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terça-feira, 15 de abril de 2008

Um minuto de silêncio

Um minuto de silêncio, por favor!


O drama criado pela imprensa sobre o caso Isabella Nardoni tem se mostrado digno uma novela das oito. De tempos em tempos, a imprensa explora casos desta natureza exaustivamente oferecendo, a conta-gotas, cada episódio ao público. Diante deste cenário uma pergunta é inevitável: por que, em meio a tantas notícias, essa se destacou?
Não se fala em outro assunto nos noticiários, desde o Bom dia Brasil até o Jornal da Globo a disputa segue palmo a palmo a cada nova informação. No último domingo, Globo e Record travaram uma guerra para ver quem apresentava mais dados sobre o caso e até Ana Maria Braga explorou até a última gota, a morte da menina.
Diariamente, casos similares ocorrem no mundo todo, entretanto, fatos como este, fogem ao padrão ‘aceitável’ estabelecido por nossa cultura, por envolver uma família de poder econômico relativamente alto. Assim, se Isa caísse da janela de um dos prédios do complexo habitacional Singapura, talvez sua morte não passasse de uma simples nota de algum telejornal vespertino.
Será que não convém aos meios de comunicação, refletir sobre a melhor maneira de informar sem extrapolar com o sensacionalismo? Que tal um minuto de silêncio da imprensa, para respeitar morte a pequena Isabella?

domingo, 13 de abril de 2008

Showrnalismo

Um estudo do sensacionalismo na imprensa.

O jornalismo sensacionalista trabalha com o psicológico e emotividade das pessoas, através da forma com que são apresentadas as informações, é uma espécie de entretenimento, ele acaba perdendo seu valor real de informação e vira banalização, sem ética, bom senso e qualidade.
Porém no Brasil são poucas as pessoas que procuram assistir o noticiário para seu "próprio entretenimento", para adicionar algo de importante na sua vida. Programas como novelas tem mais audiência que o telejornal que acaba dois minutos antes de começar a novela, então, não se pode dizer que não se vê jornal por falta de tempo, e sim por falta de vontade.
De alguma forma esse "Showrnalismo" chama a atenção das pessoas e por mais incorreto e antiético que seja informa, de forma inadequada, mas não deixa de mostrar o que acontece. Cabe aos telespectadores decidirem o que é bom ou não para si, e avaliar até que ponto a informação é verdadeira.
E quanto a os jornalistas, a nova geração deve tentar reverter esse excesso de teatro nas informações, para amenizar o sensacionalismo, já que extrai-lo de vez é quase impossível, porque não depende só do emissor, mas também do receptor.