quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Nem tudo esta perdido
A única fonte que foi fornecida era de uma pessoa chamada Manna de Deus, ele comentou com grupo, “esse Manna de Deus deve ser apelido’’.
Quem me deu o numero do telefone foi a Polyana Risia, e falou que seria muito difícil entrar em contato com ele.
Ele foi tentar ligar para o Manna de Deus, só que o telefone celular dele só dava caixa postal, e Jefferson Kitagawa ficou muito desesperado, ele não sabia o que fazer então ele falou com a Polyana Risia que o Manna de Deus era muito complicado, então ela falou, para encontrar uma outra fonte, ou um partido político.
Então, Jefferson Kitagawa, ligou primeiro para o PV (Partido Verde) de São Paulo, para saber o numero do telefone do diretório do partido em Mogi das Cruzes, fornecido o número, ele ligou para o presidente do PV, Romildo Campelo. Mas não foi sozinho, ele foi junto com a Patrícia do Vale, mas o tema dela era o que é enchentes.
Na terça feira, a Rebeca Noronha perguntou se ele fez a entrevista com o Manna de Deus e respondeu que fez uma entrevista com Romildo Campelo do PV, mas ela falou que não podia dar entrevista com nenhum partido político, porque o dono da Universidade de Mogi das Cruzes era de um partido adversário.
Jefferson Kitagawa não sabia, porque ele não leu o regulamento do superação, mas questionou a Rebeca se o dono da universidade era de um partido adversário, mas esse partido que ele faz parte não é coligado. Ela respondeu que não, estava apoiando outro prefeito.
Quando soube dessa noticia, ele ficou mais desesperado ainda, porque a Milena Antunes queria ver a reportagem na quinta feira, mas a Patrícia do Vale deu a solução, o telefone da FATEC de Mogi das Cruzes, caso eu não conseguisse falar com o Manna de Deus.
Na sexta feira o Manna de Deus atendeu ao telefone e Jefferson Kitagawa ficou aliviado, então ele falou que é estudante de jornalismo da UMC e que esta fazendo um trabalho sobre as enchentes de Mogi das Cruzes e que gostaria de fazer uma entrevista, então Manna de Deus aceitou fazer a entrevista na segunda feira.
Antes, ele passou no psicólogo e contou sobre os seus problemas e ajudou a se superara para fazer uma boa entrevista com Manna de Deus.
Quando chegou a entrevista seria na casa da mãe dele, Jefferson Kitagawa viu uns enfeites do divino, curioso comentou que tanto a UMC e UBC (Universidade Brás Cubas) entram em contato com ele, quando tem trabalho sobre o Divino Espírito Santo.
Ele perguntou se a reportagem seria para um jornal, Jefferson Kitagawa respondeu que a reportagem ia entrar num site.
No final, Jefferson Kitagawa, aprendeu que quando aparece um obstáculo, devemos insistir quando quer se conquistar um grande objetivo, no final pode ser bom.
Você é o que você sonha!
Expectativas e surpresas de uma entrevista
- Juliana, nós começamos a reunião às 14h, fica na rua Paim, 211 na Bela Vista, próximo da estação de metro Anhagabaú ou da Consolação, espero por vocês. Informou Fernanda.
Com a entrevista marcada, a elaboração de perguntas foi o próximo passo. Porém muitas dúvidas ainda existiam na mente da repórter-estudante, dúvidas sobre o tema, de como portar-se, como abordar itens delicados e enfim, dúvidas de como conseguir um depoimento verídico de forma natural.
Grupo avisado, encontro marcado. Entretanto, devido ao horário de estágio, fez se necessário o atraso de uma hora.
– Preciso avisar a Fernanda que chegaremos depois das 15h. pensou a aluna da UMC.
– Alo, Fernanda, é a Juliana, então...chegaremos um pouco mais tarde na reunião...
– Ficaremos aqui apenas até ás16h...
– Tudo bem...
Grupo reunido e a caminho do encontro. Uma grande expectativa do que será encontrado. Todos da Luz para a Linha Verde do metrô. Estação Consolação.Bairro Bela Vista. No meio da Av Paulista em São Paulo, com tanto edifícios enormes e esplendorosos, imagina-se que o local da entrevista será um lugar luxuoso, as travestis serão politizadas e ativistas em prol do movimento. Continua a caminhada...a estação não é tão próxima...o grupo pede orientação e desce a rua Frei Caneca.
