sexta-feira, 4 de abril de 2008

Censura na Web

A China exerce um alto grau de censura na Web


Aparentemente não se percebe o efeito censura nas publicações realizadas nas mais diversas páginas de internet. Analisando o conteúdo disponível na web, encontramos conteúdos hostis, contestadores, com idéias anarquistas, nazi-fascistas, de esquerda, etc...
Na China, por exemplo, o nível de censura é tão alto, que a própria internet aó foi liberada para os usuários comuns recentemente. A navegação nas páginas dos buscadores do Google e do Yahoo por exemplo, restringem a busca de resultados por palavras que levem a palavra esquerda, já que a China é governada por um governo centralizador e autoritário, que vê na liberdade de expressão na web uma possibilidade de conspiração.
Outros países também exercem a
censura na internet, como Cuba e Coréia do Norte.
No Brasil a censura talvez não seja tão ascentuada como em países movidos a regimes ditatoriais, em tese o conteúdo só chega a ser censurado ou bloqueado quando começa a incomodar alguém, como foi o caso do vídeo postado de
Daniela Cicarelli em que a mesma aparecia em cenas impropria para menores, e matérias com conteúdo satiríco sobre alguns membros do governo.
A censura é totalmente condenada, mas é fato também que deve-se agir sempre o bom senso antes de publicar algum conteúdo na grande rede.


O SENSACIONAL É JORNALISMO?

Datena e sua interpretação sensacional dos fatos



No mínimo o sensacionalismo é considerado como um dos diversos estilos jornalísticos, pois muitos dos veículos de comunicação procuram se afastar do jornalismo sensacionalista. Então, ele existe e deve ser combatido, ou não. Se nos remetermos a alguns fatos marcantes como a morte da menina Isabela e fazer uma análise dos programas de TV, se observa a utilização de apelações perante o público. Tudo em busca da audiência, mas se esquece a ética jornalística.

A matéria deve procurar pela objetividade e imparcialidade, dois fatores que são destruídos quando a “imprensa marrom” ataca. Esta postura editorial de certos programas, como Brasil Urgente (Bandeirantes), Aqui Agora (SBT) e Balanço Geral (Record) procuram passar a informação de maneira exagerada e que emocionem o telespectador. O lado mais fútil do público passa a atuar, muitas vezes, por sua curiosidade e pela apreensão de ver tragédias.

Qualquer fato que tenha a possibilidade de se tornar marcante é procurado pelos media na própria sociedade entre os mortais. Segundo o artigo Jornalismo ‘tablóide’ e/ou sensacionalistas nas Televisões, as monstruosidades do final do século XIX adquiriram estatuto social.

Quando este conteúdo dramático é colocado ao ar, Óscar Mascarenhas diz ser um “jornalismo que parte de uma concepção de desprezo pelo público”. O que não deixa de ser verdade, pois a imprensa deve letrar o cidadão, fazê-lo pensar e não transmitir conteúdos simplórios que, por uma questão de senso comum, é absorvido pelo telespectador fazendo-o tirar conclusões imediatas. No caso Isabela, “o pai e a madrasta a mataram”.

Devagar e sempre




Prudencia é sempre bem vinda.


O uso da web auxilia no trabalho jornalístico, quando usado de forma demasiada, na base do ctrl c , ctrl v, que alguns jornais utiliza, torna a informação um plágio, que além de um empobrecimento da notícia é crime. A informação é direito do cidadão, e é dever de comunicólogos a transmissão da mesma de forma clara e autoral, se responsabilizando assim pelo que se publica.

Por exemplo, jornalismo policial, muitas vezes é usado de forma sensacionalista, assim atrai uma fatia de espectadores, a custa da humilhação de outra. Há casos de cópias na integra de boletins de ocorrência, isso ocorre com freqüência em alguns jornais impressos do interior.
Esse problema aumenta quando o cidadão comum, que já foi agredido pelo ato violento de qual foi vítima, recebe uma nova agressão ao perder sua intimidade e privacidade.

