sábado, 27 de setembro de 2008

Um ano sem a pura arte brasileira


Paulo Autran - o ator brasileiro considerado pela classe teatral como o "senhor dos palcos"

<ensaios narrativos>

Ao parar para pensar sobre os acontecimentos recentes e marcantes que pudessem virar uma ótima matéria, acabei por me lembrar de uma espécie de auto de natal, realizado no Paraná que, devido à minha vida de estudante trabalhador falido, só pude acompanhar pela tv.
Foi um evento realizado em um grande prédio de Curitiba, com centenas de crianças espalhadas pelas janelas do edifício, entoando canções natalinas. Tudo muito lindo. E no meio de todas aquelas crianças, encontrava-se Paulo. Mas não era um menino qualquer. Ele estava lá, cantando e encenando com as crianças, fazendo referências à infância e à importância do espírito do natal. Um pequeno detalhe diferenciava aquele menino dos outros: ele estava no meio dos seus oitenta e tantos anos. Presentes ali, estavam as mil faces de um dos maiores e melhores atores brasileiros: era Paulo Autran.
Hoje, quase um ano depois de sua morte, podemos parar para pensar na idolatria que costumava (e ainda costuma) rodear o nome de Paulo Autran. Sua história, dizem por aí, se mistura com a história do teatro brasileiro do século XX. Mas também pudera.
Paulo lutou para que o teatro brasileiro pudesse estar em contato com o povo brasileiro. Foi uma pessoa que lutou pela liberdade, lutou pela classe, lutou pela evolução cultural do Brasil.
E, infelizmente (e até inevitavelmente), o teatro brasileiro ficou mais pobre. No dia 12 de outubro de 2007, por conta de um câncer de pulmão e um enfisema pulmonar, Autran faleceu. Os palcos de teatro brasileiro se estremeceram com a notícia. Não havia como aceitar que uma peça-chave da dramaturgia havia cumprido sua missão. E que missão!
Paulo Paquet Autran nasceu no Rio de Janeiro, mas passou a maior parte de sua vida na cidade de São Paulo. Com poucos meses de idade foi para Espírito Santo do Pinhal, interior de São Paulo e em 1927 sua família se mudou para a capital paulista.
Influenciado pelo pai, que era delegado de polícia, o jovem Paulo se formou em Direito na Faculdade do Largo São Francisco (USP) em 1945. Advogou até 1949, quando, através de algumas apresentações amadoras que fazia por hobby, conheceu Tônia Carrero, também atriz iniciante, da qual se tornou grande amigo e parceiro de palco. Foi com Tônia que Paulo encenou sua primeira peça (“Um Deus dormiu lá em casa”). Com esse primeiro trabalho foi premiado pela Associação Brasileira de Críticos de Teatro. E a partir daí, Paulo não parou mais.
Em 1956, com Adolfo Celi e Tônia Carrero, fundou uma companhia teatral que durou 5 anos. Depois, seguiu carreira independente. Foram 55 anos de carreira, cerca de 90 peças teatrais e 15 filmes, além de novelas e especiais para a TV. Seu último trabalho foi a peça “O avarento” de Molière.
Ainda hoje, quase 365 dias depois de sua morte, se tivéssemos que definir Paulo Autran, usaríamos duas palavras que possuem as mesmas iniciais de seu nome: Pura Arte. Paulo Autran sempre foi pura arte.Ele era orgulho para qualquer brasileiro. Vivia para o teatro e para os cigarros. Fumava cerca de 4 maços por dia. Era culto e inteligente. Contudo, por conta dos cigarros, considerava-se burro e fraco. Mesmo assim, nunca escondeu seu gosto pelo fumo. Tinha um olho de cada cor, um verde e outro castanho. Gostava de coisas diferentes. Sem dúvidas, Paulo era diferente.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Ficção na vida real


Eliana foi encontrada ainda em chamas com perfurações na garganta e na nuca
<ensaios narrativos>

“Condenados a 60 anos de prisão em regime fechado”, toc! Com estas palavras o Juiz Laércio José Mendes Ferreira Filho, da 2ª Vara Criminal de Bragança Paulista, encerra um dos casos de violência que mais chocou o país.

Era madrugada de 11 de dezembro de 2006. A equipe liderada pelo delegado João Valle ouviram, via rádio, que uma mulher havia dado entrada, no Hospital Unimed, com 70% do corpo queimado alegando ter sido vítima de seqüestro. Era Luciana Michele Dorta, de 27 anos, gerente-caixa da franquia Sinha Moça.

