quinta-feira, 3 de abril de 2008

A morte do jornal impresso

A maioria dos jornais impressos mantém conteúdos na internet. Alguns desses alteraram a diagramação de suas versões de papel aproximando-se assim dos designs de sites. A Folha de S.Paulo criou uma página intitulada Folha Corrida - Notícias em 5 minutos, no qual há algumas notícias, as mais importantes ou “chamativas”, resumidas e com a seção e os números das páginas onde são encontradas na íntegra, como se fossem links. Possui também uma barra lateral com informações variadas, formato de sites de jornalismo. Os jornais online por sua vez criam vínculos com sites dos jornais impressos. As notícias divulgadas de uma forma ou de outra passam a dar uma idéia de credibilidade. No UOL há uma versão digital da própria Folha.

Porém de que vale mudar o visual se o conteúdo continua o mesmo? A forma de se noticiar é a mesma. As notícias são as mesmas. O jornalismo online automaticamente já possui sua carga de inovação, com sua rapidez e interatividade. O jornal impresso absorveu as características da linguagem instantânea, quase vertiginosa, do digital. O impresso se afunda nas próprias soluções, as que achou serem a alternativa para não morrer com o início da era digital. Isso é trazer notícias para as bancas de hoje de manhã o que já é notícia desde ontem na web e escrito com características semelhantes, só que com atraso de um dia.

Os profissionais devem estar atentos. Propor e elaborar conteúdos que se apresentem como uma nova forma de se fazer jornalismo impresso. Arriscar em empreitadas audaciosas que também se tornem a notícia no dia seguinte ou no instante seguinte. É importante lembrar que as instituições de ensino têm a finalidade de, além preparar o estudante para o competitivo mundo do trabalho, fazê-lo conhecer e pensar. Apresentarem oportunidades para os alunos criarem e elaborarem novos contextos divulgação de informações. Ter em suas bibliotecas os mais diversos tipos de jornais e revistas, não os mesmos periódicos que qualquer um tem acesso numa banca de jornal. O ensino poderia ser mais diversificado. O aluno deve analisar o passado e o compreender o presente para apresentar soluções para o futuro. Assim se começará a alcançar soluções reais para que em um futuro próximo “jornal impresso” não seja somente uma expressão numa busca no Google ou Wikipédia para um trabalho da escola, e sim algo que realmente faça diferença no dia-a-dia de todos.

Jornalismo "superativo"


As para-olimpiadas acendem o espírito olímpico em atletas que buscam índices para atingirem seus objetivos e se superarem. Durante o ano inteiro surgem histórias, relatos e indicios de que um atleta conseguiu bater mais um recorde mundial ou que ganhou mais uma medalha de ouro. Mas é praticamente impossivel um torcedor não se emocionar com tamanha dedicação e comprometimento profissional. Entretanto, estas histórias de vida só viriam à tona através de um mediador: o jornalista.


Ele é quem vai ter ,de certo modo, que ser o acompanhador
do atleta,ele que possivelmente saberá das limitações e dificuldades que ele passa ou já passou na vida.Tudo isso é um grande exercicio de superação,pois o jornalista tem o desafio de tornar evidente a vida de um para-atleta, sem perder a essência e sem envolver-se emocionalmente com uma pessoa que venceu o estigma da limitação fisica.De certo modo a vida de um jornalista consiste em ter que se adiantar aos problemas,o fato é que só sendo "super-ativo" para conseguir fazer o seu trabalho com dignidade,ou seja sem apelar para o sensasionalismo barato que os veiculos de comunicação enunciam.


Seria quase uma hipocresia dizer que o jornalista deve ser isento de valores,ao escrever a sua matéria ele exerce uma escolha,ou seja,emite um juizo de valor perante o que a população vai saber no dia seguinte.O problema é como falar de algo emocionante sem se emocionar,é como entrar em rio e não se molhar.Resolver este problema é muito dificil mas as técnicas jornalisticas vão ajuda o profissional a conseguir se superar mais uma vez.
Fontes: Jornal Página Um

A Briga Pela Audiência

A briga que beneficia

A edição de nº 2029 da Revista Veja traz em sua capa “A Guerra Entre Globo e Record” a evolução da televisão brasileira e o atropelo da Rede Record sobre o SBT. Os gráficos mostram a diferença de audiência entre as três emissoras, Globo 21, Rede Record 07 e SBT 6. A polêmica surgiu quando o empresário religioso Edir Macedo lançou o canal Record News em 2007, o primeiro canal só de notícias da TV aberta.

A reportagem mostra “a autobiografia fim de um silêncio de doze anos”. Traz a versão de Macedo sobre as polêmicas que cercam seu nome e a Universal e a política de guerra contra a Globo.