É ético em nome de uma boa matéria violentar o direito a privacidade de uma pessoa, e mesmo em casos de flagrantes, jornalista não é juiz para tratar em seus textos, vídeos e fotos pessoas aprendidas como já condenadas e culpadas, em uma matéria não apurada, corre o risco de repetirmos falhas do passado.

Matérias feitas apenas para venderem mais, podem custar caro.

Colegas vamos devagar antes de sair escrevendo tudo que dá vontade. Por mais chato, cansativo que seja , a apuração de fatos nunca é serviço perdido.

Blogueiros versus Jornalistas

Existe competição entre ambos?

A discussão é antiga, mas é sempre trazida a tona. Será que existe realmente uma rivalidade entre blogueiros e jornalistas, ou a questão é mais a um conflito de modos de pensar, trabalhar e agir que poderia ser resolvido se houvesse interesse de ambos os lados nisso?

Pode parecer à mesma coisa, mas não é. Essa rivalidade presume que existe uma competição, uma rixa, permanente entre os dois grupos. Discordâncias e conflitos são outra coisa, bem mais comum e mais complexa. Posicionamentos sócio-políticos e diferenças complexas que não são tão interessantes para quem não está realmente preocupado em entendê-las. Existe porém, quem tenha muito interesse em falar das rivalidades. Este assunto dão posts bombásticos e artigos chamativos em jornais. Discutir diferenças e encontrar caminhos é complicado, não movimenta blogs e não vende jornal.

Será que há mesmo essa tal rivalidade, ou trata-se apenas de membros de alguns grupos agindo em conjunto no sentido de não entender o que acontece entre eles? Seria engraçado pensar que a tal rivalidade seja uma invenção dos rivais, não seria?

Jornalista garoto-propaganda e a ética no jornalismo

Jornalista e publicidade: o jornalista é antiético ao vender produtos?



De acordo com o artigo terceiro do Código de Ética do Jornalista Brasileiro o exercício da natureza social da profissão deve zelar sempre pela verdade no relato dos fatos, pautando-se, portanto, pela apuração e divulgação correta das informações analisadas.

Mas seria possível um jornalista tornar-se um garoto propaganda de determinado produto em sua profissão? Até que ponto a relação do jornalismo com a publicidade, e seus interesses de mercado, pode ferir princípios éticos na busca pela veiculação exata do fato social ocorrido?
Juca Kfuri foi enfático ao ser questionado se um jornalista pode ser garoto-propaganda na reportagem Pelo Jornalismo sem Propaganda, feita pelo estudante de jornalismo e repórter Felipe Held: “Jamais. Não Pode.”

Na reflexão Caso Joelmir Beting, de Luiz Antônio Magalhães, o antagonismo entre jornalismo e publicidade é enorme. E cita como exemplo o jornalista Joelmir Beting quando tornou-se garoto propaganda do Bradesco e deixou de ser colunista do Globo e do Estado de S. Paulo: “O motivo do afastamento do agora ex-colunista é simples. Basta o leitor imaginar o que ocorreria se, durante a veiculação do comercial do Bradesco, estourasse um escândalo envolvendo justamente o produto que Beting anuncia. Isto não significa que não exista gente fazendo as duas coisas, até porque não é proibido por lei.”

Já para o próprio Joelmir, em sua crítica Posso Falar?, a ética do jornalista não pode se misturar com a ética e as políticas do veículo em que trabalha. Para ele o jornalista enquanto profissional construtor de idéias e conhecimento deve se orientar pela ética do jornalismo, por essa busca da verdade, já que a ética do veículo se orienta também de acordo com sua conveniência, muitas vezes mercadológicas. E diz ser possível separar jornalismo de publicidade já que ele não precisaria necessariamente seguir as normas de conduta dos veículos para os quais vende o seu produto.

Apesar do caso Beting não significa que fatos parecidos deixaram de ocorrer na imprensa brasileira. Na questão jornalista/garoto-propaganda, tivemos recentemente o Paulo Henrique Amorim num informe publicitário que apresentou uma fusão entre cervejarias. Milton Neves também já disse que a melhor cerveja era a Schincariol e tempos depois que a Brahma era a melhor cerveja.

