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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Estadão permite sondar promessas de políticos

Protocolo de acesso às promessas políticas
Texto de Rodrigo Savazoni, capturado e postado por Marcos Palácios no Gjol, mostrou que o Estadão organizou um bando de dados —especial eleitoral do Estadão.com— que permite checar as promessas dos políticos.Esta idéia houvera sido exposta pelo editor do Folha Online no evento que ocorreu entre 9 e 11 de setembro, no MediaOn, no Itaú Cultural, sob o mote " Jornalismo online e as eleições.

A reportagem do webjorsuperação estava lá e ouviu ao vivo em uma palestra, mas o Estadão parece ter acionado isso primeiro. Pelo tempo que vai do evento até a publicação da postagem, o tempo seria extremamente curto para amealhar tanta informação, ou então o Estadão está com uma equipe sagaz ao extremo. Por outro lado, o que chama a atenção é o furo que o Estadão acabou dando na Folha.

Recebendo notícias via feed, o webjorsuperação foi até o Gjol e postou o comentário (abaixo) dessa hipotética porém não coincidente associação do que fora dito no evento e do que o jornal materializou, tal como mostra a imagem deste post.
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1 Comments:

Blogger webjorsuperacao said...

Xiiiii o Estadão furou a Folha Online.
Eu ouvi no MediaOn(jornalismo online e Eleições), por meio do editor o Folha Online, que eles estavam montando um Banco de Dados como esse.
Pois é! Tinha alguém do Estadão no evento e agiram rápido ou a tempo.
Vamos ver o que a FolhaOnline vai fazer.
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@_@"
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10:57 AM

terça-feira, 18 de março de 2008

O web jornalismo X o Jornalismo publicado na Web

O webjornalismo deve ser feito para atender a um publico alvo específico com suas características

Grande parte do conteúdo jornalístico da web, na verdade não é webjornalismo. O que se faz é publicar na web, textos artigos e documentos escritos para a mídia impressa. Isso não é webjornalismo, mas sim, uma versão eletrônica do jornalismo tradicional.

Esta prática é muito usada pelas empresas que possuem uma área de seus sítios destinada à informação – noticia – mas que não criam, não instruem nem orientam suas equipes no sentido de criar o verdadeiro webjornalismo, constituído de todos os recursos que lhe fornece sua tão distinta característica.

O bom webjornalismo pode gerar um considerável retorno à empresa e, certamente, gerará muito mais interesse ao internauta, o que fará com que este visite mais a página. Dentro do conceito capitalista que nos cerca, certamente o verdadeiro webjornalismo criará para a empresa uma ferramenta de promoção barata e eficaz e, além disso, justificará o pequeno investimento para sua criação.

Nem todos os sites de noticias trabalham com o jornalismo da web. Há sites especializados em oferecer aquilo que está no impresso, ou na televisão, como é o caso do site radiobras, que oferece, diariamente, a relação do conteúdo das capas dos principais jornais do país. Isto também é prestação de serviço e é, certamente, uma ferramenta muito importante. No entanto, deve-se observar que este sitio tem este propósito, e nenhum outro, não sendo necessário, assim, que ele publique um conteúdo criado especialmente para a web.

Da mesma forma, os sítios noticiosos que tem como objetivo a instantaneidade da informação, não tem tempo nem disposição para trabalhar o conteúdo para a web, conferindo-lhe características midiaticas.

Como relacionado no artigo JOL: velocidade e qualidade devem andar juntas de Nina Regato, com o desenvolvimento da web e, consequentemente, do webjornalismo, a pressa de alguns sítios para oferecer a noticia primeiro supera a oportunidade de criar um conteúdo mais desenvolvido que ofereça mais opções de navegação, porém, este é o objetivo destes sítios e é o porque deles existirem. Em um segundo momento, caberá a agência selecionar as matérias que tiverem real importância e, ai sim, desenvolver seus conteúdos. Em hipótese alguma, no entanto, o webjornalismo poderá ignorar a atenção na apuração de dados e/ou na estruturação da matéria, em função da instantaneidade.

Surge ai, uma nova problemática: O webjornalismo enquanto noticia atual e ágil e o webjornalismo enquanto noticia com recursos multimidia.

De um lado, temos as grandes agências de jornalismo na web que oferecem as “últimas notícias” e estas, geralmente, não contam com recursos multimidia. Sua real função é informar o internauta sobre o que acontece, no menor tempo possível. Neste nincho, temos a interminável corrida pelo publicar primeiro.

De outro lado, o Estadão oferece, em sua página da web, esta construída com este sentido, um conteúdo com recursos próprios da web, como os famosos TAGS, com a possibilidade de modificar o tamanho da letra do texto, do internauta postar seus comentários, tudo de maneira fácil e prática, fomentando assim a máxima interação do veículo com o internauta.

A página inicial do portal oferece o maior numero de informações, sendo toda ela constituída de conteúdo hiperlinkado, inclusive fotos. Ela oferece todo o tipo de informação e de formatos possíveis. Oferece links para os mais diversos veículos da agência, oferece vídeo, blog, e-mail, radio, podcast, RSS, tags, últimas notícias, enfim, tudo o que se pode quer.

Este seria o ideal de webjornalismo? Será que a constante utilização de TODOS os recursos que a web oferece é o ideal e o futuro do webjornalismo?

Creio que não. Acredito que o Estadão é, de fato, um portal jornalístico que oferece tudo o que se tem de atual, dentro de seu propósito, mas isto não impede que outros sitios ofereçam a oportunidade de o leitor consultar na web, o impresso de sua preferência, sem modificações, como é o caso das revistas da Editora Abril, que podem ser lidas da mesma maneira que na versão impressa (dá até para virar as páginas).
O importante não é seguir a tendência e utilizar todos os recursos que uma mídia oferece. O importante, na minha opinião, é que se utilize o máximo de uma mídia, mas sem esquecer o propósito de seu produto. Se o intuito é se oferecer a revista impressa na web para o leitor, que se crie um site em Flash, mas que se mantenha seu formato, suas características, que não se introduzam conteúdos e links que não interessam a seu público.