O seqüestro

Noite do dia 10. Luciana estava em casa, com o marido, Fábio, depois de mais um dia de trabalho. Eles moravam num bairro da periferia de Bragança Paulista. Por volta das dez, o casal recebe uma ligação no mínimo inusitada: era sua chefe, a gerente Eliana Faria da Silva, pedindo as chaves do cofre porque precisava de dinheiro.

Eliana tinha 32 anos e era casada com Leandro Donizete de Oliveira um ano mais novo. Tinham uma vida próspera, ela gerente, ele mecânico. A alegria do casal provinha principalmente do filho Vinícius que contava agora com 5 anos de idade.

Passados alguns minutos a gerente-caixa vê chegar o Pálio azul. Eliana desce e pára na soleira da porta, um tanto angustiada. Pede que a colega a acompanhe, visto que não conseguia abrir o cofre. Quando se aproximou do carro, Luciana estranhou que Vinícius, aguardava a mãe na companhia de dois indivíduos estranhos, mas era tarde demais...

O desespero

Fábio já estava preocupado com a demora da esposa. Já era madrugada e ela não havia dado sinal, nem ao menos um telefonema. Resolveu verificar o que estava acontecendo. Passou em frente à casa de Eliana; tudo apagado. O carro do casal não estava na garagem, havia apenas um Kadett vinho, estacionado do outro lado da rua.

Passou pela loja e nada, só uma luz acesa no andar superior do estabelecimento. Passando pelo Bairro Lavapés encontrou uma viatura da Polícia Militar. Explicou sua preocupação e voltaram para a casa da gerente. O Kadett já havia sumido.

O suplício

Medo! Pavor! Cada vez mais o Pálio azul ganhava a escura estrada de terra. Pararam na entrada de uma fazenda chamada Namaster. Estarrecida, Luciana teme o que está por vir. Ela e Vinícius estão no banco de trás, Eliana, sangrando pelo pescoço, no banco da frente e Leandro preso no porta-malas, todos amarrados.

Os dois homens já haviam descido e um forte cheiro de gasolina tomou conta de suas narinas. De repente o fogo tomou conta do carro e, em poucos minutos, as chamas lambiam os passageiros.
Numa ânsia pela sobrevivência, Luciana se solta e consegue puxar o menino para fora do carro.

Rolam pela grama para apagar o fogo. Eliana, já meio desfalecida, tanta sair também. De repente, Luciana ouve a voz de seus algozes e fingiu estar morta. Percebendo que Eliana, ainda estava viva, os homens desferem mais golpes de faca em sua nuca e pescoço. Sentindo seu corpo ser carregado e jogado no matagal, a funcionária ainda ouve: “o menino está vivo, mas não pega nada, não” e o som de um carro partir. “Monstros!”, pensou.

A moça foi socorrida por um casal que passava pelo local e, mais tarde,Vinícius foi encontrado perambulando pelo estrada, pela equipe do delegado João Valle. Noventa por cento do seu corpo estava queimado.

O perigo mora ao lado

“Estou acabado. Eu sou um monstro. Menti para muitos amigos e traí a conficança de muitos deles.” Desta forma, o eletricista Luís Fernando Pereira tenta se desculpar pelo ato bárbaro que cometeu. Era amigo do casal, Eliana e Leandro há 13 anos. Já havia trabalhado na loja e na casa deles.

Precisavam de dinheiro, Ribeiro e o cunhado, o serralheiro, Joalbe Severino Ribeiro . O primeiro para pagar os R$ 4,5 mil que devia para o cunhado e o segundo para pagar parte de uma casa e sair do aluguel.

Executaram o plano e conseguiram quase R$ 20 mil reais, só não contavam ser reconhecidos pelas vítimas...

Triste final

O testemunho de Luciana foi fundamental para solucionar o caso. Em meio a tanto sofrimento, ela consegui memorizar parte da placa do Kadett e descrever a via crucis pela qual passaram. Com noventa por cento do corpo queimado, Vinícius morreu no dia.
A funcionária foi ameaçada e teve que ser transferida para um outro hospital seguinte onde morreu cerca dias depois.

Ribeiro e Pereira foram condenados, quase um ano depois, a 60 anos, em regime fechado sem direito de recorrer em liberdade. Hoje são mantidos presos em Tremembé, no Vale do Paraíba.