O produto vendido pelo jornalista não atingiria diretamente a construção de seus textos, mas fere de uma certa forma sua credibilidade. Existe um limite distinto entre a publicidade e a notícia? Jornalismo e publicidade são totalmente antagônicos ou haveria um meio de conciliá-los?

No texto Novo Código de Ética, de Thereza Gerhard publicado em seu blog, na última Federação Nacional dos Jornalistas o conselho da imprensa, ao discutir a proposta de atualização do código de ética, foi preciso. E reforçou a necessidade de separar o jornalismo das campanhas publicitárias.

Fica aqui uma proposta de reflexão e um cutucão nos navegantes dessa web afora: Pode-se dizer que um jornalista, imparcial e objetivo, enquanto usa sua credibilidade para apoiar certo produto está sendo antiético?

Sim? Não?

O que falar de uma campanha publicitária feita por um jornalista/garoto-propaganda cujo lucro das vendas seja revertido para ações sociais solidárias?

A questão parece se apagar e reacender a cada novo caso.

Yahoo! adota o internetês para atrair mais jovens,... mas funciona?

Brincadeira do yahoo pode ser alternativa real?



Para atingir um publico alvo especifico, os veículos escrevem em linguagem específica, como o economês, o filosofês, o governês, o futebolês, o mediquês e o jornalês. Do mesmo modo, os jovens criaram uma linguagem especifica deles, o “miguxes" ou "internetes”.

No dia 1º de abril, o portal yahoo publicou, em sua home, o seguinte texto: A partir di hj o Yahoo! adotarah 1 linguagem colokial mais parecida kom o "miguxes", ou "internetes", q agrada mais ao público alvo do portal: os jovens.

A matéria foi criada como uma brincadeira pelo dia da mentira, 1º de abril. O que é interessante pensar é se não seria, de fato, o caso de se escrever o conteúdo webjornalístico de maneira a atrair os jovens, podendo-se até, utilizar esta ferramenta para atingi-los, da mesma maneira que as linguagens específicas do futebol, da economia e outras.

O que se deve analisar é se mais vale sacrificar a boa escrita e priorizar o conteúdo e a informação pública, ou se acima de tudo, deve-se priorizar o bom português e procurar outros meios para atrair os jovens.

Jornal Impresso com os dias contados?

Sexta-feira, 4 de Abril de 2008 Rumores apontam para o fim do Jornal Impresso


Na padaria, no banco da praça, na banca da esquina, no metrô, no ônibus, nas salas de espera e é claro, faz um par perfeito com o café da manhã. O hábito de ler jornais ainda está presente em qualquer lugar onde seja possível segurá-lo em mãos, fixar e correr os olhos por ele. Embora existam hoje várias formas de estar bem informado, através da internet, rádio e televisão, ainda há os que preferem ter o papel em mãos.

Existem muitos rumores de que a era digital, potencializará de tal forma o Jornal On-line que este tomará o lugar do Jornal Impresso. Adeptos do jornal impresso, ainda mostram uma certa resistência a essa nova tendência global. Dados do IBGE publicados, no ano de 2007, mostram que no Brasil existem atualmente 38 milhões de internautas, numa população de 190 milhões de pessoas provando que o acesso á internet de toda população, é algo ainda bem distante em nosso país.

Mas e quando esse dia chegar, será mesmo que o nosso velho e bom jornal impresso vai acabar com a proliferação da era digital? Essa mesma dúvida pairou quando surgiu o rádio. A novidade era algo estupendo, que ameaçou o jornal impresso, depois veio á televisão e de novo as interrogativas, agora era o rádio quem corria risco de extinção, porém se adaptou, tornou-se mais interativo, e continua até hoje sendo um grande braço da comunicação.

Existem públicos para todas estas mídias. A palavra chave é: adaptação. Desenvolver meios para alcançar as expectativas do leitor, que muda a cada geração e a cada novo invento. Muitas universidades inclusive já estão se readaptando para preparar profissionais capacitados que atendam as novas exigências do mercado. A Internet é mais uma importante ferramenta para inovação do Jornalismo. O momento é de transição. Mas não á ponto de substituir. Jornal Impresso, Rádio, Televisão e Internet todos podem e devem ser utilizados para complementar e potencializar o Jornalismo.