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domingo, 17 de agosto de 2008

Viewzi, novo buscador na web

Exemplo de interatividade simples, no Viewzi

Uma equipe de especialistas em linguagem de web criou um novo buscador para a rede.
É o Viewzi, que arrebata esteticamente e oferece modos de busca diferenciado em telas visualizáveis.
O mesmo lembra um pouco outro buscador americano, no caso o Ask, 4º lugar no ranquing. No Ask, o internauta-pesquisador pode ter espaço para armazenamento (stuff), enquanto no Viewzi é preciso cadastrar-se. O que os criadores querem é fortalecer a rede de busca privada.
O que parece ser interessante é o modo de busca mais sofisticada previamente selecionada.
O Viewzi utiliza plataforma de busca do Yahoo e do Google. Para melhorar a recepção das imagens é preciso baixar o Flash 9.0, disponível gratuitamente na web, caminho também oferecido pelo buscador.

Via:Gjol

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Web Semântica: Internet Inteligente

Nova tecnologia tem processos parecidos ao cérebro humano.

Bibliotecas, livros e densas pesquisas não fazem mais parte da realidade do século 21. Antigamente as pessoas ficavam horas e horas nas bibliotecas à procura de informações e/ou conteúdos de seu interesse e por muitas vezes saiam dela carregados de livros.

Com o surgimento da internet e o avanço tecnológico os modos de pesquisas têm se modificado. Os sites de buscas tem permitido ao usuário, através de palavras-chaves, ter livre e fácil acesso à conteúdos específicos. Porém, estas ferramentas ainda estão sendo “moldadas” à necessidade do usuário, ou seja, a busca por uma internet “inteligente”.

O cientista inglês Tim Berners-Lee que criou a web em 1991, depois de várias pesquisas trouxe a Web Semântica ou Web 3.0 para nosso mundo virtual. Esta ferramenta segundo Carlos Augusto Hentges, “trata-se de um conjunto de medidas que pretende criar um significado, ou sentido, para tudo que habita a rede.” Pode-se compreendê-la como um filtro, em que se separa o que é necessário e descarta o que não convém. Esta tecnologia providencia novas possibilidades para a gestão do conhecimento, ou seja, ao invés de palavras-chaves utilizarão modos mais inteligentes e eficazes.

Como os computadores ou mesmo a internet não são capazes de “pensar” por conta própria, essa nova ferramenta vem contribuir para que as pesquisas se tornem mais refinadas. “Você acessa uma ferramenta de busca online e faz uma pesquisa pelo termo “casa”. Vão surgir mais de 400 milhões de referências. Claro que é sua obrigação refinar a pesquisa. Ainda assim, a chance de haver muita informação que você não deseja é enorme. Isso acontece porque os programas de computador não são capazes de realizar a série de associações contextuais que são próprias da cognição humana.”, explica Hentges.

Segundo Gisele Vasconcelos Dziekaniak e Josiane Boeira Kirinus a Web Semântica proporcionará não somente aos usuários de entenderem as informações como também as máquinas. “Enquanto a web tradicional foi desenvolvida para ser entendida apenas pelos usuários, a Web Semântica está sendo projetada para ser compreendida pelas máquinas, na forma de agentes computacionais, que são capazes de operar eficientemente sobre as informações, podendo entender seus significados. Desta maneira, elas irão auxiliar os usuários em operações na web.”

Com a Web Semântica é possível analisar muito mais informações com menos trabalho e resultados mais precisos. Porém, mesmo com suas contribuições é necessário que se tenha cautela quanto ao processo de obtenção de dados. Pois como um cérebro humano, ao processar informações e criar significâncias esta web não está isenta de falhas.

sábado, 7 de junho de 2008

Viva a Realidade Virtual

Site Oficial Jaron Lanier, esta entre as 300 mentes mas brilhantes do século XXI
Nara Lima

Jaron Lanier, 47, é cientista informático, compositor, artista visual e autor. Em 1987 Lanier criou a realidade virtual, que tem como objetivo recriar com máxima perfeição a sensação de realidade para o usuário, levando-o a adotar essa interação como realidade temporal. Realizada em tempo real, essa interação amplia o sentimento de presença do usuário, feita através de técnicas e equipamentos computacionais. A realidade virtual se estende à compreensão do universo não real, cheio de ícones e simbolos. Na década de 80, não sonhava-se em criar personagens para se viver numa realidade paralela. Lanier fundou então a primeira empresa que venderia produtos para essa realidade, a VPL Research, que mais tarde em 1999, foi adquirida pela Sun Microsystem.

Conselheiro de ciência, do Linden Labs, empresa responsável pelo programa on-line Second Life. Em entrevista com o site G1, Lanier defende o programa e declara: “O Second Life é fantástico, mas é importante ter em mente que hoje ele representa apenas um pequeno passo em direção à realidade virtual, obviamente. Ainda estamos muito, muito no começo. Apesar disso, eu acho o programa maravilhoso e também muito importante”. Na visão de Lanier, as pessoas quando interagem com o mundo virtual se tormam melhores, as ruins são quase que raridade no Second Life. Enquanto em programas como Orkut ou Myspace, onde os usuários facilmente criam “fakes” não precisam investir na formação de um personagem. Lanier acredita que através do Second Life as pessoas tornem-se mais civilizadas e tragam mais moralidade a internet.

