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sábado, 16 de maio de 2009

Jornalismo Colaborativo: Um novo desafio para os Jornalistas


A notícia produzida pelo cidadão comum
Com o desenvolvimento tecnológico dos últimos anos e a popularização da internet o Jornalismo online surgiu tendo como a sua principal marca o imediatismo. Essa nova forma de informar se popularizou e ganhou status entre as grandes redes de comunicação que passaram a usar mão desse recurso para atrair cada vez mais leitores/expectadores/ouvintes. A internet propôs desafios para quem faz a notícia, questionado o uso do lead e da pirâmide invertida no cyber espaço, e defendendo o uso de hiperlinks e textos curtos e objetivos. Outra grande polêmica que ela trouxe com a sua ascensão foi o papel do jornalista na concepção da notícia.
O jornalismo Colaborativo, ou Open Source, é aquele onde quem recebe a notícia também é capaz de produzi-la. Em outras palavras, são as pessoas pegando suas máquinas fotográficas ou celulares e saindo para filmar ou fotografar aquilo que para eles é digno de notícia, e depois mandando para grandes portais da rede, onde ficam disponíveis para os outros internautas. Ai que está a grande questão: Se os próprios usuários podem produzir conteúdo, qual seria o papel do jornalista nesse novo jornalismo online?
Ana Maria Brambilla, jornalista, mestre em Comunicação e editora assistente de conteúdo colaborativo na Editora Abril, citou em um de seus artigos uma possível saída para os jornalistas: “como uma alternativa para a reorganização dos papéis entre os interagentes deste cenário,aconselhando que jornalistas sejam responsáveis por reescrever os artigos, adaptando as informações de base, fornecidas por qualquer internauta, aos parâmetros jornalísticos de texto sustentados pela imparcialidade e pela objetividade”. A autora ainda defende em outro artigo que o Jornalista não pode ser o único dono da palavra, e que os colaboradores da notícia não devem ser vistos como inimigos, mas sim como aliados.

Dessa forma, podemos acreditar que o Jornalismo ainda continuará tendo um importante papel no ambiente virtual. Porém, mudanças e adaptações serão necessárias para que o Jornalismo Digital possa evoluir. Assim como existem a linguagem radiofônica e a linguagem televisiva, o texto para um jornal online não podem ser igual ao visto no jornalismo impresso. E o comportamento do profissional de cada área tem que ser distinto também. E por que não aproveitar a interatividade que a internet oferece para ter conteúdo exclusivo e de quem está vivenciado o fato? O jornalismo colaborativo exige dos profissionais da área aquilo que eles sabem fazer de melhor: averiguar fatos, editar textos, e criar notícia de forma que prenda a atenção de quem vai ler. O Open source veio para revolucionar a maneira de como se fazer Jornalismo, e exigir que os profissionais de mídia tornem o noticiário cada vez mais atrativo e interativo. Afinal, se os leitores não gostarem, eles mesmos poderão fazer o seu próprio jornal....

sábado, 27 de setembro de 2008

Estudantes de Jornalismo Podados



Opressão contra ideais dos estudantes

<ensaios narrativos>

Ao longo de quatro e duros anos de faculdade ouvi dizer que uma das coisas mais importante para o jornalista é ter opinião, e expor isso para os demais. No entanto acredito que o aspirante a jornalista é um tanto quanto podado dessa função primordial ainda quando está na faculdade. Nossa liberdade de expressão se baseia em expressar aquilo que lhes parece mais conveniente, um exemplo que vem acontecendo recorrente são as agências experimentais.

O aluno pode se expressar, pesquisar, abordar tudo que lhe parecer mais agradável, porém, somente se isso diz respeito ao 3º setor. Há dois anos fazemos matérias para TV, Rádio, Impresso e Web abordando assuntos do chamado 3º setor. Não que essa abordagem não tenha importância ou relevância no campo jornalístico, mas enfim, ela deveria ser melhor organizada, uma vez que somos submetidos a fazer determinados trabalhos, e isso se torna maçante, e o vigor com que a reportagem é feita se torna mínimo.
Manter o aluno a mercê de um trabalho para fins subjetivos da faculdade faz com que não desenvolvamos o trabalho com empenho e satisfação, tornando-o somente uma tarefa obrigatória para cumprir as atividades determinadas pelo curso.

