Mostrando postagens com marcador fotoreportagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fotoreportagem. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Imagens que mentem

Foto adulterada, em que poça d'água virou rio de sangue.
Para complementar o post abaixo e reforçar o quanto é necessária atenção e ética para lidar com a informação, a Suíça apresenta, através de uma exposição, um exemplo histórico de como uma informação adicional ou manipulada pode alterar totalmente o sentido de qualquer texto.

A exposição "Imagens que Mentem" apresenta mais 300 fotografias dos últimos cem anos que passaram por processos de manipulação de imagem para transmitirem idéias distorcidas sobre os fatos. Além de um apanhado de imagens televisivas que também não ficam atrás dos meios impressos.

As imagens mais famosas são a do líder comunista Lênin, que teve seus companheiros Trotsky e Kamenev removidos de uma fotografia em que o líder bolchevique discursava e uma cena com dois soldados estadunidenses e um iraquiano - que na montagem (um simples corte na foto) transmitia a falsa idéia de que o iraquiano tinha uma arma apontada na cabeça.

Tudo originário do velho discurso da imparcialidade jornalística onde a informação veiculada é sempre tida como verdade.

domingo, 8 de junho de 2008

Ser repórter fotográfico

Um olhar crítico na hora de fotografar


A profissão de repórter fotográfico exige tanto quanto a do jornalista redator. Ter suas fontes e contatos é essencial, pois o repórter fotográfico vai trabalhar com uma grande quantidade de pessoas todos os dias. Os repórteres fotográficos devem ser profissionais, desinibidos e criativos, devem revelar ousadia, agilidade e uma incrível sensibilidade artística na hora de fotografarem. Uma fotografia composta por elementos chave, pode virar a capa do jornal no dia seguinte.

Os repórteres fotográficos registam pessoas, rostos, lugares, paisagem, objetos, acontecimentos. Ele deve estar atento a todo instante para não perder nenhum click importante. Sempre recebem orientação do editor, para obter o que se pretende, e como fotografar. O repórter fotográfico sempre deve conversar com o jornalista redator, para que não fique dúvidas nas imagens que devem ser captadas. geralmente o repórter fotográfico tira várias fotos, e escolhe apenas uma, a melhor será publicada. Ele tem que captar uma imagem que traduza os fatos relatados pelo jornalista na reportagem.

É comum que o repórter fotográfico fique sensibilizado com a realidade dura do país. O contato com o cotidiano é um momento de transformação do próprio fotógrafo. Com emoções diferentes durante o dia, o repórter fotográfico, pode se acostumar com as instabilidades do país, muitos não concordam com o que é fotografado, mas vêem na fotografia uma forma de relatar o cotidiano do mundo real. Muitas vezes imagens retratam a pobreza, o regionalismo, o descaso, a marginalização e a falta de solidariedade. Quando uma imagem dessas é publicada, torna-se referência para relembrar acontecimentos que a envolveram, toca os corações da sociedade, além de ser eternizada pelo talento do repórter fotográfico.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Preparar, apontar e ‘click’


Por ser de testemunho forte e por ferir diversos interesses e órgãos, a máquina fotográfica chega a ser tão perigosa como uma arma.


A fotoreportagem é uma das formas de se fazer jornalismo. Nesse gênero, por ser dinâmica e imediata e por conter valores simbólicos, sua mensagem é mais fácil e rápida de ser entendida, ao contrário da leitura que por conter um vocabulário muito mais amplo, necessita de muitas palavras para descrever algo.

O fotojornalista Manuel Correia diz que nesta profissão o repórter deve imprimir e exprimir a sua subjetividade relativa, tendo em conta a mídia em que trabalha. “Temos, por vezes, de fugir à ortodoxia e à normalidade, embora sem desvios éticos e de deontologia para se conseguir desempenhar a missão, dada a dificuldade em transpor os muros altos dos poderes instalados, que condicionam a nossa atividade, mais do que a de qualquer outro jornalista.”

Nem sempre o que é expresso através das fotografias são acontecimentos reais, mas sim algo ensaiado, ou seja, uma situação criada para obter um reconhecimento. Este tipo de manipulação só pode ocorrer se for para tê-la como obras de artes. No jornalismo esta prática é antiética, já que vai de encontro com o verdadeiro valor do jornalismo, ou seja, a busca pela verdade.

Embora pareça ser mais fácil o papel do fotojornalismo, não o é. Não basta tirar uma foto, mas sim a foto. O que há uma grande diferença. Sendo assim, a fotografia deve ser criativa e/ou inusitada, porém real e sem distorções, além de causar impacto na sociedade.