Em uma esquina, que até parecia abandonada, com prédios em um péssimo estado de conservação e com um visual totalmente diferente da Av. paulista localizamos a rua Paim. Prédio 211, na cor amarelo desbotado, portão aberto, um corredor longo com pouca luz, chegam até o elevador. 9º andar.
Toda a arquitetura do local é antiga e o local da reunião é o último apartamento do corredor da direita. A porta está aberta. Dentro está Fernanda , Solange do Centro de Referência e Claudia mais conhecida como Coca. As apresentações são feitas e Juliana ,como chave no contato, começa a conversar de forma mais descontraída e de repente o entrosamento grupo-fonte está feito.
A entrevista segue, algumas correções são feitas quanto à nomenclatura usada pelos alunos, muitas dúvidas esclarecidas e uma questão pertinente, que somente em contato com o personagem principal, percebe-se que o tema ultrapassa as barreiras da sexualidade e trata-se da exclusão de um ser humano. De um ser que está excluído em diversos âmbitos e necessita de ter auto-estima, estar em interação social, fazer tarefas socialmente reconhecidas, ter acesso á informação.A entrevista-aula termina todos saem com uma nova visão sobre o tema. Todos conscientizados que o trabalho será longo , mas com uma frase em mente “Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende" Leonardo Da Vinci
As imprevisíveis pautas jornalísticas
Era uma tarde ensolarada de segunda-feira, mais precisamente no dia 18 de agosto deste ano, quando a estudante de jornalismo e, na época, repórter do jornal Diário de Suzano, Thalita Manfio, inesperadamente é mandada para a seguinte pauta: um incêndio, no bairro Meu Cantinho, em Suzano. Sua função? Cumpri-la.
No caminho, sem a mínima noção do que de fato estava acontecendo e qual era a situação no momento, avistava ao longe uma fumaça escura. Inevitavelmente, o pensamento naquele instante era praticamente um lead. O quê acontecia? Como estava a situação no momento? Onde, exatamente? Por quê? Quando? Entre tantas outras perguntas, o instinto jornalístico falava mais alto. Ela não se importou com a roupa que usava ou com a sandália rasteira, tampouco, com o odor que aquela fumaça deixaria em seus cabelos, afinal, esses detalhes não eram relevantes para o momento.
Ao se aproximar do local, encontrou o seu primeiro obstáculo, onde teve de passar por baixo de uma cerca de arame farpado. Com o auxílio de um dos bombeiros, passou. Ao entrar na área incendiada, em um primeiro momento se assustou devido ao tamanho das chamas, logo em seguida, um dos bombeiros disse: “a situação já está sob controle”, ela pensou consigo: “eu achando que estava tudo perdido, que o fogo iria atingir as casas próximas”, e por aí vai. Vendo aquelas labaredas enormes, uma área de plantação completamente destruída e, principalmente, o trabalho exaustivo dos bombeiros em apagar o quanto antes aquelas chamas, parou para conversar com uma das trabalhadoras do local. Em busca de respostas para seus questionamentos, foi caminhando por toda aquela área já destruída, o calor que esquentava seus pés era apenas mais um detalhe deixado de lado em busca da notícia.
Aos poucos foi colhendo todas as informações necessárias, desde a trabalhadora até o agente da Defesa Civil, quanto mais detalhes obtidos naquele momento, melhor seria o resultado. Permaneceu no local por, aproximadamente, uma hora. Tempo suficiente para que mais uma nova e inesquecível pauta, acontecesse. Passado esse período, hora de voltar à redação. Os pés pretos – que viraram motivos de risadas depois dentro da redação, os cabelos com aquele odor nada agradável, mas, e principalmente, com a sensação de que tudo estava caminhando bem, apesar da tragédia (um incêndio), era hora de escrever, colocar no papel e mostrar ao leitor exatamente o que ocorreu naquele local. De volta à redação, lavou os pés em um chuveiro, as mãos e o rosto na pia, após, sentou-se em sua cadeira e escreveu a matéria. Como habitualmente fazia, pegou seu exemplar do jornal no dia seguinte e, ao ver a manchete, respirou fundo e pensou: “dever cumprido”. Estava ali. O esforço feito no dia anterior estava representado nas páginas daquele jornal no dia 19 de agosto de 2008.