As primeiras matérias sobre o
3º setor não pareciam tão desgastantes assim, até mesmo porque não sabia que a saga se repetiria por dois anos, enfim, o tempo foi passando e agora me tornei uma caçadora de pautas de organizações sem fins lucrativos e não governamentais, até que hoje chegamos ao ponto de fazer um raio-x sobre o terceiro setor de Atibaia, acredito que é um raio-x porque já havíamos encontrado tudo que podíamos, e agora temos que fazer um estudo "ainda mais" profundo sobre um tema do qual nós nem ao menos temos noticias factuais, o que fazemos é achar um objeto, pautar e especular sobre o assunto, que no fim acaba sendo de cunho somente informativo, e para ser bem sincera um tanto quanto repetitivo.

Falo isso tudo a respeito do que sinto e acredito, e do que achei que a faculdade seria e do ela realmente é. Dizem que o que faz uma faculdade são seus alunos, mas o que pensar uma vez que a mesma impossibilita de certa forma que o aluno seja ele mesmo? Me refiro aos alunos que se limitam a mostrar temas abordados infinitamente, enquanto são podados de oferecer pautas que lhe tragam mais tesão para desenvolver e adquirir um compromisso não somente social, mas também emocional, de expor suas idéias e compartilhar aquilo que é realmente importante para ele.

Em uma sala de aula com média de vinte e cinco alunos, são imensas as possibilidades de se discutir e abordar coisas diferentes, que para cada um tem um papel importante em sua vida, seja Cultura - cenário underground, Esportes, Musica, Moda, Religião, Games até mesmo sobre Bombas atômicas. Tudo isso é um desperdício de potencialidades, e no lugar disso nos prendemos a divulgações e explorações de alguns organizadores.

Nada pessoal, mas isso tudo nos torna jornalistas objetivos e não de opinião, nisto estou sendo desonesta comigo mesma, um trabalho mecânico não faz com que eu me desenvolva e cresça jornalisticamente falando, digo que a pratica e o mecanismo não são as mesmas coisas, sair a campo, fazer entrevistas, escrever textos pré-fabricados é mecânico demais, ainda mais porque os assuntos abordados são indiferentes à minha opinião e emoção.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Os blogueiros também são jornalistas?

Bloggers são tratados como profissionais de comunicação

Com o número crescente de blogueiros e a alta influência na formação de opinião pública, as empresas têm voltado os olhos para essa nova profissão. Muitas vezes a relação que as instituições buscam ter com eles é semelhante a que se tem com os jornalistas. Pesquisa feita nos Estados Unidos ajuda a compreender essa relação.

Os dados revelados apontam como é importante lidar com blogueiros de maneira profissional. Uma vez por dia, ao mínimo, 42% dos bloggers recebem releases. Em parte do estudo
foi apontado que 32% dos blogueiros acreditam que devem ser tratados como jornalistas e para 36% o tratamento não faz diferença.

Para 58% dos profissionais de relações públicas, os blogueiros não são jornalistas, porém entendem que a abordagem feita aos bloggers deve ser igual a que é feita a um jornalista.

Além dos jornalistas-cidadãos, também existem os blogueiros querendo entrar na profissão. Os profissionais de comunicação devem dar atenção a essa pesquisa.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Número de jornalistas-bloggers é grande

Jornalistas se dedicam a blogs

Das centenas de jornalistas ibero-americanos que têm um blog, 89% defendem o ‘jornalismo dos cidadãos’. O resultado é de uma pesquisa publicada pela revista acadêmica Dialogos de La Comunicacion, editada pela Federação Latino-americana de Faculdades de Comunicação Social (FELAFACS).

Segundo o estudo, os jornalistas-bloggers são, em geral, jovens do sexo masculino. São 75% de pessoas com idade inferior a 40 e apenas 30% correspondem às mulheres. Desse mercado, 91% cursaram jornalismo. Porém, quase metade acumula o jornalismo com outros trabalhos ligados à imprensa, além da universidade.

Para 48% o blog é um trabalho jornalístico e três a cada quatro pessoas consideram que, no blog, podem praticar o jornalismo de opinião. 57,1% admitem praticar um estilo livre de redação.

Certamente para esses jornalistas é mais um momento de lazer. A satisfação de escrever não é limitada pela quantidade de caracteres e o lugar é propício para expressar a real opinião do blogger sem se preocupar com a censura de um editor.


Via: Jornalismo & Comunicação