sábado, 27 de setembro de 2008

A volta por cima


A torcida do Atlético empurrando o time na série B
<ensaios narrativos>

Domingo, 27 de novembro de 2005 às 17:57, Mineirão, Belo Horizonte. Uma torcida fanática cantava o hino de seu clube. Seria a comemoração de um título? Seria o que muitos pensariam se não soubessem o contexto daquele jogo.

De um lado jogara a equipe do Vasco da Gama, detentora de 4 campeonatos brasileiros e da Taça Libertadores da América de 1998. Do outro, o dono da casa, o Clube Atlético Mineiro, time que teve a honra de ser o primeiro campeão brasileiro, em 1971, entre outras grandes conquistas.

Era um jogo que reunia duas tradicionais equipes do cenário nacional, era um clássico alvinegro válido pela penúltima rodada do campeonato brasileiro daquele ano. Estas duas equipes brigavam por seus destinos na competição. O Vasco com 52 pontos, ocupava a décima quarta posição e estava de olho em uma das vagas para a Copa Sul-americana do ano seguinte, enquanto o Atlético com 43 pontos lutava para permanecer na elite.

A partida foi dramática para os atleticanos. A partida era tensa e o primeiro tempo terminou 0 a 0. O Atlético ainda conseguiu o gol que lhe daria a vitória no segundo tempo, porém o árbitro corretamente invalidou o lance.
O Vasco quase saiu na frente com Romário cobrando penalti. Bruno foi obrigado a fazer boa defesa. O Atlético, muito mais na vontade do que na qualidade tentou em vão o gol, mas o placar final ficou mesmo em 0 a 0. Resultado que deixava o Atlético Mineiro fora da elite do futebol nacional.

A torcida reconhecendo o empenho de seus jogadores tratou de entoar o hino do clube, em um misto de orgulho e tristeza. Na última rodada, o Atlético ainda venceria o Juventude por 3 a 1, em Caxias do Sul-RS.

O recomeço, o jogo de estréia do Atlético na série B seria contra o Marília, time do interior do estado de São Paulo, em Marilia-SP, no dia 15 de abril de 2006.

O Atlético começou a partida nervoso, e sofreu o primeiro gol ainda no primeiro tempo. No segundo tempo o Galo voltou melhor e conseguiu o empate com Danilinho e o jogo terminou empatado em 1 a 1. Na seqüência veio a primeira vitória do Atlético na competição, 3 a 1 de virada contra o Náutico-PE, no Mineirão.

O Atlético começou bem a sua trajetória na série B, mas no decorrer do campeonato ocorreram uma série de tropeços e a situação da equipe na tabela de classificação foi se complicando, chegando a ocupar a décima quarta posição no campeonato.

A primeira vitória fora de casa aconteceu somente na terceira rodada do returno. Contra o CRB-AL, em Maceió por 1 a 0. Daí em diante, o time embalou e rapidamente passou a ocupar as primeiras colocações do campeonato e a participação da torcida começou a ficar mais marcante.

O acesso para a elite veio com vitória dramática contra o Coritiba no Couto Pereira, na capital paranaense. O Coritiba chegou abrir 2 a 0 no placar, mas o Atlético conseguiu virar o marcador e o jogo terminou com a vitória atleticana de 3 a 2.

A conquista do título veio no jogo seguinte, jogando no Castelão em Fortaleza, o Atlético venceu por 1 a 0 com gol de Marinho, artilheiro da equipe na série B com 15 gols, chegando aos 70 pontos e não podendo mais ser alcançado por seus adversários na tabela de classificação.

Na última partida do campeonato, um fato inédito. Pela primeira vez na história do futebol, um clube de futebol conseguia lotar dois estádios.

Para a partida entre Atlético-MG e América-RN, cerca de quinze mil pessoas acompanharam o jogo em um telão de alta definição no estádio do Independência, em Belo Horizonte. E no Mineirão, onde foi realizada a partida, 74.694 espectadores lotaram o estádio Magalhães Pinto. O jogo terminou no empate de 2 a 2 e a festa atleticana tomou conta da cidade.

Ao longo de sua campanha na série B, o Atlético foi o time que teve a maior média de público pagante do campeonato. O clube teve a média de quase 32 mil pagantes por jogo como mandante.

Com os 74.694 torcedores na partida contra o América-RN, o Atlético garantiu também o recorde de público pagante do campeonato. Para se ter idéia, dentre os dez maiores públicos da série B, nove foram do Atlético. No total, o Atlético-MG levou 606.520 pessoas ao estádio Magalhães Pinto, o Mineirão.