Mares ao Acaso



As flores de plástico não morrem

<ensaios literários>

De acordo com uma reportagem divulgada pelo jornal britânico The Independent, uma imensa área no norte do Oceano Pacífico estaria tomada por uma “sopa de lixo”.
Segundo a matéria, existiria um imenso depósito flutuante que se estenderia por uma área distante da costa da Califórnia, com cerca de 500 milhas náuticas. Esta área seria duas vezes o território dos Estados Unidos, passaria pelas águas do Havaí, e quase chegaria ao Japão.
A mancha foi descoberta por acaso pelo oceanógrafo americano Charles Moore, que em 1997, durante uma competição de barco à vela, optou por um trajeto diferente para cortar o caminho entre Los Angeles e o Havaí.
A área, conhecida como “giro pacífico norte”, é um local onde oceano circula lentamente devido aos poucos ventos e aos sistemas de pressão extremamente altos que estariam "segurando o lixo".
Acredita-se que 100 milhões de toneladas de lixo estejam flutuando na região. Um quinto dos dejetos – que incluem itens como bolas de futebol, caiaques, bolsas de plásticos e destroços de naufrágios – seria jogado de plataformas de petróleo e embarcações que passam pelo local. O resto viria do continente.

(Dês)contribuição da população
Comparada aos navios, a
poluição “produzida” em terra chega a ser duas vezes e meia maior. Estima-se que 50% do lixo seja material plástico, que, em terra, leva de 100 a 450 anos para desaparecer. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, as principais fontes de poluição dos oceanos são a dragagem dos portos, o derramamento de óleo, o esgoto lançado pelas cidades e o descarte de resíduos diretamente no mar feito, também, por navios.
O professor adjunto do Centro de Estudos do Mar, César de Castro Martins, exemplifica. “A título de comparação, a estimativa de óleo derramado pelos navios petroleiros no mundo é da ordem de 1,3 m³/ano, enquanto que a carga de óleo presente no esgoto descartado na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, é estimada em 18 m³ por segundo”, diz.

Olhos e
coração que sentem
Este é apenas um retrato em dimensão ampliada, do que ocorre no mundo. No Brasil, o assunto é questionado, nas escolas nos cursinhos nas ruas nos bate papos em bares e nas calçadas, em todos os lugares fala-se de meio ambiente, porém somente falar sobre não resolvido.
Falta envolvimento, isto porque talvez tenhamos a percepção de que tudo isso seja distante, talvez porque seja difícil demais realmente observar o espaço em que se vive, talvez porque estejamos calejados de tanta desgraças.
Infelizmente é triste perceber que um grande desmatamento de cerca de 680.000 km2
da floresta Amazônica Brasileira seja tratada apenas como estatística, ou seja, mais ou menos 17% da floresta esta degradada.
E todos nós comentaremos e ficaremos pasmados, e é claro aguardaremos as próximas porcentagens.

Hackers, crackers e a internet que conhecemos


Tela do computador de um hacker programando: conceito criado pela midia
<ensaios literários>

Hackers são idolatrados por jovens que acham “o maior barato” ser o que a mídia constrói como o famoso hacker. Em filmes como Duro de Matar 4.0, o hacker é um sujeito que invade sistemas, rouba dados, se beneficia acessando arquivos privados, ou o faz simplesmente para entretenimento.
Como em muitos outros casos, a ficção apropria-se de alguns fatos verídicos, para não fugir muito da realidade, mas põe muita dramatização por motivos evidentemente comerciais.
Assim, vamos conhecer um pouco mais desse mundo onde os hackers levam sua vida e, muitas vezes, ajudam todos aqueles que acessam a internet.

Ser Hacker
As definições para hacker são muitas. A maioria delas define hacker como aquele com aptidão técnica para resolver problemas.
Remontando décadas atrás, quando dos primeiros minicomputadores de tempo compartilhado e dos primeiros experimentos da
ARPAnet, uma cultura compartilhada de programadores experts e gurus de rede deram origem ao termo "hacker". Foram eles que construíram a internet e possibilitaram que o internauta “básico” acesse seu Google, leia seus e-mails e bata papo com os amigos pelo MSN. Eles também são responsáveis pelo sistema operacional Unix que conhecemos hoje. São os hackers que mantém a Usenet e que fazem a World Wide Web funcionar.
Certamente existe, talvez em função do conhecimento popular do significado de hacker, aqueles que se dizem hackers mas que, na verdade, não o são. Em sua maioria, adolescentes, eles se divertem invadindo computadores e fraudando o sistema telefônico.Grande parte deles não consegue ir muito além disso, e se acha o maior por consegui-lo. Os verdadeiros hackers chamam essas pessoas de "crackers", e fazem questão de deixar claro que esses (os crackers) nada tem a ver com os eles. Crackers são preguiçosos, irresponsáveis, e não muito inteligentes. Um evento muito corriqueiro é a atribuição, pela mídia, do termo hacker aos crackers, o que deixa os hackers de verdade muito irritados. Segundo os hackers, a diferença básica entre eles é: hackers constroem, crackers as destroem.

