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segunda-feira, 9 de junho de 2008

A CONDENAÇÃO DO JORNALISMO INVESTIGATIVO




Suellen Martins

O jornalismo investigativo, segundo Felipe Pena em Teoria do Jornalismo, "busca a informação primária, seu objetivo é transitar pelos bastidores das notícias, arrancando o véu opaco de acontecimentos obscuros, cujo os protagonistas fazem de tudo para escondê-los", como benefício o jornalismo investigativo deve trazer a tona grandes investigações e promover uma discussão dentro da sociedade.
O jurista Ives Gandra da Silva Martins, em entrevista ao Fórum Nacional de Comunicação & Justiça, diz que, "a pior condenação não é a da justiça, em que se pode se defender num processo, e sim da imprensa na qual seu nome aparece numa manchete e o desmentido, quando ocorre, é em letras miúdas no pé de página".
Todos são inocentes até que A JUSTIÇA, prove o contrário, então não fica a cargo do jornalista acusar ou defender alguém, cabe ao jornalista informar os fatos e deixar que os Juristas batam o martelo, afinal eles tem por obrigação julga-los.
A relevância do jornalismo investigativo, feito de forma precisa e com o intuito de informar e denunciar é sem dúvida mais um elemento de defesa da sociedade, mas a ressalva para que isso seja feito de forma responsável e legal, não ultrapassando os limites do qual o jornalista se propõe.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Jornalismo investigativo vs tortura

A tortura e sua forma de expressão

O fotógrafo e o motorista, do jornal O Dia, foram surpreendidos por dez homens, armados e com máscaras, quando chegavam ao Largo do Chuveirão para tomar cerveja com moradores locais. O grupo, então, foi buscar a repórter, que estava em casa. Os crimes ocorreram no dia 14 de maio, mas a direção do jornal informou que adiou sua divulgação para não atrapalhar as investigações policiais. Eles foram mantidos em cárcere privado por sete horas e meia, sendo agredidos com socos, pontapés, choques elétricos, sufocamento com saco plástico e roleta russa.

O jornalista da TV Diário, sofreu um atentado dia 15 de maio. O carro que o repórter dirigia foi fechado por outro carro, de onde vieram os tiros.

Dois atentados contra jornalistas investigativos. Não foram os primeiros, casos como de Tim Lopes e de Vladimir Herzog são conhecidos. O jornalismo investigativo não pode se abater com coisas desse tipo, mas como agir? O jornalista tem que saber enfrentar acontecimentos do gênero. Tomar o máximo de cuidado ao fazer a apuração das investigações é o principal.

Casos como esses e tantos outros que acontecem todos os dias não podem ser esquecidos nunca. Eles servem para lembrar que existem, sim, jornalistas sérios que , não se abatem com tantos perigos, que tem sede da verdade, e não têm medo de de contá-la a todos.

Sim, o jornalismo investigativo é difícil, e talvez por isso, uma das mais fascinantes áreas do jornalismo, que tem que ser tratada com muita seriedade, sem se importar com jogos de interesses.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Jornalismo Investigativo

O jornalismo investigativo é uma espécie de “quebra cabeças”.

As reportagens que causam maior impacto nos veículos de comunicação são as realizadas através do Jornalismo Investigativo. A máxima do “quem”, “quando”, “onde”, “como” e “por quê” são muito evidenciadas nesta forma de jornalismo, pois é necessário ir a fundo nas pesquisas, ou seja, em busca de dados concretos que vão esclarecer o assunto, seja ele de caráter de denuncia ou não.

Giovani Grizotti, Porto Alegre (2000) cita no seu trabalho uma relação que Robert Greene, Idealizador do Investigative Reporters and Editors faz com a atividade jornalística. No qual compara com a composição de um quebra-cabeças. "O repórter tem que trabalhar com peças que estão dispersas e muitas vezes ocultas por interessados. Sua missão, portanto, é juntá-las para mostrar como se comportam algumas pessoas ou instituições públicas ou privadas em uma sociedade em crise. As peças podem ser obtidas pelo repórter ou chegar a sua mão por fontes anônimas ou não. Nos dois casos, a perseverança e a curiosidade são a chave para apreender uma informação que poderia ser passar despercebida a outros.”