Padronização : uma prática jornalística

Inicio de mais uma turma de comunicação social. Cento vinte alunos na sala. Dali a algum tempo imagina-se saírem jornalistas, publicitários e radialistas. Profissionais que assim como todo profissional bacharelado exige muito mais do que quatro anos de estudo. Muito mais...
No decorrer dos primeiros dias de aula, a exemplo do que acontece na escola primária, quando perguntam o que você quer ser quando crescer vem a pergunta adaptada para o modelo universitário, “por que estão aqui”?.
Aquela menina, ainda desconcertada num canto da grande sala espera ansiosa pelas mais surpreendentes respostas. Idéias, sonhos, projetos, ideais. Não, nada disso!!! A maioria dos alunos afirma estar ali por gostar de falar.
“Hummm??? Será que para ser um comunicólogo basta uma boa conversa, um bate-papo? Será que tô no meio de um bando de papagaio? Gostar de falar é a base para definir uma profissão?” são alguns dos pensamentos que sondam pela cabeça da quieta e questionadora aluna, que logo se convence de bloquear esses pensamentos, afinal é só um inicio e não se pode questionar algo que mal se conhece. Universidade, sonho de tanta gente. Deve ser algo muito maior, é só uma questão de tempo.
Dias, meses e anos passam. Pessoas, projetos e sonhos também passam. De tudo que foi aprendido, fica a maior lição: não fuja a regra. E esta também surge como sua maior dificuldade. Ela, que nunca teve talento pra exatas, vê que humanas não é tão humana assim. É algo meramente técnico.
Regra pra escrever, regra pra segurar o microfone, regra pra falar, regra pra apresentar, regra pra diagramar, regra pra postar, regra de comportamento, regra de cumprimento, regra, regra, regra...Um tecnicismo que não se restringe a documentos. A padronização surge como regra de profissão.
Ela não mais sorri a todos. Ela não é tão cordial e gentil quanto seus companheiros de cela (ou sala ?). Por algumas vezes sarcástica. Não tem o preço de seus amigos. Não é indicada ao mercado, como deveria. Talvez seu valor não seja mesmo assim tão fácil de calcular.
Mesmo contra a vontade, ela esforça-se para aprende a entrar na forma. Nessa forma, ela se enquadra nas legislações, nos posicionamentos impostas e nas tarefas expostas. Mas seus desejos, sonhos e idéias ainda restam do lado de fora. Ela sabe que ainda há tempo para resgatá-los.
Enquanto se adapta a este ambiente, corre para preparar a roupa para mais uma apresentação de projeto: calça e blusa social, para não fugir à regra.
Texto: Monise Hernandez
Caminhos de São Paulo
Todos os dias o estudante de jornalismo Antonio Erick percorre um longo caminho para estudarMarcadores: jornalismo, superação, universidade
Desmotivação: a certeza vem com o tempo

Enquanto acompanha a multidão adentrar na universidade, sente-se privilegiada, afinal são poucos os que tem a possibilidade de se formar em uma faculdade – já dizia seu pai.
A princípio tem boas impressões de tudo que fora conhecendo: ambiente, colegas de classe, docentes e matérias a serem abordadas pelo curso. Claro, isso nos primeiros dias.
Passa-se um ano e a universitária ainda tem uma sensação que pode ser considerada boa, projeto feito, boas orientações, e amizades duradouras se concretizando, sua poesia continua a ajudar.
Nos primeiros dias do terceiro ano de faculdade, o olhar frouxo continua com sua utopia, mas foi por pouco tempo. Assim que começa a entender as regras do jogo, a sua ingenuidade já não era mais a mesma. Ela tenta se equilibrar nas padronizações imposta por todos os lados, mas esse dom ela nunca teve.
Ela não tem mais intimidade com as palavras. Para quem sempre leu Paulo Leminski, Casimiro de Abreu, Clarice Lispector, Sylvia Plath, Roberto Freire, e gosta de música de Arnaldo Antunes, Chico Buarque e tantos outros, não é uma coisa tão fácil trabalhar com noticiários e dados concretos, sua vida é muito mais abstrata!
Para ela já não há mais o que comemorar, as boas sensações foram embora. Então ela pára e pensa, - “escolhas erradas acontecem, já cheguei até aqui, não há como parar, o caminho vai seguir e eu tenho que continuar”.
Da bagagem da garota pouca coisa sobrou apenas sua poesia, e o esforço que considera a grande superação para terminar.
- “Assim que acabar verei o que faço”- pensa ela, tentando acumular expectativas para outros anos.