Atitude
Os hackers, diferente do que muitos pensam, resolvem problemas e constroem coisas. Eles acreditam na liberdade e ajuda mútua voluntária.
Competência é uma palavra chave para os hackers, eles idolatram competência, especialmente competência em "hackear". Habilidades não dominadas por todos são especialmente bem vindas, isso oferece um destaque para o hacker.
Aquele que venerar competência terá o maior prazer em desenvolvê-la em si mesmo. O trabalho duro e dedicação se tornarão uma espécie de um intenso jogo, ao invés de trabalho. Isso é considerado vital para se tornar um hacker.
A atitude hacker é vital, mas a atitude não substituirá a competência, e faz-se necessário certo conjunto de habilidades para que alguém possa começar a sonhar em ser um hacker.

Aprender a programar – esta é a habilidade básica de um hacker. Sem esta abilidade ele é um leigo. A linguagem básica que um “aspirante” a hacker tem que saber é o
C . Outro ponto importante é aprender a pensar sobre problemas de programação de um modo geral. Essa é a razão de ser de um hacker. Será um hacker de verdade aquele que alcançar a habilidade de aprender uma nova linguagem em dias. Assim, o hacker deve aprender várias linguagens bem diferentes.
Além de C, deve-se aprender, ainda,
LISP e Perl. Além de serem as linguagens base para se hackear, elas representam abordagens à programação bem diferentes, e todas o educarão em pontos importantes.
O hacker tem de ser auto-didata. Não se ensina a hackear, não é algo que se aprenda em livros e, tampouco, você encontrará algum que se disponha a te ensinar. Caso encontre, (e olha que são bem raros einh) o fato de querer tudo bvem mastigadinho o tornará um hacker sem credibilidade e não contribuirá para seu desenvolvimento. O modo de se aprender é: (a) ler código e (b) escrever código.
O aprendizado da programação é muito similar ao aprendizado da linguagem natural. O melhor modo é ler um pouco dos mestres, aqueles que são reconhecidos e, então, escrever algumas coisas, ler mais um monte, escrever mais um monte, e assim por diante, aprimorando, cada vez mais, a sua “escrita”.
Com o tempo se adquire a capacidade de “escrever do seu jeito”, “com a sua cara”, aperfeiçoando seu trabalho como hacker, e criando sua personalidade neste ambiente.

Unix: A base do saber
Para aprender o oficio, a primeira coisa que se deve fazer é instalar uma versão do Linux ou de um dos
BSD-Unixes em seu PC.
Vale aqui a dica de que não é necessário, para tanto, que se formate o PC. É possível a instalação de mais de um sistema operacional totalmente funcional em um mesmo PC.
O Unix é o sistema operacional da Internet. Para hackear é imprescindível que se entenda o Unix. Assim, instale o programa, aprenda, mexa, rode, procure conhecer todas as opções e recursos oferecidos, acesse a Internet por ele, leia o código e modifique-o (para tanto, se terá ferramentas de programação, incluindo C, Lisp e Perl). A experiência irá te divertir e lhe possibilitará absorver muito conhecimento.

Escrever em
HTML
Esse é outro aprendizado básico para um aprendiz de hacker. Muito do que os hackers constroem é acessado e utilizado por internautas em empresas, escritórios, faculdades e tantos outros, sem que isso seja percebido. O obvio na vida dos não hackers é, na verdade, uma grande contribuição dos hackers.
Escrever em HTML não é apenas mexer em um browser. Longe disso, escrever em HTML é aprender a programar nessa linguagem, a linguagem de markup da Web. Para os que não sabem programar, escrever em HTML criará alguns hábitos mentais que ajudarão. Assim, a primeira coisa a se fazer, falando em HTML, é criar a sua home page, mas, que esta contribua, de fato, para a sociedade e que seja útil para os outros hackers. Uma home page sem conteúdo não contribuirá para a sua reputação e se tornará inútil, como tantas outras páginas nesse universo.

