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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Mídias participativas

Exemplos de meios participativos


No Brasil, geralmente, se diz que algumas tecnologias e conceitos demoram a chegar por aqui ou, mesmo quando chegam, demoram a ter sua devida importância. Por isso, costuma-se dizer que “somos os últimos, a saber,”. É o que acontece também no meio digital. As novas tendências digitais são digeridas aos poucos pelos usuários da rede. A chamada Web 2.0 que vem crescendo desde 2005, tem se tornado um meio pelo quais jornalistas e pessoas interessadas em expor sua opinião encontrão para fazer isso de forma mais livre e autônoma.
Assim surgem meios em que essas opiniões, ou noticias são publicados sem que haja uma intervenção do meio, como pode ocorrer em mídias impressas, ou televisivas. Sites de relacionamentos, como
Orkut, Facebook, ou Blogs pessoais, vem sendo bastante utilizados para esse fim. Steve Clayton fez recentemente um post falando a respeito do uso de meios como o Twitter para divulgar fatos jornalísticos como acidentes. O grande crescimento na participação de “não jornalistas” é que tem gerado certo respaldo quanto à veracidade e autenticidade dessas opiniões e fatos divulgados.
A idéia do
jornalismo participativo, ou jornalismo cidadão, é a de que o cidadão comum, o leigo sem os conhecimentos técnicos da prática jornalística, possa participar da produção de notícias, criando seus próprios textos. Por desconhecer as técnicas, o jornalista cidadão tem maior predisposição a colocar sua opinião nos textos que cria, produzindo, assim, textos em que a ideologia do autor não está escondida. Pelo contrário, encontra-se, muitas vezes, explícita no texto a opinião que o autor da matéria tem do fato que está sendo narrado.
Contudo a internet ainda se apresenta como grande meio de projeção nos próximos anos. O jornalismo já faz parte desse meio, e tende somente a crescer cada vez mais. Tem-se que manter apenas um nível de veracidade e credibilidade no que se publica. Como ocorre atualmente muita coisa publicada na internet não é verdade e isso prejudica aqueles que desejam efetuar um trabalho competente.

As tecnologias móveis da comunicação no ciberespaço



A mobilidade das tecnologias no ciberespaço

A tecnologia de comunicação está provocando profundas mudanças em todas as dimensões da nossa vida e colaborando para uma modificação do espaço urbano. O telefone, o computador a televisão digital vieram agregar para uma crescente expansão do capitalismo, que visa essencialmente o lucro e com isso, agiliza a difusão das tecnologias atingindo um maior número de pessoas consumidoras, ajudando na ampliação do mercado tornando-as mais acessíveis a todos. As novas tecnologias permitem a distribuição de informações “just in time” com pequenos toques.
Segundo Andre Lemos “as mídias locativas permitem que informações sobre
uma determinada localidade sejam visualizadas em um dispositivo móvel,
“aumentando” a informação.” Dá-se o nome a esse tipo de
hiperlinkagem de Mobile Augmented. As novas formas de relacionar-se com o mundo e as novas funções adicionadas ao celular, por exemplo, o tornam um computador pessoal “invisível”- “A medida que o celular se torna um PC onipresente, a internet deixa de ser uma rede para se tornar um mapa”. O celular nos dá uma mobilidade inimaginável. Uma pessoa pode ser localizada se quiser, ou pode se conectar com qualquer lugar sem precisar de um cabo ou rede por perto. A tecnologia “miniatura” permite além de maleabilidade, uma mobilidade enorme pois facilita no processo individualizado da comunicação a qualquer hora e em qualquer lugar.
O que se pode perceber então é que o cidadão está se libertando dos dispositivos eletrônicos com fios e cabos para se conectar a internet em movimento dentro do
ciberespaço. Dessa forma a era da conexão e da mobilidade nos dá a idéia de que os veículos para nos comunicarmos não está mais num espaço, mas, que o espaço é interativo, ou seja, não existe apenas um ponto de conexão pois esta conexão está por todo o lugar.
Hoje a sociedade da informação está fazendo com que os computadores “desapareçam” e venham a se introduzir, em todo objeto a nossa volta gerando a
computação ubíqua. Entretanto o que estamos vivenciando são as novas maneiras de uso do espaço urbano comunicacional através do deslocamento de dispositivos digitais e processos de comunicação por redes sem fio. È o que o celular faz atualmente, fornecendo informações encontradas na web sobre os locais desejados.

sábado, 21 de março de 2009

Cultura em convergência

capa do livro de Jenkins, em português

Lançado no exterior em 2006, e no Brasil em 2008, a obra de  Henri Jenkins, Cultura da Convergência, ao que tudo indica ainda não impactou  suficientemente as mentes ao ponto de gerar debates candentes, ao menos na academia. O olhar do autor, que se detém nas mudanças, é explicado pelo mestre e doutor em Cièncias Políticas, Sergio Amadeu da Silveira ,  evidenciando no olhar de Jenkins para o comportamento das gerações contemporâneas que vai de uma atitude mais para uma atitude passiva para outra mais participativa. 
Neste sentido, destoa bastante do pensamento dos empresários que ainda pensam em ter lucro e aprisionar certas mercadorias em modelos fechados. Isso tudo tende a ser alterado pela avassaladora ação convergente, que na perspectiva de Jenkins conmeça na mente das pessoas e evolui nas relações estabelecidas dentro das comunidades. 
O autor, da área sociológica, possui uma credibilidade significatica para tratar do tem, haja vista as várias obras escritas  por ele ou em parceria, como Rethinking Media Change, From Barbie to Mortal Kombat, e Children's Culture Reader, entre outros. 
A obra em questão resgata vários exemplos que certamente ocuparam a mídia, as idéias  e o consumo de vários jovens, seus pais e colegas, a saber: The Matrix, e o fenômeno Harry Potter.