Nós, futuros jornalistas, temos que ficar contentes com a briga dos grandes, pois eles procuram investir em tecnologia e em novas contratações de funcionários, não só na área do jornalismo, como em outras programações: Novelas, Filmes, Esportes, Reality Shows e Programas de Auditórios.

O investimento que as emissoras vêm fazendo nesta área é fundamental para o mercado de trabalho. As brigas dos mega-empresários pela audiência acabam se tornando motivação para que eles invistam mais em novas tecnologias e na contratação de funcionários.

Jornalismo Investigativo

Jornalismo investigativo: Uma arma?



O jornalismo investigativo é facilmente associado a reportagens policiais. Entretanto, ele vai muito além. Apesar de casos como o do jornalista Roberto Cabrini que entrevistou Paulo César Farias em seu esconderijo na época em que era um foragido judicial, o jornalismo investigativo é constituido por uma ampla variedade de assuntos. Necessita de tempo e dinheiro.

Muitos programas televisivos são puramente investigativos, pois percebem as carências do público e as suprem em suas matérias. Este jornalismo pode criar uma ligação entre a ciência e a população, trazendo conhecimentos por meio de documentários e noticiando pesquisas.

O profissional que escolhe esta área precisa de : ética diante do que foi descoberto verificando a versão de todas as fontes envolvidas; bom senso na escolha do tema; competência para saber onde encontrar as informações necessárias com fontes fidedignas; responsabilidade na hora da interpretação e argumentação do que foi apurado; e saber comunicar de forma clara ao público o resultado.

O jornalista investigativo, por natureza é curioso, "fareja" por trás do que parece óbvio, olha e vê além. Ele se satisfaz na constante busca da verdade. Porém o jornalismo hoje em dia se tornou menos investigativo. O conflito de interesses impede que o repórter consiga mostrar ao público a real verdade. Talvez por isso o jornalista se acostumou em lutar apenas pelos interesses da empresa onde trabalha. Ou pior, simplesmente perderam o "olfato".

quarta-feira, 2 de abril de 2008


Jornalismo Infográfico

Infográficos: uma maneira a mais de noticiar


O mercado jornalístico vem se tornando cada vez mais competitivo, e isto se deve não somente ao fato do crescente número de profissionais na área, mas também aos recursos utilizados para se transmitir as notícias, muitas vezes cansativos e de difícil compreensão, especificadamente nos veículos impressos. Em meio a isto, novas técnicas vêm sendo adotadas e, dentre estas, a infografia, é uma de especial destaque.


A infografia significa a apresentação visual de dados, sejam estatísticos, sejam mapas ou diagramas, constituindo assim um ramo no jornalismo visual. Mas isto não quer dizer que qualquer ilustração seja uma infografia. Segundo Alberto Cairo, especialista em design e artes visuais, professor de jornalismo na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos e antigo diretor do departamento de infografia na edição "online" do "El Mundo”, para uma ilustração ser de fato uma infografia é preciso explicar algo, contar uma história, transmitir informação como uma notícia, enfim, é substituir a linguagem, trocar palavras por ilustração.


Embora este recurso atualmente seja ainda em grande parte de uso dos diagramadores, aparece agora também como uma especialização dentro do jornalismo, pois esta técnica não exige apenas profissionais com conhecimento tecnológico para construir infográficos, mas vai além, precisa de profissionais capazes de interpretar os acontecimentos, tarefa que o jornalismo necessariamente carrega consigo.

terça-feira, 1 de abril de 2008

O espaço virtual e as riquezas do webjornalismo

Com o crescimento do espaço virtual para a divulgação de notícias e informações, surgem mudanças na produção, emissão e recepção do discurso jornalístico veiculado através da Internet. Com o jornalismo digital surgem novos paradigmas tanto no fazer jornalístico como no modo de consumir a informação. Habitado especialmente por jovens, esse espaço virtual quando utilizado para o fazer jornalístico, proporciona ao internauta condições especiais de interagir com o emissor da mensagem e com as fontes, podendo redirecionar a informação segundo seus interesses, além de que ele possui um grande campo de pesquisa onde pode acessar inúmeros bancos de dados para complementar sua pesquisa. Há quem diga que o “html” é a mais nova linguagem do jornalismo, não descartando as outras mídias, porém dando um tratamento especial para a informação on-line e interativa.
Para os internautas este modo de fazer jornalismo é sem dúvidas muito interessante. Ao mesmo tempo em que buscam a informação, têm a oportunidade de redireciona-la à outros públicos, de acordo com seu próprio ponto de vista. É um avanço da modernidade, onde todos acabam sendo um pouco jornalistas da sua própria realidade. Embora com notícias semelhantes, pontos de vistas distintos, o que enriquece ainda mais o espaço virtual de pesquisa e o jornalismo on-line. E é justamente nessa diversidade de linguagens que o webjornalismo de diferencia das outras mídias.

