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sábado, 23 de fevereiro de 2008

Wikileaks aposta na "fuga de informações"

Logo do Wikileaks sugere o tempo como o senhor das "coisas"

O Wikileaks, ferramenta aberta semelhante ao Wikipédia surge com uma proposta no mínimo polêmica e o desejo de que isso repercuta está visível na intenção dos criadores:

"Nós ambicionamos o máximo impacto político; isto significa que o nosso interface é idêntico ao da Wikipédia e acessível a qualquer pessoa, mesmo pelas que não possuem elevados conhecimentos informáticos."
A proposta é uma "versão não censurada do Wikipédia visando a divulgação e análise de documentos em grande escala cuja fonte não poderá ser rastreável", de regimes opressores no mundo todo, mas deixa em aberto que outros também denunciem práticas antiéticas de governos e corporações. O Wikileaks diz ter recebido cerca de 1,2 milhões de documentos até o momento.

Recorrendo a tecnologia de criptografia, o Wikileaks permite a proteção e o anonimato das fontes. Na visão dos administradores deste espaço, a prioridade é a "fuga de informação" eticamente corretas, que historicamente "alterou o curso da história para melhor", motivo pelo qual apostam que isso ocorra no presente e permita projetar "um futuro melhor".

O teor jornalístico soa forte nestes ambientes, mas por certo também o denuncismo, fenômeno que por vezes disfarça interesses excusos. Os criadores no entanto parecem estar seguros quanto à veracidade dos dados, haja vista o tipo de checagem e cruzamento de dados, que pode fazer inveja a muitas empresas de comunicação. Indubitavelmente, no Wikileaks poder-se-á, daqui para a frente, observar relatos, documentos e histórias que a mídia tradicional não se interessa —pelo impacto e retaliações—, bem como dificilmente teria condições de oferecer. Este, associado às outras ferramentas da rede, merece ser acompanhada de perto.
O Wikileaks já realizou todos os testes possíveis de funcionamento, mecanismo semelhante ao do Wikipédia, mas sem um vínculo com a mesma. Sem uma data de início definitiva, oferece para análise um documento da Somália, o “Inside Somalia and the Union of Islamic Courts” . A associação com o jornalismo é dada na página inicial, cuja frase da Time Magazine sintetiza:
“
... could become as important a journalistic tool
as the Freedom of Information Act.
„

— Time Magazine


Via: MyWeb.Yahoo [bookmarks]

terça-feira, 5 de abril de 2011

Desmascarador indicado ao Nobel

Jornalismo Investigativo

Leandro Morais

O WikiLeaks é um site onde são postados através de fontes anônimas as mais inusitadas, vexatórias e secretas informações que são capturadas através de fotos e/ou documentos extraviados de empresas de importância internacional e até mesmo de Governos, estes os mais afetados pelas postagens no site.
Administrado pelo The Sunshine Press, desde 2006, tem como seu principal editor e porta-voz é o australiano Julian Assange, jornalista e ciberativista. E que ganhou o apoio do parlamentar norueguês Snorre Valen que indicou o site ao Prêmio Nobel da Paz em 2011. O autor da proposta disse que o WikiLeaks é "uma das contribuições mais importantes para a liberdade de expressão e transparência" no século XXI. "Ao divulgar informações sobre corrupção, violações dos direitos humanos e crimes de guerra, o WikiLeaks é um candidato natural ao Prêmio Nobel da Paz".
         O site diz que aceita “material confidencial, censurado ou restrito que tenha significância política diplomática ou ética”, mas não recebe “rumores, opiniões e outros tipos de reportagens em primeira mão ou material que já está disponível publicamente”. É assim que funciona o WikiLeaks.
         Causando controvérsia desde que surgiu na net o site é repudiado por muitos e apontado por outros tantos como o futuro do jornalismo investigativo.

domingo, 2 de março de 2008

Ordem judicial pára o Wikileaks.org

fac-simile da representação contra o Wikileaks

Não demorou muito para que o Wikileaks.org fosse retirado do ambiente virtual. A proposta arrojada de um jornalismo de desvendamento e captura de informações de regimes opressores para erem destrinchados recebeu um duro ataque: uma ação direta movida por Julius Baer Bank and Trust Company, uma entidade bancária das Ilhas Cayman. De acordo com David Ardia, do Idea Lab, a entidade conseguiu convencer um juiz de San Francisco a emitir uma Ordem Temporária de Restrição (TRO), proibindo o Wikileaks de publicar ou distribuir cópias dos documentos". A alegação do referido banco é de que os ditos documentos haviam sido roubados.

Um movimento de defesa do Wikileaks.org foi mobilizado por várias entidades, tal como informa o Jornalismo & Internet. Em nome da liberdade de expressão, estas entidades, incluindo o Citizen Media Law Project, Reporters Committee for Freedom of the Press, Los Angeles Times, Hearst Corp., Gannett Co., Associated Press e Society of Professional Journalists entraram com uma uma representação contra esta medida.

Ardia, esclarece em seu texto que o ambiente wiki estava servindo como um depositório de documentos que ajudariam a compreender melhor o que vem ocorrendo, por exemplo, com "as regras de empenhamento para tropas americanas no Iraque, um militar manual para o funcionamento do centro de detenção de Guantanamo Bay, Cuba, e "outras provas ". Tal como foi postado neste blog, o Wikleaks.org desejava impactar e parece ter conseguido. Este caso merece acompanhamento, pois estão em jogo a liberdade e a possibilidade de se esclarecer inúmeros casos de desrespeito aos direitos humanos.

Via: Jornalismo & Internet e Idealab