Ser hacker
Antes de tudo, deve haver um motivo maior para se querer ser hacker. A mídia desenha, por muitas vezes, um hacker que utiliza seu conhecimento para o próprio beneficio ou para a diversão com a “desgraça alheia” mas, muito distante disso, o verdadeiro hacker beneficia a sociedade, mesmo que esta desconheça sua contribuição, é voluntário e visa o bem comum e a manutenção da internet e dos sistemas que conhecemos.
Muitos programas e serviços que utilizamos corriqueiramente possuem seus códigos abertos, para que, até os hackers mais amadores possam contribuir na construção e ou manutenção desses serviços, contribuindo com qualidade e otimização deles.
Ser hacker exige dedicação e doação. Se você quer, de fato, ser um hacker e ajudar a sociedade, seja bem vindo, desejamos-lhe muito sucesso, mas se é só porque pareceu muito legal no filme, deixe disso e dedique seu tempo a atividades mais construtivas para sua formação.

Jornalismo Ufológico


Será que o povão tem medo de E.Ts ?
<ensaios literários>

"Há mais mistérios entre o céu e a terra do que julga nossa vã filosofia" "William Sheakespeare".


Lembrei desta frase "Shekespeariana", ao procurar um assunto que fugisse da seriedade dos "focas" indomáveis, portanto resolvi bater na tecla que os programas dominicais e sensacionalistas abordam durante sua programação, que no caso é a Ufologia.
O nome Ufologia no Brasil, denomina o estudo de relatos, registros visuais, evidências físicas e demais fenômenos relacionados aos objetos voadores não identificados, ou OVNIs.

Não é de hoje que se fala de OVNIS, a imaginação e a fantasia do ser humano cria alegorias psicológicas pra materializar tudo aquilo que não entende e não consegue explicar.
Entretanto supomos como bons produtores midiaticos que entreter esta "lacuna" que existe no público sendo mistificando ou desmistificando o fato é um ótimo entretenimento quando não se tem programação e quer obter altos índices de audiência, ainda usamos a velha formula de Orson Welles, que em 1938 causou um dos maiores fenômenos da mídia, após fazer uma brincadeira ao vivo em emissora de rádio, baseando-se no livro de ficção cientifica A Guerra dos Mundos, causou o pânico e desespero e histeria de milhares de ouvintes que fugiram de casa e até mesmo cometeram suicídio.

Programas como Gugu, Balanço Geral e até mesmo o Repórter Record sempre exploraram este fato, sendo pesquisando destroços de satélites que caíram em fazendas no Mato-Grosso a desenhos geométricos em canaviais em cidades do interior de São Paulo.
Analisando o fato será que vale a pena locomover equipes inteiras para gravar programas sobre um assunto que sempre cai no senso comum?
A resposta continua misteriosa, sendo que o jornalismo tem por obrigação um compromisso com a verdade e a seriedade.
Mas se todo caso sobre ovnis é mentira, porque em alguns casos em especial houve intervenções militares e porque tanta gente pelo mundo afora estuda este fenômeno.

Existe uma mídia paralela formada por pesquisadores e estudiosos no assunto, que publicam relatos e fotos para comprovar o fato sites especializados e revistas esotéricas de grande vendagem dão abertura para algumas publicações.


Jornalistas renomados que seguiram neste eixo como J.J Benitez, escritor do best-seller Operação Cavalo de Tróia, Benitez chegou a lecionar em 1992 um curso universitário sobre questões extraterrestres, em El Escorial na Espanha.


Mas a mídia convencional e "inquisidora" cospe no mesmo prato que come, não dando atenção ou usando como motivo de chacota os fatos que fujam do entendimento cientifico ou “anti-desesperador”, a massa precisa ser tratada como pássaros na gaiola, sem alarde e sem terror ao mesmo tempo que o extraordinário é usado no "pão e circo" do povão.

Votar pra quê?


políticos: todos iguais?
<ensaios narrativos>

“Democracia vem da palavra grega “demos” que significa povo. Nas democracias, é o povo quem detém o poder soberano sobre o poder legislativo e o executivo.”


Esta é uma das definições de democracia, o regime sob o qual vivemos. O princípio básico de democracia é que o povo eleja seus representantes, para que estes intercedam por ele junto ao poder público. Como estamos em ano eleitoral, vem a pergunta: Tem alguém defendendo nossos interesses, seja no Planalto Central, seja na Câmara de vereadores ou na prefeitura da sua cidade?