O Atlético-MG fez uma campanha regular, no total disputou 38 partidas, conquistando 20 vitórias, 11 empates e sofrendo 7 derrotas. Com 70 gols a favor e 39 contra, um saldo de 31 gols positivo.

Com a conquista da série B e o retorno a elite do campeonato brasileiro, o Atlético-MG colocava fim a uma angústia que durava 11 meses e 21 dias, para o alívio da massa atleticana.

Realidade, dura realidade!

Faminta, criança ganha alguns trocados e decide comprar crack

Nas ruas de São Paulo a situação vem cada dia mais se agravando. Pessoas dormem nas ruas, debaixo de marqueses, crianças pedem dinheiro no farol ao invés de estarem na escola. É algo que chega a revoltar a população, que paga todos os tributos e não os vê revertidos em oportunidades para a sociedade.
Um dia desses estava eu na praça da Sé, aquele tumulto, manifestações, carros de som, camelôs... um inferno total! Quando parei por um instante meu olhar em meio à toda aquela movimentação e agitação existente no centro de São Paulo, vi sentada em uma calçada, apenas com uma bermuda velha e uma camiseta surrada, uma criança. Aparentava ter 9 anos de idade. Me aproximei, com toda inocência de quem mora no interior. Tentei puxar conversa com a criança, mas ela mal levantou os olhos em minha direção. Parecia um cão sem dono, alguém que está ali sem saber nem mesmo o porquê. Tinha a face calma, os olhos tristes e caídos. Por um instante me deu vontade de levá-la pra casa, dar-lhe comida, carinho. Mas em questão de segundos vi que não poderia fazer nada daquilo, que ajudar aquela criança daquela maneira estava fora do meu alcance. Mas pensei que ela pudesse estar faminta, dei-lhe então algum trocado e disse: “- Vá, procure o que comer!”
Me encostei num canto e fiquei observando a reação daquela criança, aparentemente muito agradecida. Eu estava com a alma limpa, tinha feito uma boa ação aquele dia. Embora tivesse gastado uma boa quantia com besteiras e coisas sem muita importância, eu também tinha ajudado alguém. E isso me fez sentir melhor. Continuei observando aquele pobre menino, quando ele se levantou, atravessou a rua e foi em direção à um homem sentado no chão, coberto com jornais do outro lado da rua. Percebi então o que o menino havia feito. Trocou aquelas meia dúzias de moedas por uma pedra de crack.
O momento que por um instante poderia ser o mais bonito do meu dia, se transformou em uma fração de segundos.
A resposta para essa atitude do garoto eu ainda não descobri, e nem quero. O meu maior desejo é que este tipo de coisa jamais aconteça, nem frente aos meus olhos, nem longe deles.

Trajédias não resolvidas



Incêndio causado pelo acidente com o voô 3054 da Tam
<ensaios narrativos>

Várias tragédias que aconteceram no Brasil ainda continuam sem culpados, e os parentes das vítimas sem mesmo ter um explicação concreta do fato ocorrido.
Podemos citar as obras do metro de São Paulo, que acabaram abrindo uma gigantesca cratera, onde soterrou e matou sete pessoas, e danificou várias casas, onde seus moradores tiveram que deixar as suas casas condenadas com a promessa de que novas moradias seriam construídas para ele. Promessa que nem passou perto de ser cumprida, já que a maioria deles ainda mora em hotéis da cidade, tendo muito de seus bens e de sue próprio passado destruído.
A maioria acompanhou pela televisão, jornais ou Internet o choque do avião da empresa Gol, e um jato Legacy que resultou a queda do vôo tal da Gol onde matou mais de 150 pessoas, mas ainda está indefinido, já que a responsabilidade do acidente que ora vai para os pilotos do Legacy, ora vai para mal funcionamento de um aparelho da aeronave, mas nada de concreto foi decidido.
Também não podemos esquecer do caso do avião do voô 3054 da empresa de linhas aéreas da Tam, que ao pousar no aeroporto de Congonhas localizado na cidade de São Paulo, não consegui parar passando por toda a extensão da pista, e segundo especialista bate em um depósito da própria empresa matando quase 200 pessoas entre passageiros, tripulação e funcionários que trabalhavam no local. Caso também não resolvido, já que a responsabilidade pode ser da empresa que autorizou a abertura da pista sem as devidas medidas de segurança, onde já havia acontecido um incidente dias antes com um avião de pequeno porte que teve , do controlador de vôo da torre que autorizou o pouso da aeronave mesmo com as condições ruins da pista, do aeroporto não deveria ser construído em uma área movimentada da cidade.Se apurações mais rápidas não acontecerem, mais empenho dos envolvidos para punir corretamente aqueles que devem ser apontados com (ir)responsáveis, mas principalmente a assistência adequada os parentes das vítimas desses e de muitos outros acidentes não resolvidos veremos muito ainda as notícias e reportagens como a do potal do Terra de 27 de Setembro deste ano, onde os familiares das vítimas criticam a grande demora dos relatórios que depois de 2 anos ainda não estão prontos.
Vários outros casos já foram presenciado, principalmente em tv aberta, onde muitas vezes acontece do ser explorado por alguns sensacionalistas somente me troca da audiência. Mas o que infelizmente o que está se tornando normal é que as os fatos vão fazendo "aniversário" e as providências cada vez mais longe de serem tomadas, enquanto isso as famílias afetadas continuam sem resposta.

