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segunda-feira, 7 de abril de 2008

Jornalismo Policial


O jornalismo policial distingue-se das demais especialidades de jornalismo particularmente porque aborda casos que envolvem pessoas anônimas que praticaram ou sofreram algum tipo de violência. Por este motivo é um dos segmentos do jornalismo mais sensíveis de se tratar e que exige uma enorme responsabilidade por parte do jornalista, porque o cidadão passa a perder sua privacidade e há uma invasão de sua vida íntima. Sem contar também que é um risco para o jornalista, pois pode sofrer retaliações tanto de marginais quanto de policiais corruptos. Bem diferente de quando se aborda episódios da vida de pessoas que precisam da imagem para se dar bem na vida. Isto para o jornalista é mais tranqüilo, ele já tem todo um jogo de cintura para abordar esse tipo de situação. Na maioria das vezes essas pessoas aparecem em outro tipo de editoria jornalística.


Já o cidadão comum não tem a mesma preparação para a exposição na mídia quanto às celebridades. Além de ser agredido pelo ato de violência que sofreu, para ele será uma agressão a invasão de sua privacidade. É aí que entra o papel do jornalista, a consciência do nível de cautela que terá que desenvolver para tratar o assunto. Passa a ser uma situação muito delicada, pois a sociedade precisa ser informada e ter clareza dos fatos. O jornalista não pode ser omisso. Hoje em dia são inúmeros os casos de violência e atos de crueldade, bem diferente de alguns anos atrás. O jornalista raramente transmitia informações de crimes e diante disso, pode-se dizer que a polícia tinha bem mais poder diante da bandidagem.



Nos tempos de hoje a reflexão do jornalista de como abordará o crime e como chegará nas vítimas é bem mais intensa. Hoje se trabalha mais nesse segmento do jornalismo, pois o volume de crimes aumentou numa velocidade muito rápida. A criminalidade mudou nos últimos anos. Por conseqüência disso, no jornalismo policial é necessário ter um estudo diferenciado dos outros segmentos. É preciso ir com calma na abordagem do caso, pois a violência de hoje está fora de controle e tomou várias formas como uma “metamorfose ambulante” e passou a ser uma “epidemia”. É violência doméstica, violência urbana, violência da lei, violência do governo, etc. Como publicar? O que publicar?



Enfim são “N” coisas que se deve levar em consideração, porque estamos lidando com vidas, seja na posição de vítima ou agressor. É preciso que o jornalista faça uma reflexão profunda quanto ao assunto e fazer com que suas ações sejam comedidas e cautelosas, para que não tenha possíveis transtornos em sua carreira. O jornalismo policial é uma questão de responsabilidade.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Devagar e sempre




Prudencia é sempre bem vinda.


O uso da web auxilia no trabalho jornalístico, quando usado de forma demasiada, na base do ctrl c , ctrl v, que alguns jornais utiliza, torna a informação um plágio, que além de um empobrecimento da notícia é crime. A informação é direito do cidadão, e é dever de comunicólogos a transmissão da mesma de forma clara e autoral, se responsabilizando assim pelo que se publica.

Por exemplo, jornalismo policial, muitas vezes é usado de forma sensacionalista, assim atrai uma fatia de espectadores, a custa da humilhação de outra. Há casos de cópias na integra de boletins de ocorrência, isso ocorre com freqüência em alguns jornais impressos do interior.
Esse problema aumenta quando o cidadão comum, que já foi agredido pelo ato violento de qual foi vítima, recebe uma nova agressão ao perder sua intimidade e privacidade.

É ético em nome de uma boa matéria violentar o direito a privacidade de uma pessoa, e mesmo em casos de flagrantes, jornalista não é juiz para tratar em seus textos, vídeos e fotos pessoas aprendidas como já condenadas e culpadas, em uma matéria não apurada, corre o risco de repetirmos falhas do passado.

Matérias feitas apenas para venderem mais, podem custar caro.

Colegas vamos devagar antes de sair escrevendo tudo que dá vontade. Por mais chato, cansativo que seja , a apuração de fatos nunca é serviço perdido.