queixas, a
versão americana possibilitou ao leitor a adição de comentários, ainda que estes passem por uma análise de autenticidade de autoria antes da publicação.
O Observatório da imprensa, através do blog
Código Aberto, faz comentário sobre o a abertura para os leitores realizada pelo Google News e sobre a interatividade proporcionada pelos blogs e sites de webjornalismo que dão mais espaço para o leitor comentar e também publicar o seu material.
Os sites robotizados que realizam uma espécie jornalismo robotizado talvez possam não ser considerado como jornalismo, pois este termo é pouco divulgado e consequentemente pouco estudado para poder se tirar uma conclusão sobre isso, mas de fato representam uma boa opção de navegação de notícias.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Jornalismo e Interatividade

Imagem retirada do blog Educastur

O jornalismo ganha caráter interativo ao passo que as novas tecnologias estão se desenvolvendo.
Há diversas possibilidade de interação no jornalismo na web. O próprio uso de hiperlinks pode ser considerado uma forma de interatividade, considerando que o leitor pode escolher clicar e obter outras informações complementares àquilo que está lendo, ou ainda sequer voltar ao texto que gerou o link, caracterizando-se numa multilinearidade.

O jornalista Andre Deak levanta algumas questões no site do Observatório de Imprensa sobre o que é a interatividade no jornalismo, afirmando que antes já havia a possibilidade do leitor interagir com a informação recebida, mas que a enquete era a ferramenta máxima usada como exemplo de interatividade. No entanto descaracteriza a essência jornalística, tornando-se simplesmente uma experiência lúdica.

O uso de outros recursos como o vídeo e o áudio, a fotografia ou os pop-ups (as janelas flutuantes) são exemplos de maneiras de tornar a navegação do leitor interativa.
Esses são recursos já muito usados por sites jornalísticos, sendo um dos pioneiros o New York Times.
Existem até os chamados "hipervideos" (em alusão ao hipertexto) que sugerem a criação de interatividade em vídeo. A idéia ainda está engatinhando, mas sites como o Asterpix ou o novo Veeple já apontam para resultados interessantes. O internauta pode inserir anotações e incluir links em alguma parte do video direcionado pra qualquer lugar da web, não necessariamente outro vídeo.

O jornalismo mantém papel importante nesse processo de adequação às novas mídias. Porém, como toda transformação, isso terá sua dificuldade. O jornalista deve empenhar-se para atuar como mediador dessa interatividade e criar novos fomatos e suportes que não afetem a autenticidade da informação.

fontes:
Observatório de Imprensa
Tiago Dória Weblog
imagem:
Retirada do Educastur blog

quinta-feira, 13 de março de 2008

Individualização: vantagem ou desvantagem?

A personalização pode causar riscos


Conhecer o público e entendê-lo sempre foi, ou deveria ser, essencial para jornalistas e empresas de mídia. Na comunicação tradicional se pensava em público-alvo. Depois da chegada da Internet os critérios mudaram. A personalização é um diferencial entre web e outros tipos de mídia.

Fazer essa individualização com o produto jornalístico se tornou uma preocupação dos principais grupos de mídia do mundo. Mas ainda nada foi aperfeiçoado. As iniciativas estão fundamentadas em escolhas feitas pelos próprios leitores. As pessoas podem escolher se querem receber notícias sobre economia, cultura, esportes ou política.

No site do jornal
O Globo, por exemplo, existem três opções de página inicial, uma para cariocas, outra para paulistas e ainda uma página nacional. O site do Newser seleciona pelo “peso” das notícias. Em primeiro lugar vêm economia e política internacional, em segundo, cultura e entretenimento, que são mais “leves”. Porém, Yahoo e Google estão mais avançados do que as empresas jornalísticas. O Google News e o My Yahoo permitem que o internauta construa sua própria página, desde a cor até as reportagens.

Segundo Dominique Wolton, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França e diretor da revista Hermès, especializada em comunicação, a segmentação e a personalização excessivas podem funcionar como cimento social e causar riscos. Os meios podem levar à individualização e as pessoas só lerem o que já conhecem, sem abertura para inovações. Para Wolton, a Internet perde em interatividade.

Via:
Sublide; Revista Época