Realidade, dura realidade!


Faminta, criança ganha uns trocados e decide comprar crack

<ensaios narrativos>

Nas ruas de São Paulo a situação vem cada dia mais se agravando. Pessoas dormem nas ruas, debaixo de marqueses, crianças pedem dinheiro no farol ao invés de estarem na escola. É algo que chega a revoltar a população, que paga todos os tributos e não os vê revertidos em oportunidades para a sociedade.
Um dia desses estava eu na praça da Sé, aquele tumulto, manifestações, carros de som, camelôs... um inferno total! Quando parei por um instante meu olhar em meio à toda aquela movimentação e agitação existente no centro de São Paulo, vi sentada em uma calçada, apenas com uma bermuda velha e uma camiseta surrada, uma criança. Aparentava ter 9 anos de idade. Me aproximei, com toda inocência de quem mora no interior. Tentei puxar conversa com a criança, mas ela mal levantou os olhos em minha direção. Parecia um cão sem dono, alguém que está ali sem saber nem mesmo o porquê. Tinha a face calma, os olhos tristes e caídos. Por um instante me deu vontade de levá-la pra casa, dar-lhe comida, carinho. Mas em questão de segundos vi que não poderia fazer nada daquilo, que ajudar aquela criança daquela maneira estava fora do meu alcance. Mas pensei que ela pudesse estar faminta, dei-lhe então algum trocado e disse: “- Vá, procure o que comer!”
Me encostei num canto e fiquei observando a reação daquela criança, aparentemente muito agradecida. Eu estava com a alma limpa, tinha feito uma boa ação aquele dia. Embora tivesse gastado uma boa quantia com besteiras e coisas sem muita importância, eu também tinha ajudado alguém. E isso me fez sentir melhor. Continuei observando aquele pobre menino, quando ele se levantou, atravessou a rua e foi em direção à um homem sentado no chão, coberto com jornais do outro lado da rua. Percebi então o que o menino havia feito. Trocou aquelas meia dúzias de moedas por uma pedra de crack.
O momento que por um instante poderia ser o mais bonito do meu dia, se transformou em uma fração de segundos.
A resposta para essa atitude do garoto eu ainda não descobri, e nem quero. O meu maior desejo é que este tipo de coisa jamais aconteça, nem frente aos meus olhos, nem longe deles.

Jornalista - Formação em debate

Profissão Jornalista, quem tem direito à ser?


A pesquisa de opinião nacional realizada pela FENAJ/ Sensus, divulgada dia (22), em Brasília, registra que a grande maioria da população brasileira é a favor da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Dos dois mil entrevistados em todo Brasil, 74,3% se disseram a favor do diploma, 13,9% contra e 11,7% não souberam ou não responderam. A pesquisa foi realizada de 15 a 19 de setembro, com dois mil questionários aplicados em cinco regiões brasileiras e 24 estados, com sorteio aleatório de 136 municípios pelo método da Probabilidade Proporcional ao Tamanho – PPT. A margem de erro é de mais ou menos 3%.

No dia 17/09, com o intuito de “sensibilizar” os ministros (do Supremo Tribunal Federal) que devem julgar, ainda este ano, o recurso extraordinário (RE/511961), ação que questiona a constitucionalidade da legislação que regulamenta a profissão no Brasil, ocorreu um ato público na Praça dos Três Poderes, em Brasília, em defesa da formação específica em jornalismo e da regulamentação profissional da categoria. Os participantes, pedindo respeito aos jornalistas, ao Jornalismo e à sociedade brasileira, abraçaram a estátua da deusa Têmis, que representa a Justiça, e cantaram o Hino Nacional.

