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sábado, 14 de junho de 2008

Jornalismo de Precisão


Técnicas dificilmente são contestadas no Jornalismo de precisão

O conceito de Jornalismo de Precisão surgiu na década de 60, com Philip Meyer que em resumo diz que esse tipo de jornalismo que "é a aplicação de métodos científicos de investigação social e comportamental à prática do jornalismo". O Jornalismo de Precisão, ele usa diversas ferramentas, principalmente o “RAC” (Reportagem Assistia por Computador ou, em inglês, CAR - Computer Assisted Reporting), que é nada mais nada menos que a navegação e busca na Internet, utilização de planilhas de cálculo e bancos de dados, que servem para colher e processar informação. O Google e o Yahoo são exemplos que pode ser citados dentro desse conceito.

Os primeiros a utilizarem esse tipo de jornalismo e aplicara algumas ferramentas foram os jornais americanos, como o 1985, o Dallas Morning News. e mais a frente o Washington Post, USA Today, Los Angeles Times e The New York Times, no ano de 1989, que baseavam algumas de suas notícas em dados.
Aqui no Brasil, de acordo com vários especialistas, inclusive Luis Dader, o único veículo de comunicação a usar ferramentas, o mesmo o próprio conceito de jornalismo é a Folha de S. Paulo.

Outros veículos de comunicação acabam não exercendo essa técnica, que em outros lugares já está bastante difundida. Pode ser pela falta de profissionais que possam exerce-lo com toda a competência que é necessária, já que o jornalista precisa de inúmeras habilidades diferentes para isso.

O jornalismo de Precisão, é uma boa saída para quem está querendo algo que seja mais inovador por aqui e, e com todas a boas características que estão por trás de um jornalista de precisão, irá obter uma grande bagagem cultural através dele, e com isso conseguir se tornar um profissional ainda mais completo.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Jornalismo de Precisão: busca da verdade

Sempre procurando novos fatos




Para o jornalismo de precisão o trabalho desenvolvimento na elaboração de uma pauta é mais complexo, cabe ao profissional fazer pesquisas e análises com conteúdos satisfatórios sobre um determinado tema e analisá-los com ainda mais rigor, recorrendo na maioria dos casos à especialista no assunto e transformar tudo isso de forma clara e objetiva ao público por meio de uma notícia.

Apesar de algumas vezes se tratarem de reportagens de execução lenta e que exigem um trabalho muito exaustivo, as peças de jornalismo de precisão podem funcionar como recurso para quando não se têm algo factual.

No jornalismo convencional, toda afirmação ou declaração, por mais contundente que pareça, sempre pode ser respondida com outra afirmação ou declaração em sentido contrário. O jornalismo convencional muitas vezes só mostra a parte que parece mais interessante ou simpática ao meio de comunicação, ou seja, aquilo que vai vender. O jornalismo de precisão, por sua vez, mediante o emprego de muitas das ferramentas dos cientistas sociais e frente às crendices populares ou do senso comum, pretende demonstrar com dados bem contrastados e estruturados os fatos e problemas sociais que muitas vezes passam despercebidos e que os poderes públicos tendem a ocultar.

Porém esta aplicação à prática jornalística das estratégias de análise, a excelência na explicação dos acontecimentos e problemas mais relevantes pode ser mais segura e indiscutível, e
difícil, pois o profissional terá por obrigação saber de todos os fatos que envolvem determinado assunto que é trabalhado, e espera-se com isso que a “realidade” seja o foco principal de uma notícia.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Niemeyer vence os anos

Exemplo da apresentação do Especial Niemeyer da UOL e do Estado de S.Paulo

William Araújo

Apesar de não acreditar na eternidade e entender que um dia vai desaparecer, o arquiteto Oscar Niemeyer foi lembrado neste 15 de dezembro, seu 100º aniversário. O merecimento é notório e aqui esse registro serve não só para mostrar como os dois maiores jornais de São Paulo o homenagearam no ambiente virtual.

O Estado de S. Paulo simplificou ao máximo o que fez exemplarmente nas páginas impressas, colocando material reduzido sobre a grandeza do mestre da escultura no concreto. Já a Folha de S.Paulo, a partir de sua galeria de imagens slide show, remete para uma outra camada procurando valorizar todo o material do aniversariante.

Merecem ser visitadas e comparadas, a partir da navegação proposta. O Estadão praticamente coloca textos de apresentação e remete para outras matérias relacionadas à vida de Niemeyer, a partir de duas tags —Niemeyer e arquitetura. Outro ponto a destacar é a impossibilidade de se postar os parabéns, haja vista ser possível apenas para assinantes.

No caso da Folha de S. Paulo, os recursos de navegação por meio de links são variados e a disposição de material fotográfico em slide show e vídeo são complementados pelo banco de dados existentes sobre o arquiteto centenário. A interatividade possibilitada para esta publicação especial da UOL ocorre somente por meio do envio da mensagem, sem direito a comentários.

Esta comparação em nada descredibiliza as publicações, mas permite ver como certos temas são ou não valorizados no papel e no ambiente virtual.

Quanto a Niemeyer, pelo que ele mesmo pensa sobre a vida, a homenagem sem dúvida ganha destaque pela contradição que deixa implícita: valorizando o pessimismo, mostra-se muito mais otimista que seus contemporâneos e familiares, haja vista não apreciar o passado, mas sim o futuro. Segundo o Caderno Especial do Estado de S. Paulo, reproduzindo pensamento do aniversariante, o mesmo jamais esqueceu o que disse certa vez o camarada Antonio Gramsci: “Otimismo é a melhor maneira de não fazer nada”.