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terça-feira, 19 de maio de 2009

A precipitação do jornalismo digital


Com a era da blogosfera o mundo recebe uma enxurrada de informações, nem sempre tão confiáveis


Afrontando todas as regras do jornalismo, a blogosfera leva à diante a guerra pelo chamado ‘furo-jornalístico’. A sede de noticiar antes de qualquer outro veículo midiático é grande e faz com que muitos se esqueçam de apurar os fatos antes de publicá-los.

Para o jornalista Carlos Castilho, “publicar primeiro e filtrar depois é um processo derivado do uso crescente do sistema de código aberto, por meio do qual produtos e serviços com base no conhecimento são gerados a partir das contribuições de milhares de pessoas, 90% das quais não têm conhecimento técnico sobre o tema em questão”. Já o também jornalista Fábio Monteiro, decidiu abordar de forma divertida os erros publicados em sites, blogs e outras mídias, no blog “Que jornalismo é esse?”, onde aponta diversos erros cometidos na hora de informar os cidadãos.

Se por um lado alguns erros soam de forma cômica, outros se tornam imperdoáveis, como no caso do sequestro da garota Eloá Pimentel, quando o Governo do Estado de São Paulo divulgou a informação errada afirmando a morte da garota, o que logo já estava em todos os sites como destaque na página. Fica então a dúvida: o que é mais importante atualmente, informar de forma verdadeira ou ganhar a guerra do furo jornalístico?

Analisar e apurar os fatos são deveres de jornalistas capazes, que mesmo tendo o tempo como seu inimigo, não escorrega na regra clara do jornalismo digital: publicar primeiro, corrigir depois. Como Castilho afirmou em seu artigo, é possível que daqui um tempo os internautas sejam capazes de filtrar notícias, mas até lá quantas pessoas terão morrido para depois ressuscitar de um erro chamado precipitação?