Eugênio Bucci, em artigo publicado no site comunique-se, informou que a exigência do diploma ajudou a elevar o padrão da profissão no Brasil, porém o debate não deve ser resumido no âmbito corporativo e sim discussões que gerem direito à informação. “O que Pesa contra esta lei é o fato de ter sido imposta pela ditadura militar (o decreto-lei é de 1969) e, agora, surge com força essa alegação de que ela agride princípios constitucionais, dúvida que só pode ser dirimida pelo Supremo. De todo modo, não é aí, nessa formalidade abraçada por interesses corporativos, que se encontra o âmago do debate. O que deve falar mais alto, nessa matéria, não é a defesa sindical de uma categoria, mas o direito à informação, de que todo cidadão é titular. Essa é a pedra de toque. O que se deve buscar não é o conforto dos que hoje estão empregados, mas o melhor sistema para assegurar qualidade à mediação do debate público.” Afirmou.

A proposta que parece ganhar mais corpo, entretanto, é da abertura do exercício profissional do jornalismo a toda pessoa com diploma de nível superior, independente da carreira escolhida para os estudos. A primeira defesa pública da medida foi feita pelo ministro Fernando Haddad. Segundo ele, seria possível que o registro profissional fosse concedido a profissionais graduados em qualquer carreira que fizessem um curso de especialização em jornalismo. A partir daí, o ministro espera abrir uma nova possibilidade para a formação de jornalistas, sem prejuízo dos cursos que já existem: "A comissão fará uma análise das perspectivas de graduados em outras áreas, mediante formação complementar, poderem fazer jus ao diploma" (Folha de S.Paulo, 17/9/2008).



Fia pune líder do campeonato


Lewis Hamilton perde os pontos da vitória em Spa-Francorchamps

<ensaios narrativos>

Em uma prova cheia de confusões dentro da pista devido à chuva nas últimas voltas do GP da Bélgica, no último 7 de setembro, o brasileiro Felipe Massa herdou a vitória e os dez pontos do inglês Lewis Hamilton. A decisão dos diretores da prova saiu quatro horas após o término da corrida e se baseou numa ultrapassagem indevida em cima do finlandês Kimi Raikkonen há quatro voltas do fim.
Para os comissários da prova, o Britânico devolveu incorretamente a posição a Raikkonen, após ultrapassá-lo por fora numa chicane. Ele deveria ter esperado pelo menos a próxima curva, comentavam os pilotos. Já que restavam menos que cinco voltas o piloto da McLaren sofreu uma penalização de vinte e cinco segundos, tempo de um “drive through”.
Na semana seguinte do confuso grande prêmio os dirigentes da equipe britânica entraram
com um recurso na Corte Internacional de Apelações da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) pedindo a devolução dos pontos e a vitória à Hamilton.

O julgamento da apelação demorou quinze dias e ocorreu na semana após o GP de Monza na Itália. Lewis compareceu para dar seu depoimento junto dos advogados da equipe, do dirigente Martin Whitmarsh, seu engenheiro Phil Prew e Tim Murnane, diretor de assuntos legais da McLaren.

Para Whitmarsh o importante é mostrar que Lewis não levou vantagem alguma na ultrapassagem e provar que o recurso é válido, já que o regulamento da FIA não dá direito de recurso as punições como “drive through”.
- Esperamos que seja este o caso, mas não está em nossas mãos. Tudo o que podemos fazer é mostrar os fatos. Lewis merece a vitória e não Felipe, que estava quase meio minuto atrás. Ele era o homem mais rápido na pista quando a chuva começou a cair. Naquele momento, a questão era quando e não se ele ultrapassaria Kimi Raikkonen. O finlandês estava sem defesa no molhado - disse Whitmarsh, em entrevista ao site da revista inglesa "Autosport".

Após a reunião na sede da FIA, em Paris, os pontos permaneceram na conta do brasileiro Felipe Massa (77), que hoje está há apenas um ponto do líder do campeonato, Lewis Hamilton (78), faltando quatro provas para o término da temporada.

Depois da decisão da corte da FIA a McLaren soltou um comunicado se dizendo estar decepcionada com a rejeição de seu recurso.
- Estamos naturalmente decepcionados com o veredicto e de nosso apelo não ter sido julgado. Ninguém quer vencer corridas no tribunal, mas sentimos que Lewis venceu o GP da Bélgica na pista, de maneira excitante e impressionante. Agora vamos nos concentrar nas últimas quatro corridas da temporada - comentou Martin Whitmarsh, presidente da McLaren.

