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quinta-feira, 26 de junho de 2008

Sociedade em redes



A comunicação em rede facilita a conectividade cultural, social e econômica

Hoje o mundo gira em torno da tecnologia. No mundo da comunicação não é diferente, pois além do Rádio, Televisão, Impresso nota-se que a internet tem tomado à frente dentre os meios de comunicação. É por meio do espaço interativo que as pessoas obtém informações do cotidiano, passam a ter relações entre identidades culturais, se integram à movimentos sociais e políticos.

O autor Manuel Castells na sua pesquisa A Era da Informação: economia, sociedade e cultura, aborda muito bem esse tema, a Sociedade em Redes, como ele mesmo define. Segundo Castells deu-se início a essa nova sociedade, em meados dos anos 70. O que ocasionou essa amplitude foram 3 processos que se coincidiram resultando na sociedade de redes: primeiro foi a revolução da tecnologia da informação, logo a crise econômica do capitalismo e do estatismo e a conseqüente reestruturação de ambos e por fim, o apogeu de movimentos sociais e culturais, tais como libertarismo, direitos humanos, feminismo e ambientalismo.

Toda essa modificação veio somente a colaborar com a reestruturação socioeconômica, pois essas redes tem predominado na vida social e econômica de toda a população. O motivo é que os internautas por meio dessas redes, compram, jogam, se comunicam e principalmente acompanham os noticiários.Todo esse “Hall” de novas tecnologias tem possibilitado a flexibilidade na criação de novos meios de comunicação, possibilitando um crescimento tanto na economia do país, como no crescimento de empresas de pequeno, médio e grande porte.

Mas perante tanto crescimento o pesquisador Castells, encontrou algo que mostra que essa tecnologia tão avançada não é tão pertinente. Para Castells esse avanço tem ao mesmo tempo unido pessoas, comunidades, culturas e ao mesmo tempo surge uma tecnologia de exclusão social. Isso porque para ele com essa tecnologia surge um modelo novo de capitalismo que “desconecta pessoas desprovidos de valor e interesse para a dinâmica do capitalismo global” classificando-o como o 4º Mundo.

Daí surgem aqueles que impõe um comportamento por meio de instituições e movimentos, fazendo com que se manifeste a identidade cultural, onde as pessoas se identificam ou não nesse novo mundo. O que tem colaborado muito para esse crescimento da informação tecnológica é a falta de tempo, pois passa a exigir mais praticidade para esses participantes da sociedade em rede que acaba estimulando a criação de novos programas, novos meios de contatos, sites e muito mais.Com o avanço tecnológico, os meios de comunicação tem a oportunidade de serem mais precisos na suas informações, tendo um mundo mais amplo de pesquisa. Pelo fato de o jornalismo de precisão ser algo mais investigativo, há a necessidade de um universo repleto de informações, necessitando uma atualização maior, principalmente nesse avanço de tecnologia, onde o mundo é de quem está conectado a essa nova Era.

terça-feira, 15 de abril de 2008

De olho no Webjorsuperacão

mapa da Amung, que registra audiência online

A experiência realizada com estudantes de jornalismo da UMC e da Faat —numa espécie de diálogo compromissado— certamente chamará a atenção dos autores, se estes considerarem que estão sendo vistos por muitos, no mundo todo. Uma aprecição rápida em um dos medidores de audiência instalados neste blog, Amung deu conta que simultaneamente, neste 15 de abril de 2008, estavam apreciando o blog, internautas de cidades e países como Otawa (Canadá), Memphis, Houston, Winnetka, Mountain View (EUA), Barquismeto (Venezuela), Denmark, Mozambique, Maputo, e Tokyo (Japan), além dos brasileiros e portugueses.

Na sociedade em rede, esta apreciação torna-se importante para que o autor de textos seja cada vez mais rigoroso e inovador naquilo que vê, avalia e escolhe para analisar, sobretudo quando estes pretendem ser jornalistas. Quem não se lembra da polêmica gerada pelo âncora da Globo, William Bonner, sobre
audiência presumida, criticada por especialistas!? E em se tratando de blog, como isso poderia ser tratado? Diante disso, valeria a pena observar o que o criador do Wordpress, Matt Mullenweg, fala sobre isso em entrevista ao ElPais, bem como na diferença entre audiência e atenção que geralmente é destinada aos blogs, tal como a frase propalada no evento Blog España, em 2007:
La atención no es la audiencia. Los blogs no tienen audiencia!! Tienen atención. La audiencia es unidireccional y la esencia de los blogs es la conversación. Los lectores de los medios convencionales tienen audiencia, los blogs tienen atención.