Mas, se na tv ou rádio a ânsia pelo furo de reportagem é grande, na internet a pressa é ainda maior porque trata-se de sair na frente com “jatos” de informação, com pedaços de notícia, com atualização constante à medida que o fato está acontecendo. Munido de celular e câmera digital, o repórter ou a equipe transforma-se em unidade geradora de texto e imagem. Sendo assim o receptor recebe não apenas o cenário dos fatos, mas o texto com dados, números, detalhes etc explicando o que se passa. Isto é: A Internet vai além da TV quando une texto e imagem, transmissão ao vivo com reportagem impressa. Tudo isso somado ainda ao diálogo direto com o internauta, proporcionado através dos campos destinados à comentários, ou ate mesmo atribuição de notas para cada matéria ou artigo publicado.

Sensacionalismo x Dengue

Sensacionalismo a serviço da saúde brasileira?

Nas últimas semanas o assunto “dengue” é o mais falado entre as emissoras brasileiras. Cada uma, obviamente, trata a doença de uma forma e noticia o caos vivido no momento de acordo com linhas editoriais.
Na semana que passou, a Globo noticiou as tantas mortes causadas pela doença no estado do Rio como sempre faz com qualquer noticia: Um repórter bem vestido em um hospital da cidade fazendo um boletim com o diretor de saúde do local para mostrar o descaso com o atendimento e as providências em relação à dengue.
Enquanto isso, na Rede Record, que não nos livra da possibilidade de comparação, um apresentador falava sobre mesma notícia de uma forma, digamos, um pouco diferente: O próprio apresentador em um hospital público do Rio, com uma camisa branca por fora da calça e com as mangas dobradas, correndo desesperadamente de um lado para o outro, pegando pessoas e as incentivando a falar sobre a desgraça para que se consiga um atendimento. Tudo isso, sem falar na gritaria frente à câmera sobre a necessidade de balançar o Brasil para acabar com o descaso com a dengue. Nesse caso, sem o diretor do hospital que, por algum motivo supostamente desconhecido, não aceitou falar sobre o caso.
Em meio ao caos mostrado pelo apresentador da Rede Record, um segurança do hospital insistia em pedir que ele se retirasse repetindo a frase: “o senhor está sendo sensacionalista”.
Pois bem. Ele estava sendo sensacionalista. Contudo, a questão que deveria ser levantada está justamente nesse ponto.
Durante todo o tempo, o jornalista tenta fazer do seu jornalismo algo limpo, livre, imparcial e nada sensacionalista. E tenta agir dessa forma diante das mais diversas situações noticiadas.
Não é segredo para nenhum brasileiro que assista televisão a gravidade da situação no estado do Rio de Janeiro. Já foram confirmadas 67 mortes por conta da doença, já foram mostradas as dificuldades de impedir que o tal mosquitinho se espalhe e as dificuldades de atendimento aos pacientes.
Mesmo sendo dessa forma, a doença tende a se espalhar de forma assustadora. E a culpa é de quem? Alguns podem pensar: “Do governo, claro!”. Não, meu caro. A culpa é da população que ainda teima em facilitar as coisas para o tal mosquito.
E mesmo com tanta insistência em notícias sobre a doença, ainda se encontram casas e mais casas com focos da dengue.
Ao ver a matéria sensacionalista mostrada pelo jornalista que balança da Rede Record, uns mais pararam para pensar como a situação está realmente ficando preta e, sem dúvida, foram até o quintal para dar fim aos possíveis criadouros.
A questão central seria se o jornalismo sensacionalista não se encaixa perfeitamente em situações como essa, na qual os mais diversos veículos de comunicação teimam em informar, mas a população recebe tudo como se nada estivesse realmente acontecendo.
Não é válido mostrar a notícia de forma sensacionalista para que a população de fato acorde para o que acontece a sua volta? Não seria uma arma poderosa para a luta contra a dengue?
É válido jornalismo sensacionalista mostrando o fato de forma mais radical, como um tapa na cara daquele cidadão que insiste em deixar encher de água os trambolhos no quintal enquanto ele se enche de cerveja no sofá da sala?
É válido, sem dúvidas. Não pode insistir em time que está perdendo. O jornalismo pode ser uma ferramenta a serviço do povo e da saúde. Se o modo convencional não ajuda e não faz com que a população acorde para a realidade, é necessário investir em outra forma para que a população de fato entenda que ninguém está a salvo. Não é somente o vizinho que está sujeito. Todos estão. E é preciso entender isso. Se de uma forma mais convencional não ajuda, que seja de outra, um pouquinho mais incisiva. E ponto.