Ana Rita Fonteles, pesquisadora e jornalista formada pela Universidade Federal do Ceará (1998) e mestrado em História Social pela Universidade Federal do Ceará (2002). Atualmente é doutoranda em História da Cultura pela UFSC. Ela publicou recentemente Carmen da Silva - O feminismo na imprensa brasileira. Nesta obra, a autora busca recuperar a trajetória de vida e os caminhos profissionais traçados pela mais influente jornalista da imprensa feminina no Brasil.
Os temas polêmicos para a época debatidos por uma mulher, possuíam mais credibilidade para suas leitoras. A revista Cláudia (Editora Abril), na qual Carmen escreveu interruptamente de 1963 a 1984, era escrita por homens, os quais jamais conseguiriam entrar nas profundezas da mente feminina. Carmem conseguiu despertar a atenção do público feminino através de textos, e tornar-se uma intermediária de todas as mulheres ao escrever sobre as dúvidas e opiniões do universo feminino. Isso a tornou um dos símbolos da modernização da imprensa e da sociedade brasileira contemporânea e uma valiosa contribuição no jornalismo feminino brasileiro.
Os temas polêmicos para a época debatidos por uma mulher, possuíam mais credibilidade para suas leitoras. A revista Cláudia (Editora Abril), na qual Carmen escreveu interruptamente de 1963 a 1984, era escrita por homens, os quais jamais conseguiriam entrar nas profundezas da mente feminina. Carmem conseguiu despertar a atenção do público feminino através de textos, e tornar-se uma intermediária de todas as mulheres ao escrever sobre as dúvidas e opiniões do universo feminino. Isso a tornou um dos símbolos da modernização da imprensa e da sociedade brasileira contemporânea e uma valiosa contribuição no jornalismo feminino brasileiro.
Hoje em dia, o foco dos textos direcionados às mulheres não possuem, na maioria das vezes, a característica de tratar de problemas e pensamentos femininos. Ao contrário, são apostilas que ensinam como as mulheres podem dominar os homens ou transformarem-se em objetos perfeitos para eles. Talvez os jornalistas atuais e os do futuro possam aprofundar-se um pouco mais nas dúvidas e anseios femininos sem preocupar-se somente em “vender” a imagem de mulher perfeita.