A resposta parece óbvia: Não! Ainda mais com tantos escândalos que não param de estourar nos jornais; mensalão, corrupção e suborno são algumas das palavras que têm sido freqüentemente associadas à política. Realmente, existem muitos políticos corruptos e incompetentes, e ai vem outra pergunta: Mas será que o povo, na hora de votar, está escolhendo direito?

Vamos lá. Em 2005 foi denunciado o escândalo do Mensalão, a maior crise enfrentada pelo governo Lula. O mensalão foi denunciado um ano antes das eleições de 2006, o que tornou, na época, imprevisível o seu resultado. Porém, o desfecho daquelas eleições foi desanimador. Muitos dos candidatos que foram denunciados por participarem do esquema corriam o risco de perder seus cargos. Para que isso não acontecesse, alguns se aproveitaram de uma brecha na Lei e renunciaram. Dessa maneira, puderam se candidatar novamente no ano seguinte. E adivinhe só, alguns, como o deputado Valdemar Costa Neto, na época presidente do PL (atual PR), e José Genuíno, conseguiram se re-eleger. Os envolvidos no caso do mensalão estão soltos, continuam levando boa vida e alguns deles continuam na Câmara dos Deputados.

Votando dessa maneira, fica difícil ver alguma perspectiva de melhora no nosso país. De que adianta ler todos os dias sobre os escândalos nos jornais, se indignar e reclamar se no dia das eleições você jogar seu voto fora, seja anulando, seja “votando em qualquer um” ou vendendo seu voto em troca de brindes e favores?
É comum generalizar, e na época da eleição dizer que “político é tudo igual então vou votar em qualquer um e anular meu voto”.

As coisas não devem ser vistas desse modo. Existem maus políticos, mas também existe gente séria, que leva seu ofício e seu cargo a sério. O princípio de democracia pode até ficar, em grande parte, apenas na teoria, mas o voto ainda é o único meio de mudar. Eleger sempre os mesmos que não fazem nem nunca fizeram nada e os que roubam e são condenados bem na frente do nosso nariz é contribuir para que o Brasil retroceda.


A credibilidade dos nossos políticos está sim em baixa, por isso é necessário olhar com atenção, ver as propostas e o histórico de cada candidato, desconfiar, não acreditar em promessas mirabolantes, em discursos rasos vazios Se o seu candidato for eleito, cobre-o! Exija os resultados que ele prometeu! Afinal, o voto é nossa única arma, só temos que tomar cuidado para não nos matarmos com ela.

TV online esta contribuindo com o jornalismo

TV online está a cada dia contribuindo
A possibilidade de utilização pela Internet dos recursos dos outros meios e também de recursos hipermídia e multimídia é fator diferencial no jornalismo online. Esta categoria, especificadamente,representa um ângulo de observação pelo qual somente os veículos online podem ser avaliados.
A primeira fase do jornalismo online pode ser considerada. É nesse momento que surge a maior parte dos jornais eletrônicos, e a denominação corresponde ao fato de que, para não perder um lugar na história da Internet, muitos veículos apenas transformaram – e ainda o fazem – suas edições impressas diárias em conteúdo disponível na rede. Tais publicações abrem mão de uma série de características do novo meio, como o tamanho do texto para uma publicação online, a atualização do conteúdo disponível, o design gráfico da página e sua estrutura de links e sublinks ,fundamentalmente, a qualidade de navegação que o próprio site apresenta. em virtude da reprodução da parte noticiosa do conteúdo dos jornais, rádios e da tv pertencentes ao grupo.
Muita gente acha que a
TV não esta contribuindo com o jornalismo,mas pense bem se não existisse a tv como nos seriamos informados só pelo radio?. Outro fato a ser considerado é o fato de a representatividade da amostra não comprometer a qualidade dos resultados apresentados, com o cuidado de não se aplicarem olhares generalistas a partir das descobertas que valem apenas como referencial comparativo, e não como parâmetro para o restante do universo.
Na TV a cabo, onde o conceito de segmentação também existe há muito tempo, aumenta a oferta de conteúdos digitais, como a interatividade. A
Globo News tem até um portal em seu canal de TV com notícias em texto atualizadas e os destaques de sua programação bem pratico.
A única mídia que aparentemente segue sem segmentação e interação é justamente a mais popular delas: a TV aberta, que recebe 59,2% das verbas publicitárias em nosso país.
Principalmente a
UOL que oferece a tv online própria na Internet que pode acompanhar as noticias e vídeos etc...