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segunda-feira, 9 de junho de 2008

QUANDO A IMPRENSA ESCONDE

Roberto Cabrini deixando a prisão
Suellen Martins

Recentemente o jornalista Roberto Cabrini, foi envolvido em um escândalo, com a policia, Cabrini atualmente repóter da Rede Record, foi detido na Zona Sul de São Paulo acusado de tráfico de drogas, segundo os policiais, o jornalista estava portando dez papelotes de cocaína no momento da abordagem.
O jornalista se defedeu dizendo ser vítima de uma armação, no momento da prisão Cabrini estava junto com uma fonte que iria lhe passar informações sobre uma investigação envolvendo o tráfico de drogas. A Rede Record, afirma que havia o registro de que o jornalista estava fazendo uma reportagem investigativa, por isso acionou o seu departamento jurídico para defender Cabrini.
Passaram-se quase dois meses e não se ouve mais nada sobre o assunto. A mídia não divulga qualquer informação sobre o fato, deixando explicíto o apoio dado ao jornalista pela Associação Paulista de Imprensa no momento de sua prisão.
Mas se o dever do jornalista é informar, por que não existe a divulgação deste fato, todos os acontecimentos colocam em xeque o caráter de uma pessoa pública que forma opinião dentro do país. Não seria o caso de acompanhar de perto o desenrolar das investigações para comprovar se de fato existiu uma armação? Como a sociedade pode dar créditos a uma pessoa que supostamente tem ligação com o tráfico de drogas? Por que a imprensa decidiu abafar o caso, não dando mais informações a população?
Até que ponto a imprensa em si, deve omitir informações e fingir que nada aconteceu, será que um jornalista famoso está acima de qualquer suspeita, ou será que os jornalistas não teriam a ética de denunciar um colega de profissão.
A população fica sem respostas e mais uma vez a credibilidade da imprensa é colocada em dúvida.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Jornalismo e Educação



Casos veiculados pela mídia tornam-se instrumentos de discussão em sala de aula.

A pauta da aula é violência e os elementos são encontrados em diversos meios de comunicação. O mais comum é a televisão. Ao discutir o assunto com alunos da 4º do Ensino fundamental Municipal, percebemos a dimensão de responsabilidade que a mídia tem sobre as crianças e adolescentes do país. O fato é que por mais difícil que possa parecer a criança se interessa em assistir programas jornalísticos, primeiro o faz por obrigação, pois assistem na companhia de seus pais, e depois movidos pelo interesse que a matéria desperta.
Neste caso especifico a discussão ocorreu pela violência no ambiente escolar. Os alunos citaram vários casos que acabaram de ver na mídia, como o da adolescente que ateou fogo na colega depois de uma discussão após o horário de aula e o da outra que foi esfaqueada por uma colega de escola. Ambos os casos ocorreram por motivos fúteis e que poderiam ser evitados se houvesse um diálogo entre os envolvidos.
As discussões, que geralmente levam a ações de violência física são ocasionadas por diversos motivos e são muito comuns no ambiente escolar, mas em geral são por que houve um “esbarrão” na fila, não ganharam o jogo de futebol ou duas garotas estão interessadas pelo mesmo garoto, por exemplo, o que as crianças e adolescentes não compreendem é que estes são os mesmos motivos pelo qual houveram as agressões citadas acima.
Quando o jornalista vai a fundo e levanta os motivos que ocasionaram estas agressões, provam aos alunos, ou expectadores, que as agressões tiveram inicio dentro da escola e por motivos tão banais quanto os que eles enfrentam no dia-a-dia e que isso é mais comum do que se imagina.O jornalista tem por obrigação informar todos os fatos que antecederam estes acontecimentos. Esta é uma forma prática de Educação em massa levando em conta o poder de alcance da TV.
A poder educacional da mídia é muito forte, considerando que o profissional de jornalismo levanta discussões que muitas vezes os pais não tem como levar aos seus filhos.
Links Relacionados:

terça-feira, 15 de abril de 2008

De olho no Webjorsuperacão

mapa da Amung, que registra audiência online

A experiência realizada com estudantes de jornalismo da UMC e da Faat —numa espécie de diálogo compromissado— certamente chamará a atenção dos autores, se estes considerarem que estão sendo vistos por muitos, no mundo todo. Uma aprecição rápida em um dos medidores de audiência instalados neste blog, Amung deu conta que simultaneamente, neste 15 de abril de 2008, estavam apreciando o blog, internautas de cidades e países como Otawa (Canadá), Memphis, Houston, Winnetka, Mountain View (EUA), Barquismeto (Venezuela), Denmark, Mozambique, Maputo, e Tokyo (Japan), além dos brasileiros e portugueses.

Na sociedade em rede, esta apreciação torna-se importante para que o autor de textos seja cada vez mais rigoroso e inovador naquilo que vê, avalia e escolhe para analisar, sobretudo quando estes pretendem ser jornalistas. Quem não se lembra da polêmica gerada pelo âncora da Globo, William Bonner, sobre
audiência presumida, criticada por especialistas!? E em se tratando de blog, como isso poderia ser tratado? Diante disso, valeria a pena observar o que o criador do Wordpress, Matt Mullenweg, fala sobre isso em entrevista ao ElPais, bem como na diferença entre audiência e atenção que geralmente é destinada aos blogs, tal como a frase propalada no evento Blog España, em 2007:
La atención no es la audiencia. Los blogs no tienen audiencia!! Tienen atención. La audiencia es unidireccional y la esencia de los blogs es la conversación. Los lectores de los medios convencionales tienen audiencia, los blogs tienen atención.