segunda-feira, 24 de março de 2008

Jornalismo cidadão em Campo Grande

Cidadãos noticiam em site no Mato Grosso do Sul

O portal de notícias de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, criou um espaço no site para colaboração dos leitores, Repórter News, no qual os leitores escrevem, enviam fotos e vídeos sobre fatos importantes que aconteceram no Estado.

O “jornalismo cidadão” começou a ser adotado pelo Campo Grande News na quinta-feira, 20 de março. Somente no primeiro dia o portal recebeu quatro matérias, uma com vídeo e outras três com fotos. Para colaborar, o internauta deve preencher um cadastro simples. Nas próximas vezes que entrar no site basta fazer o login e remeter textos, imagens ou vídeos.

Com a iniciativa, o Campo Grande News se mantém atualizado com as notícias feitas por cidadãos, além de interagir com os leitores. Talvez tenha sido a solução encontrada para agradar mais ao público. Porém, não se pode sair divulgando fatos sem averigüação. Um jornalista competente com certeza deve ser responsável pela tarefa para não comprometer a credibilidade do portal regional.


Via: Jornalismo & Internet

Políticos: desrespeito à lei e à democracia

Políticos de partidos de direita e de centro são 'donos da mídia' nacional

Segundo dados apurados pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação – Epcom, 271 políticos brasileiros são donos ou sócios de emissoras de televisão e rádio, veículos que mais atingem a população.

Em ano eleitoral, os interesses políticos podem afetar diretamente a programação e as coberturas jornalísticas das empresas, além de acarretar em possíveis mudanças no resultado das eleições.

Apesar de contrariar a Constituição Federal, artigo 54, capítulo I, o número de políticos empresários só cresce e os candidatos tiram proveito da situação. Os estudos revelam que, no Brasil, os 271 políticos são diretores ou sócios de 348 emissoras de radiodifusão, sendo a maioria prefeitos, seguidos de deputados e senadores. Esses números, no entanto, só correspondem a políticos que têm vínculo direto e oficial com os meios de comunicação. Não estão contabilizadas as relações por meio de parentes e laranjas, que caracterizam boa parte das ligações.

Conforme a pesquisa, os prefeitos preferem as rádios OM, nas quais acontecem debates políticos, e as rádios comunitárias, que permitem proximidade com o eleitorado. Deputados e senadores se dedicam a mídias com maior cobertura, como TVs e FMs. De acordo com a Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações, 58 políticos pertencem ao DEM, 48 ao PMDB, 43 ao PSDB, 23 são do PP, 16 do PTB, 16 do PSB, 14 do PPS, 13 do PDT, 12 do PL e 10 do PT.


Via: Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação; Jornalismo & Internet

Web Jornalismo o mais dinâmico

Webjornalismo cria dinâmica maluca

Ninguém pode negar que a internet trouxe maior dinamismo ao jornalismo. As notícias não param, com isto, e por se tratar de uma mídia extremamente veloz as apurações e coberturas devem ser ágil. Felipe Recondo, web jornalista desde 2000, explica, “Um jornalista que trabalha com web e fica na cobertura, deve ser ágil, rápido e atento, eternamente atento. A outra coisa boa é que você acompanha os fatos se construindo e os descreve”, relata.

Esta velocidade é o aspecto positivo e maior trunfo do web jornalismo, a internet permite que o webjornalista use várias ferramentas, como por exemplo, vídeo, áudio, foto e texto. Isso é um
atrativo a mais para os leitores.

Mas quem pensa que é fácil fazer jornalismo digital esta enganado. Como toda profissão nem tudo são flores. Existem pontos negativos e Felipe nos explica. “Como o jornalismo online é dinâmico, não temos muito tempo para a apuração cuidadosa de matérias, precisamos escrever textos em poucos minutos, não temos dead line, não fazemos uma matéria consolidada ao final do dia, temos de acompanhar várias pautas ao mesmo tempo”, conta. Por conta deste dinamismo e com a rotina produtiva, não há muito tempo e muitas vezes até para alimentar-se é difícil. “As notícias para o jornalismo online não param. Temos de ficar ligados desde cedo no que está acontecendo no mundo”, diz Recondo.

No início do Web jornalismo o que prevalecia na internet era o quantidade de matérias, coisa que hoje já esta sendo mudada. “Cheguei a fazer 40 notas em um dia. Depois, a tendência foi mudando e comecei a dar mais valor à qualidade, a informações exclusivas”, finaliza Recondo.

A dica do Felipe Recondo para os jovens que apreciam o jornalismo online é que eles se mantenham sempre informados, leiam bastante para ter um vocabulário satisfatório e que seja cuidadoso e atento para perceber as notícias que “surgem”. “O resto, é suor e calo nos dedos”, incentiva.

domingo, 23 de março de 2008

O quanto que uma fonte pode te ajudar.