Já Felipe Massa, o maior beneficiado com o resultado do julgamento, disse que o campeonato não seria manchado por esta vitória fora das pistas.
- Se eu vencer o campeonato por um ponto, serei o campeão. Isso não muda nada. Não temos que pensar nesta punição. Precisamos buscar o campeonato mundial, que ainda está em aberto. Acho que, se olharmos as regras, o recurso seria muito difícil para a McLaren. Mas você nunca sabe até receber os resultados. Acho que foi justo - diz Massa, em entrevista à imprensa européia.

O tri-campeão do mundo e ex-piloto da Ferrari, Niki Lauda criticou a decisão da Corte Internacional.
- Este foi o pior julgamento da história da Fórmula 1. A mais pervertida sentença que eu vi - esbravejou Lauda.

Devido ao incidente com Lewis Hamilton, os pilotos da categoria pediram para que a FIA trabalhe numa solução contra os cortes em chicanes. Pedro de la Rosa, presidente da Associação dos Pilotos da Fórmula 1 (GPDA) e piloto de testes da McLaren, acha que outras soluções podem ser tomadas para punir em caso de corte de uma chicane. Ele ainda completou que a devolução da posição não é uma boa saída.
- A FIA precisa achar uma solução para deixar todos felizes. Falamos com Charlie Whiting, diretor de provas da entidade, e ele disse que o assunto também está sendo discutido lá - disse Pedro de la Rosa, em entrevista ao site da revista inglesa "Autosport".

O quarteirão do entretenimento



Praça Benedito Calixto: encontro cultural

<ensaios narrativos>


Mais uma segunda-feira e Eduardo Viotti, jornalista de 30 anos, segue ao trabalho. Já exausto – reflexo do fim de semana. E que fim de semana.
Freqüentador assíduo da praça Benedito Calixto, é lá que o jornalista se “refaz”, ao som de um bom chorinho, se concentra com as obras de arte e repõe as energias degustando os quitutes da extensa praça de alimentação.
O quarteirão cultural é circundado por restaurantes, bares e lojas de decoração. É ousado, concentrando gente moderna, artistas, amantes da antiguidade, pais com filhos pequenos, ou – simplesmente curiosos. “Sou jornalista, sou curioso; é aqui que passo meus sábados; é aqui que deixo meu estresse do dia-a-dia; é aqui que recarrego minhas energias”.
Viotti, com sua bolsa transpassada pelo corpo, olha – todos os sábados – aos arredores da Praça Benedito Calixto. “Não, não estou em busca de pautas; estou em busca de paz”. Paz? Ao som do “Chorinho na Praça”? A resposta é sim, pelo menos para Viotti, que chega aos sábados bem cedinho na praça, aprecia as novidades expostas pelos artesãos ou móveis, lustres e outros objetos antigos à venda; antes de ouvir a roda de choro tocar, que tem início às 14h30, ele também presta atenção nas declamações dos poetas, e nas performances dos artistas “multitarefas”.
Ao som do chorinho durante a tarde, Viotti senta um pouco longe do “borburinho”, fica embaixo de uma árvore e lê um capítulo do livro. Às 18h, quando termina o “sonzinho maestral”, como ele mesmo gosta de citar, a praça ainda acolhe espetáculos de música de diversos gêneros. Um desses espetáculos que acontece com bastante freqüência é a apresentação de corais às 18 horas, encerrando as atividades da Feira.
Mas não para por aí: esse ponto de referência intelectual e cultural – que já faz parte do calendário turístico e de lazer de São Paulo – também recebe – duas vezes ao mês – o projeto “Autor na Praça”, e desperta muita atenção do público. E de Viotti também. No espaço de apresentações Plínio Marcos, autores fazem lançamentos de seus livros enquanto batem um papo descontraído com os freqüentadores. Viotti, curioso ao extremo, não perde nenhum desse evento e, diga-se de passagem, não deixa nem sequer outros curiosos fazerem alguma pergunta aos autores, pois ele não se limita a ficar calado – nem que seja por um instante, quando rodeado de pessoas intelectuais tanto quanto ele. “Ossos do ofício”, ele mesmo diz, contrariando a conversa de que não arrumaria pautas e mais pautas durante o seu “lazer” na Praça Benedito Calixto.
Eis que agora, neste momento, Viotti está no metrô, rumo ao seu trabalho. Mais uma semana se inicia e ele de olho no tempo, torcendo assiduamente para que o tão esperado sábado chegue logo. Viotti chega no trabalho tira um velho caderninho da tão “rodada” bolsa transpassada e senta frente ao computador. E lá registra todos os momentos de um dia ensolarado ao som de chorinho, quitutes e cultura. E no dia seguinte, os anônimos artistas estão estampados na capa de um conceituado jornal, com a seguinte manchete. “O anônimo só existe para quem quer ficar no anonimato”.