Lanier é também um dos principais pesquisadores da tecnologia da Cultura do Vale do Silício. Projeto iniciado em 1991, estuda profundamente 15 familias, que estão vivendo na Costa Oeste da Califórnia, onde programadores, fabricantes de computadores e empreendedores da Internet determinam o caminho para a nova economia. Em entrevista ao Jornal da Ciência, Lanier declara que as familias do vale são extremamente orientadas para o pensamento tecnológico, não importando-se com os seres-humanos. Para eles os seres humanos não existem, e a sociedade é formada de uma coleção de subinconciência. A cultura do Vale do Silício pode ser bem definida como a "gestante das inovações tecnológicas". Com muitos prazos a cumprir e cada vez mais pressionadas no ambiente familiar, as famílias passam a ter mais coisas à fazer, consequentemente tem mais decisões para tomar, em um menor tempo, agindo com muita rapidez. Com frequência às 10h da manhã essas famílias ja estão exaustas.

Multi-instrumentista, com um visual despojado, um tipo desencanado, e 50 centímetros de dreadlocks louros, Lanier faz um show diferente comparado ao dos músicos convencionais, quem assiste o show facilmente fica admirado com a interação feita por instrumentos físicos como: sax, piano e bongo, com os instrumentos virtuais. Em entrevista a Revista Época (1996) Lanier define seu show como “físico e intuitivo”, não sabe bem ao certo o tipo de música que faz e declara ter entre 1400 e 1500 instrumentos musicais em casa.

Confira aqui a Linha do tempo com algumas das mais importantes ações de Jaron Lanier.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Brasil não tem pesquisa sobre mídia


Brasileiros não estudam a situação da imprensa

Leitores do site Observatório da Imprensa recriminaram o fluxo desequilibrado de informações entre os países industrializados e o restante do mundo. A crítica é feita por causa do número exagerado de análises e dados produzidos no exterior e comentados em blog.

O índice já era elevado antes da Internet. Agora a web permite que os usuários interajam entre si, além de publicar dados, notícias e até opiniões sem passar pelo crivo da imprensa.

Nos Estados Unidos, foi publicada, em março, a edição do relatório O estado da mídia noticiosa, que tem como objetivo possibilitar que tanto o público quanto os jornalistas discutam a situação da imprensa norte-americana. No Brasil, infelizmente, não existe nada parecido.

O problema brasileiro é que as pessoas acreditam que a imprensa é a dona da verdade. Coletar dados sobre a mídia é um trabalho individual. A pesquisa depende mais de iniciativa do que de dinheiro e tecnologia. Um caso a se pensar.


Via: Observatório de Imprensa

domingo, 6 de abril de 2008

Jornalismo On-line?

Site da CNN: credibilidade e tradição a favor da audiência
na internet.
Na sequencia, um exemplo brasileiro, a Folha On-Line.

O relatório The State of the News Media 2008, produzido pelo Project for Excellence in Journalism sobre o jornalismo/mídia americano, é um estudo vasto e bem detalhado, que trouxe resultados curiosos nesse último ano, principalmente no que diz respeito ao jornalismo on-line.

De acordo com a pesquisa, a internet mudou profundamente o jornalismo, mas não da maneira que se esperava. Acreditava-se que com ela, haveria a democratização da informação, oferecendo novas vozes, histórias e perspectivas. O que se vê, porém, é que a agenda continua limitada, com os sites de notícias oferecendo as mesmas informações, muitas vezes pautados pelos textos apropriados do impresso. Com isso, mesmo tendo novos meios de acesso à informação, hoje os americanos consomem mais o que é produzido pelas redações da mídia tradicional do que antes.

Esse dado se confirma através da lista dos dez sites noticiosos de maior audiência, que em sua maioria, já são consagrados na televisão e no meio impresso, como CNN, com 29,1 milhões de visitantes únicos por mês em 2007, ou The New York Times, com 14,7 milhões. No Brasil, a cena é a praticamente a mesma. Prova disso é a própria pauta relativa a esse assunto, aproveitada do impresso de domingo do Estado de S. Paulo para site do periódico, e a Folha On-line, que veicula todos os dias um número muito maior de textos produzidos para o impresso do que propriamente para a internet com linguagem adequada.

O principal desafio do jornalismo on-line hoje é o de se desvincular do meio impresso e se aproveitar das vantagens que a internet dá, de agilidade na veiculação de informações e das possibilidades multimidiáticas. Hoje o que se vê é um trabalho ainda mal desenvolvido daquelas características básicas propostas por George Landaw de centralidade, intratextualidade, intertextualidade, navegação e interatividade, próprios da linguagem webjornalística. Mas nada que o tempo não possa transformar através da especialização dos profissionais e a utilização da tecnologia a favor do bom jornalismo.