O risco que passa o repórter, ao fazer “trabalho de polícia” é um fator preocupante. Fato que ilustra esse tipo de situação é a morte do jornalista Tim Lopes, quando investigava o tráfico de drogas e a prostituição infantil em uma favela do Rio de Janeiro. Portanto, o jornalista tem que ter ciência dos riscos que irá enfrentar, pois nem sempre terá a proteção almejada. Muitas vezes irá agir por si só e, com certeza, terá que arcar com as conseqüências.
O jornalista investigativo, por natureza é curioso, "fareja" por trás do que parece óbvio, olha e vê além. (...) Porém o jornalismo hoje em dia se tornou menos investigativo. O conflito de interesses impede que o repórter consiga mostrar ao público a real verdade" diz Rebeca Noronha.
Desse modo entende-se que para que a conclusão da notícia seja satisfatória e para não correr riscos de se cometer injustiças ao divulga-la, é necessário que o jornalista esteja sempre em busca da verdade. Pois a função do jornalista é de representar a sociedade, expondo e esclarecendo quaisquer fatos que seja de interesse social com capacidade, isenção, ética, senso crítico para conseguir ‘enxergar’, analisar e denunciar os fatos.

domingo, 20 de abril de 2008

28 recomendações para uma reportagem investigativa

Livro ensina como investigar empresas, governos e tribunais


A Folha lançou neste mês um guia de jornalismo investigativo. O livro "Anatomia da Reportagem - Como investigar Governos e Tribunais" do repórter Frederico Vasconcelos trás orientações que podem evitar processos e complicações ao autor do texto, além de dicas de comportamento ético quando se trabalha com temáticas tão delicadas.


Os conselhos vão desde a formulação da pauta até depois da publicada a matéria. Segundo a seleção de 28 recomendações, o autor ensina: "antes de iniciar uma investigação, esteja certo de que a publicação para a qual trabalha tem interesse no tema e disposição para enfrentar resistências e coibir pressões. Esse cuidado aparentemente óbvio evita frustrações, desentendimentos posteriores com chefias e constrangimentos que poderão ser evitados".


Como exemplos o jornalista revela os bastidores de suas matérias veiculadas pela Folha de São Paulo, onde mostra que produzir matérias investigativas é um trabalho coletivo que envolve profissionais de diferentes áreas, além de rigor e disciplina no trato da informação.


Para encerrar suas dicas, o autor ressalta que "deve-se estabelecer como meta realizar reportagens tão bem apuradas e equilibradas que desestimulem desmentidos, no dia seguinte, ou ações judiciais no futuro. Se, depois desses cuidados todos, ficar comprovado o erro, o jornalista deve admitir o fato com naturalidade e honestidade e assumir sua responsabilidade.


Via: Folha de São Paulo

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Jornalismo Investigativo

Jornalismo investigativo: Uma arma?



O jornalismo investigativo é facilmente associado a reportagens policiais. Entretanto, ele vai muito além. Apesar de casos como o do jornalista Roberto Cabrini que entrevistou Paulo César Farias em seu esconderijo na época em que era um foragido judicial, o jornalismo investigativo é constituido por uma ampla variedade de assuntos. Necessita de tempo e dinheiro.

Muitos programas televisivos são puramente investigativos, pois percebem as carências do público e as suprem em suas matérias. Este jornalismo pode criar uma ligação entre a ciência e a população, trazendo conhecimentos por meio de documentários e noticiando pesquisas.

O profissional que escolhe esta área precisa de : ética diante do que foi descoberto verificando a versão de todas as fontes envolvidas; bom senso na escolha do tema; competência para saber onde encontrar as informações necessárias com fontes fidedignas; responsabilidade na hora da interpretação e argumentação do que foi apurado; e saber comunicar de forma clara ao público o resultado.

O jornalista investigativo, por natureza é curioso, "fareja" por trás do que parece óbvio, olha e vê além. Ele se satisfaz na constante busca da verdade. Porém o jornalismo hoje em dia se tornou menos investigativo. O conflito de interesses impede que o repórter consiga mostrar ao público a real verdade. Talvez por isso o jornalista se acostumou em lutar apenas pelos interesses da empresa onde trabalha. Ou pior, simplesmente perderam o "olfato".