Fonte jornalística é uma aliada fundamental para obtenção de informações para o jornalista. As fontes além de pessoas, são entidades ou documentos que comprovem um fato, ela esclarece e aumenta o leque de informações que o jornalista deve sustentar sua matéria ou reportagem.
As fontes geralmente são anônimas, desejam contribuir e transmitir a informação, não pode deixar de lado, que para fonte ter o conhecimento do fato, ela tem que estar mais próxima da notícia e usa o jornalista como mediador, sendo a pessoa que irá mostrar o fato para a sociedade.
Mas fica uma pergunta no ar, por exemplo: por que uma pessoa denunciaria outra?
Toda a ação é feita por um motivo, por uma proposta, algo que lhe incomode. Então, o quanto você pode confiar na informação ou na sua autenticidade. A fonte pode usar o jornalista para transmitir uma impressão distorcida da realidade, com interesses próprios.
De acordo com o livro “O novo media na imprensa: as notícias sobre a Internet no jornal público”, do Sergio Denicoli dos Santos, as fontes só se pronunciam quando há visibilidade e atenção da mídia, a prevenção e reparação de prejuízos e malefícios, a neutralização de interesses de concorrentes ou adversários, a criação de uma imagem positiva, entre outras.
No mesmo livro identifica os interesses dos jornalistas, na obtenção de informações inéditas, o fornecimento de avaliações e recomendações, a atribuição de credibilidade e de legitimidade a informações escolhidas diretamente pelo repórter, etc.
O que não pode deixar de lado, é que elas prestam um serviço inegável à sociedade, como no caso Watergate, que fez o presidente americano Richard Nixon renunciar seu cargo, graças a uma fonte chamada “garganta profunda”, que revelou a ligação do presidente em operações ilegais.
As fontes fornecem as informações que lhe são conveniente, basta ao jornalista investigar e buscar o que realmente é verdade na informação, não se acomodar e procurar ao máximo garantir a credibilidade da notícia.


A Internet não mudou o jornalismo


A Internet modificou de forma radical o conceito de comunicação de massa empregado nas mídias tradicionais – rádio, TV e impresso. O conceito unilateral de “um para todos” caiu por terra no universo digital. Esperava-se com isso a democratização da notícia e o acesso livre à informação, sem patrão, editor ou patrocinador.
A Web nivelou consumidores e produtores de notícias, de modo que às vezes fica difícil distinguir um de outro ou ainda classificar a credibilidade do que se lê em sites, blogs, portais e e-mails. Esse ambiente por demais democrático, onde qualquer pessoa pode se tornar um produtor de notícias, acabou criando dificuldades para quem procura informação exata. O excesso de informação e a ausência de referências tornaram muito difícil ao leitor (internauta) “filtrar” o que precisa saber. O resultado é o estabelecimento de um tipo de monopólio da informação na Internet. Os sites e portais controlados pelas grandes corporações da comunicação, por serem mais conhecidos, são os mais procurados.
A conclusão de que a Web não mudou o jornalismo da forma que se esperava foi divulgada por um estudo do Project for Excellence in Journalism, nos Estados Unidos. A pesquisa concluiu também que a Internet não foi capaz sequer de alterar a agenda-setting. Os autores descobriram que os sites de notícias publicam sempre informações sobre os mesmos fatos.
O jornalismo digital ainda trouxe conseqüências negativas, do ponto de vista profissional para os jornalistas. De acordo com a jornalista Nara Franco, a Internet desfigurou as redações. Ela lembra que boa parte dos sites de notícias é montada na base do Ctrl + C, Ctrl + V, por um número bem menor de profissionais, em comparação ao jornalismo impresso, por exemplo. Apesar da visão conservadora, a jornalista afirma que a Internet é um espaço a ser conquistado pela profissão. “A internet abre portas, possibilita que você expresse seu ponto de vista sem passar pelo editor, o patrão ou o cliente assessorado. Ela é território livre e cabe a cada um escolher sobre o que falar”.

A meteorologia e o Jornalismo.


A ciência que estuda a previsão do tempo, hoje já faz parte do jornal cotidiano, seja ele televisivo, impresso ou mesmo pelo rádio, muitas das vezes os espectadores, ouvintes ou leitores, ficam atento a este boletim em principio, para saber como vai ser o clima do dia.
Nos canais abertos de rede televisiva em grande parte existem muitas vezes boletins diários, mostrando o clima no momento se ira ter chuva ou se dia será ensolarado, este tipo rápido que geralmente vem também acompanhado de uma notícia, além de indicar o clima acaba nos oferecendo uma maior comodidade, se o dia vai ser de sol e não terá chuva, menos guarda-chuva, mais passar protetor, a sim com este tipo de informação saberemos sempre como nos prevenir do mal tempo.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Assessor de Imprensa x Jornalista


Existe diferença?
Especialistas da área de comunicação levantam uma questão quanto à função do assessor de imprensa: ele desempenha ou não a função de jornalista?
Nacionalmente acontecem
debates para discutir tais práticas. Com isso diversas publicações sobre o assunto começam a surgir.

Muito se fala que o trabalho de assessor é o de se colocar diante da imprensa como uma opção de fonte. Por mais que este assessor realize um bom trabalho e consiga passar um determinado fato ou acontecimento de interesse ao público, seu trabalho não é reconhecido como jornalismo, pois na maioria das vezes sempre passa para a mão de outro profissional da área antes de chegar ao público. Assim é considerado apenas como um elo, pois a principal função do assessor é de enviar releases aos órgãos de imprensa.

Principalmente nas cidades do interior a figura do assessor de imprensa tende a ser vista como um concorrente, porque as cidades são pequenas e o acesso à informação é facilitado por este fato. Dentro dessa discussão, não seria preferível que existisse uma
parceria entre ambos para um resultado melhor no trabalho?

Pensando na área comercial, as assessorias em grandes empresas viraram uma excelente oportunidade de o jornalista ser mais bem remunerado. Isso acrescenta à discussão as diferenças no piso salarial.

Para desempenhar a função de assessor de imprensa o profissional tem que ser Jornalista, então fica a pergunta: por que essa discussão entre as funções, se ambos desempenham o mesmo papel e possuem a mesma formação?