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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Política na web

Perfis de candidatos no site Twitter: cada vez mais em busca de eleitores

A propaganda política para as Eleições deste ano terá várias restrições. A legislação eleitoral permitiu ouso da internet como instrumento de veiculação de propaganda política, porém muitas ações inovadoras no ambiente on-line não estão previstas na legislação eleitoral.
Apesar da restrição do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que só permite a propaganda eleitoral na web nos sites oficiais de campanha, a busca pelos votos dos internautas invade sites, blogs, flogs, vídeos veiculados no Youtube, redes sociais como Orkut e também o Second Life.
Existem muitas controvérsias quanto a isso, desde o começo das campanhas eleitorais muitas decisões foram tomadas quanto à veiculação dos produtos eleitorais neste meio, mas até hoje nenhuma delas foi realmente “trágica” o que leva cada vez mais os candidatos, a usarem e principalmente abusarem deste meio.
Nos Estados Unidos, por exemplo, esse tipo de propaganda foi muito popular.Um grupo de artistas norte-americanos, entre cantores, atletas, músicos e estrelas de cinema, gravou um vídeo musicando um discurso do senador Barack Obama O vídeo, veiculado apenas no Youtube, já ultrapassou a marca de 6 milhões de views. Não foi feito por Obama, não conta com a participação de Obama e reflete pura e simplesmente o voto de alguns formadores de opinião da sociedade americana. Da mesma maneira como Roosevelt foi o presidente que descobriu o poder do Rádio, e Kennedy o da televisão, alguns cientistas políticos acreditam que Obama, se eleito, poderá ser o presidente que “descobriu” o poder da Internet para mobilizar diretamente os eleitores.
Em São Paulo, os principais candidatos à prefeitura já iniciaram a batalha judicial para evitar o que consideram excessos.
O primeiro a se manifestar foi o atual prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM). Sua coligação entrou com representação contra a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) por conta de vídeos no site tucano que estavam hospedados no Youtube. A Justiça Eleitoral aceitou a ação e determinou a retirada dos vídeos, que passaram a ser hospedados no próprio site de Alckmin.A campanha de Marta Suplicy (PT), por sua vez, também recorreu à Justiça para que Kassab retirasse do seu site de campanha links que remetiam o internauta a páginas fora do oficial. Mais uma vez, os juízes aceitaram o pedido.No entanto, uma busca pelo nome da candidata petista no Orkut, a pesquisa mostra mais de 500 perfis como sendo da ex-ministra. As buscas por nomes de Alckmin e de Kassab também mostram resultados expressivos.Até em supostas novidades da web, como o miniblog Twitter, são usados como "arma" para angariar mais votos para os candidatos. Marta e Alckmin possuem suas contas no site.
Concerteza, mais uma vez, a internet esta tendo um papel muito importante nessas eleições, afinal é a forma mais democrática de omitir opiniões.


quarta-feira, 9 de abril de 2008

Propaganda política na Internet




O Brasil está em ano eleitoral. Propaganda política na Internet, ou em qualquer outro lugar, é proibida até seis de julho e volta a ser proibida 48 horas antes do processo eleitoral que ocorre em cinco de outubro. Sites de partidos e de políticos são permitidos antes de seis de julho, porém não podem conter pedidos de votos e nem número do candidato na página. E quanto aos debates e chats com candidatos online como ficam? São permitidos?

Segundo Patrícia Peck, advogada especialista em direito digital, mais importante que pensar na mídia em que esse tipo de situação pode ocorrer é pensar no conteúdo. Patrícia diz que se um candidato em qualquer situação, inclusive em chats ou em debate online, pedir votos ou fazer menção ao seu número de concorrente antes de seis de julho isso é considerado propaganda ilegal. Outro fator que poderá dificultar a propaganda política na web é o parecer do TSE que veda durante o período eleitoral aos candidatos às eleições municipais a publicação de propaganda em blogs, spams, e-mails, participação no Second Life, e a veiculação em sites de vídeo, como o You Tube. De acordo com o parecer o motivo da proibição é a falta de leis específicas para tratar do assunto.

Portanto os profissionais da informação, não só os do mundo virtual, necessitam estar atentos aos candidatos para identificar quem desrespeita a legislação. Devem ser prudentes, com relação a políticos e seus partidos, todos os anos, meses e dias. E depois, com invenção da Internet e sua popularização, ficou mais prático e fácil informar a todo instante. Os jornalistas devem aumentar o nível de consciência política do eleitorado, independente do meio utilizado, e também torcer para que com as devidas informações a população brasileira faça, na frente da urna, o melhor para seu próprio futuro.

quinta-feira, 27 de março de 2008

A importância do jornalismo em ano eleitoral

Em 2008 serão eleitos prefeitos e vereadores em todos os municípios brasileiros

Em época de campanhas eleitorais, a televisão se enche de propagandas milionárias que constroem o marketing pessoal dos candidatos. Embora os programas eleitorais vendam uma bela imagem, o conteúdo de boas idéias fica um pouco a desejar. Aos jornalistas cabe a função de desmistificar as propagandas mágicas e mostrar quem realmente é o candidato.


O simples jornalismo declaratório não é o bastante. É necessário um aprofundamento maior na vida do candidato e no plano de governo. Além disso, o oposto é também importante. Ouvir o outro lado. As queixas, identificar carências, e cobrar solução dos candidatos é de extrema relevância. Precisamos deixar de nos preocupar com o espetáculo e dar prioridade para a informação.


Quando algum escândalo político chega à imprensa, os envolvidos sempre culpam os jornalistas afirmando que os mesmo invadem sua privacidade, Outra reclamação é a que a mídia aumenta fatos a fim de vender as notícias. Realmente existem alguns profissionais da área de comunicação possam faltar com a ética jornalística, porém isso não é desculpa. Se algo foi dito ou realizado deve ser informado a população.


O jornalismo de registro, pobre e simplificador, oculta a verdadeira dimensão do fato.